{"id":1963,"date":"2015-09-17T17:52:16","date_gmt":"2015-09-17T16:52:16","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2015\/09\/17\/o-euro-nestas-eleicoes-o-calcanhar-de-aquiles-da-esquerda\/"},"modified":"2015-09-17T17:52:16","modified_gmt":"2015-09-17T16:52:16","slug":"o-euro-nestas-eleicoes-o-calcanhar-de-aquiles-da-esquerda","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2015\/09\/17\/o-euro-nestas-eleicoes-o-calcanhar-de-aquiles-da-esquerda\/","title":{"rendered":"O euro nestas elei\u00e7\u00f5es, o calcanhar de aquiles da esquerda"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5;\">Os debates televisivos tornaram-se o centro das elei\u00e7\u00f5es legislativas. Isso demonstra a verdadeira face desta democracia, onde t\u00eam voz os partidos escolhidos pelos grandes grupos de comunica\u00e7\u00e3o social, que est\u00e3o apostados em manter o parlamento com a composi\u00e7\u00e3o actual. <\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Os debates promovem mais os soundbytes que as propostas pol\u00edticas. O euro tem sido o grande tabu das discuss\u00f5es, sendo usado como arma de arremesso da direita contra um PCP e um BE que n\u00e3o podem, ou n\u00e3o querem, mostrar-se a favor ou contra a sa\u00edda do euro.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode negar que a moeda \u00fanica, a presen\u00e7a ou n\u00e3o de Portugal no euro, \u00e9 o tema que divide \u00e1guas. Depois da fal\u00eancia do governo do Syriza na Gr\u00e9cia ficou claro que dentro do euro n\u00e3o s\u00f3 a austeridade \u00e9 permamente, como a pr\u00f3pria democracia fica reduzida a nada, dado que quem tem como crit\u00e9rio ficar no euro, n\u00e3o ter\u00e1 outra op\u00e7\u00e3o sen\u00e3o obedecer aos ditames de Merkel e do BCE.<\/p>\n<p><strong>PSD, PS e CDS: todos os sacr\u00edficios pelo euro<\/strong><\/p>\n<p>O governo das direitas cumpriu um triste papel nas negocia\u00e7\u00f5es do eurogrupo com o governo Tsipras. Nas palavras do ex-ministro grego das finan\u00e7as, o governo portugu\u00eas quis ser \u201cmais alem\u00e3o que os alem\u00e3es\u201d. \u00c9 um sinal da sua subservi\u00eancia. A troco do patroc\u00ednio pol\u00edtico de Merkel e do apoio de Bruxelas, a direita n\u00e3o tem pudor em vender o pa\u00eds. A justificativa, verdadeira, diga-se, \u00e9 que austeridade \u00e9 a \u00fanica forma de manter o pa\u00eds no euro. J\u00e1 o Partido Socialista segue o mesmo caminho: no debate com Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, Ant\u00f3nio Costa apelou a que os eleitores indecisos entre PS e BE votassem no seu partido, pois ele iria manter Portugal no euro.<\/p>\n<p><strong>A esquerda e a \u201cli\u00e7\u00e3o grega\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Os candidatos dos principais partidos de esquerda tinham tudo para ganhar os debates e, politicamente, vencer a campanha eleitoral, sen\u00e3o no terreno dos votos, pelo menos no das ideias. Mas t\u00eam um calcanhar de aquiles: t\u00eam medo de definir a sua pol\u00edtica face ao euro. Catarina Martins tinha tudo para ganhar todos os debates, sobretudo com Costa e com Portas podia ter arrasado. Mas com poucas palavras eles mostraram o calcanhar de aquiles do BE: tudo o que o Bloco diz defender \u2013 renegocia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, ruptura com o Tratado Or\u00e7amental ou com a austeridade \u2013 tudo aquilo a que Catarina Martins chama \u201cassumir o confronto\u201d implica sair do euro. Toda a gente o sabe que \u00e9 assim. O BE, ao n\u00e3o o assumir, abre o flanco \u00e0 direita, que n\u00e3o hesita e entala sempre o BE nesse ponto. A pol\u00edtica anti-austeridade da esquerda, que devia ser o seu forte, torna-se assim uma fraqueza.<\/p>\n<p>Sobre a ruptura com a moeda \u00fanica, Catarina Martins tem afirmado: \u201cn\u00f3s n\u00e3o queremos esta solu\u00e7\u00e3o\u201d. Por\u00e9m, encostado \u00e0 parede pela capitula\u00e7\u00e3o do Syriza, BE admite agora que um \u201cgoverno de esquerda\u201d teria de estar preparado para essa op\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por ela ser necess\u00e1ria mas \u201cpara ter mais poder negocial\u201d. Catarina Martins fez o seu balan\u00e7o do governo Syriza, no debate com Costa: afirmou que o Syriza \u201cconfiou de mais\u201d. Mas achar que sair do euro \u00e9 apenas uma \u201c\u00faltima op\u00e7\u00e3o\u201d que, como disse, \u201cpode nem ser necess\u00e1rio utilizar\u201d, n\u00e3o ser\u00e1 tamb\u00e9m confiar de mais na Europa da austeridade?<\/p>\n<p>Desenvolvemos acima sobretudo o exemplo do BE, mas o PCP em nada se diferencia destas posi\u00e7\u00f5es. Com um palavreado diferente, Jer\u00f3nimo de Sousa, Catarina Martins, Mariana M\u00f3rtagua e afins defendem a mesma pol\u00edtica. Por exemplo, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 SIC, Jer\u00f3nimo de Sousa defendeu que qualquer sa\u00edda do euro n\u00e3o pode ser \u201cum acto s\u00fabito\u201d, que o pa\u00eds \u201ccorre o risco de ser expulso\u201d e que h\u00e1 que saber \u201cas consequ\u00eancias para saber se Portugal tem ou n\u00e3o possibilidade de se desenvolver sem estar amarrado \u00e0 moeda \u00fanica ou se existe alternativa (\u2026) nessa prepara\u00e7\u00e3o at\u00e9 se pode concluir que n\u00e3o\u201d mas n\u00e3o estudar o assunto \u00e9, para Jer\u00f3nimo de Sousa, um \u201cirresponsabilidade\u201d. \u00c9 constrangedor ver que o secret\u00e1rio-geral do PCP, que apregoa defender uma pol\u00edtica \u201cpatri\u00f3tica e de esquerda\u201d precisa de um estudo \u201cpara saber se Portugal tem ou n\u00e3o possibilidade de se desenvolver sem estar amarrado \u00e0 moeda \u00fanica\u201d colocando at\u00e9 a hip\u00f3tese de que \u201cat\u00e9 se pode concluir que n\u00e3o\u201d. Jer\u00f3nimo tamb\u00e9m \u00e9 um Tsipras portugu\u00eas&#8230;<\/p>\n<p>Ou seja, a \u00fanica coisa que BE e PCP aprenderam com a trag\u00e9dia do Syriza e do povo grego foi que precisam de um golpe de ret\u00f3rica para se diferenciar do Syriza, por isso \u201cequacionam\u201d a sa\u00edda do euro, embora a queiram evitar. No fundo, BE e PCP, mant\u00eam as posi\u00e7\u00f5es de sempre: dizem que sair do euro \u00e9 mau e de evitar, n\u00e3o um passo indispens\u00e1vel para romper com a austeridade. S\u00f3 como \u00faltimo recurso e para efeitos negociais \u2013 bluff, entenda-se \u2013 \u00e9 que estes partidos assumem a sa\u00edda do euro. Em vez de se libertarem da armadilha da experi\u00eancia grega enredam-se ainda mais nela. Em vez de esclarecerem, confundem. A direita e o PS perceberam isso e entalaram a esquerda nos debates.<\/p>\n<p><strong>Uma esquerda s\u00f3 para as elei\u00e7\u00f5es ou para \u201co confronto\u201d?<\/strong><\/p>\n<p>Claro que o tema do euro n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. A maioria do povo e dos trabalhadores percebem os problemas da moeda \u00fanica, por\u00e9m acreditam quem o mal maior \u00e9 ficar no euro. Um gigantesco coro, desde Merkel \u00e0 grande finan\u00e7a, passando pelos partidos e comentadores do centr\u00e3o, faz uma campanha permanente afirmando que sair do euro \u00e9 &#8220;o caos\u201d. BE e PCP, at\u00e9 hoje, engrossam esse coro e ajudam a que milh\u00f5es de trabalhadores acreditem nessa mentira. N\u00e3o tinha de ser assim. BE e PCP s\u00e3o partidos com influ\u00eancia de massas, n\u00e3o t\u00eam de adaptar-se aos medos da sua base eleitoral, pelo contr\u00e1rio, podem combat\u00ea-los. Se PCP e BE colocassem as suas for\u00e7as ao servi\u00e7o de denunciar o euro, explicar que \u00e9 completamente imposs\u00edvel travar a austeridade dentro da moeda \u00fanica e que a sa\u00edda do euro, acompanhada de outras medidas anti-capitalistas, poderia aumentar sal\u00e1rios e emprego, milh\u00f5es de trabalhadores pensariam de forma diferente.<\/p>\n<p>BE e PCP ao darem cobertura \u00e0 propaganda do medo insuflada pela UE, pela direita e pelo PS, cavam a sua pr\u00f3pria sepultura. Ao fugirem \u00e0 verdade, ao n\u00e3o dizerem com todas as letras que fora do euro n\u00e3o s\u00f3 se podem subir sal\u00e1rios e pens\u00f5es, como que esta \u00e9 a \u00fanica forma de o fazer, BE e PCP abrem caminho a novas capitula\u00e7\u00f5es como a de Tsipras.<\/p>\n<p>O que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 ganhar a maioria da popula\u00e7\u00e3o para a ideia da ruptura com o euro. Explicar preto-no-branco que sair do euro n\u00e3o \u00e9 um desastre, mas que, pelo contr\u00e1rio, dentro do euro, teremos mais 20 anos de austeridade. A esquerda n\u00e3o pode ignorar a sua for\u00e7a: BE e PCP, que t\u00eam at\u00e9 estudos sobre o tema, nomeadamente de Francisco Lou\u00e7\u00e3, podem convencer primeiro milhares e depois milh\u00f5es de pessoas \u00a0sobre a verdadeira natureza \u00a0do euro e como o pa\u00eds (s\u00f3) \u00e9 vi\u00e1vel se se libertar dessa pris\u00e3o monet\u00e1ria. Mas para isso t\u00eam de dizer a verdade em vez de fazer coro com a direita e o PS. Ganhar milh\u00f5es de pessoas para essa pol\u00edtica \u00e9 a \u00fanica forma de \u201cpreparar a sa\u00edda do euro\u201d.<\/p>\n<p>O que propomos n\u00e3o \u00e9 uma pol\u00edtica sect\u00e1ria e propagand\u00edstica de, como faz por exemplo o MRPP, a gritar aos quatro ventos que \u00e9 preciso \u201cum novo escudo\u201d, sem dizer como nem porqu\u00ea, nem fazer nenhum esfor\u00e7o para ganhar para a ruptura com o euro os milh\u00f5es que t\u00eam medo deste cen\u00e1rio. Isso n\u00e3o \u00e9 disputar a consci\u00eancia dos trabalhadores mas disputar o pequeno nicho eleitoral de quem j\u00e1 est\u00e1 convencido. Propomos, isso sim, n\u00e3o esconder a verdade e n\u00e3o ter medo de enfrentar os preconceitos que o sistema imp\u00f4s \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, pelo simples temor de perder votos. A prazo, a pol\u00edtica de BE e PCP n\u00e3o ajuda a esquerda a ganhar espa\u00e7o, ajuda, isso sim, a direita. \u00c9 isso que prova a experi\u00eancia grega, em que a direita pode, ap\u00f3s a trai\u00e7\u00e3o do Syriza, voltar ao poder.<\/p>\n<p><strong>A Coliga\u00e7\u00e3o AGIR, o MAS e o euro<\/strong><\/p>\n<p>O MAS tem vindo a ter outra postura: temos dito que o euro afunda o pa\u00eds, que \u00e9 necess\u00e1rio um referendo para disputar a consci\u00eancia de milh\u00f5es de pessoas para uma pol\u00edtica consquente contra a austeridade, que implica sair do euro. A sa\u00edda do euro n\u00e3o \u00e9 um <em>bluff<\/em> negocial, t\u00e3o pouco um mal menor a evitar a todo o custo. A sa\u00edda do euro, junto com a nacionaliza\u00e7\u00e3o da banca \u2013 dos lucros e do controlo da banca, dado que os preju\u00edzos j\u00e1 est\u00e3o nacionalizados \u2013 e o controlo de capitais, \u00e9 a \u00fanica forma de recuperar soberania, sal\u00e1rios e emprego.<\/p>\n<p>A Coliga\u00e7\u00e3o AGIR, no seu programa, tal como o MAS, prop\u00f5e um referendo \u00e0 moeda \u00fanica. O seu rosto mais conhecido, Joana Amaral Dias, em entrevista ao Jornal I, deu a conhecer o balan\u00e7o que fez do processo de negocia\u00e7\u00f5es entre Tsipras e o eurogrupo:\u201csempre tive algumas reservas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 condu\u00e7\u00e3o de todo o processo.\u201d, disse. Afirmando que: \u201ch\u00e1 um erro de Tsipras, da\u00ed alguns condicionalismos que o Agir colocou em apoi\u00e1-lo, porque ele tinha de ter tido uma rela\u00e7\u00e3o de transpar\u00eancia com os seus eleitores onde a sa\u00edda da Gr\u00e9cia do euro tivesse sido equacionada e talvez mesmo referendada\u201d. Da\u00ed conclui que o mais justo seria que \u201cou acaba a austeridade, ou sai a Alemanha do euro.\u201d. Claro que n\u00e3o \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o clara como a do MAS, embora tenha o m\u00e9rito de n\u00e3o apresentar a sa\u00edda do euro como uma cat\u00e1strofe. A sa\u00edda da Alemanha do euro poderia ser um bom golpe de ret\u00f3rica \u00e0 mesa do eurogrupo, mas que s\u00f3 seria \u00fatil se estivesse ao servi\u00e7o de fazer aquilo que Tsipras n\u00e3o fez: imprimir moeda pr\u00f3pria para pagar sal\u00e1rios, nacionalizar a banca e controlar capitais n\u00e3o ser alvo da chantagem do BCE e sair do euro. Esta \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do MAS e dos seus candidatos no seio da coliga\u00e7\u00e3o AGIR, assim como seria a posi\u00e7\u00e3o de eventuais deputados do MAS eleitos pela coliga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Acreditamos que o que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e0 esquerda n\u00e3o \u00e9 um plano A \u2013 sem as duras verdades sobre o euro \u2013 para ganhar votos e um plano B \u2013 para fazer bluff em eventuais negocia\u00e7\u00f5es e passar entre os pingos da chuva face \u00e0 cat\u00e1strofe do Syriza. O que faz falta \u00e9 dar voz \u00e0s posi\u00e7\u00f5es que economistas como Jorge Bateira, Jo\u00e3o Rodrigues ou Nuno Teles, do conhecido blog \u201cLadr\u00f5es de Bicicletas\u201d, t\u00eam vindo a defender. Abaixo citamos um contributo de Jorge Bateira sobre as medidas necess\u00e1rias para sustentar a sa\u00edda do euro e quais seriam seus efeitos:<\/p>\n<p><em>\u201c<\/em><em>Um governo de ruptura deve, \u00e0 cabe\u00e7a, nacionalizar os bancos e instituir o controlo dos movimentos de capitais. (&#8230;) A infla\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o custo a pagar para recuperarmos a soberania. Mas ser\u00e1 um custo transit\u00f3rio (inicialmente, cerca de 12%, muito menos nos dois anos seguintes) que pode ser distribu\u00eddo com justi\u00e7a social atrav\u00e9s de compensa\u00e7\u00f5es a atribuir aos rendimentos mais baixos. (&#8230;) Como seria de esperar, o novo paradigma da pol\u00edtica econ\u00f3mica dar\u00e1 prioridade ao emprego, ao contr\u00e1rio da finan\u00e7a, que diaboliza a infla\u00e7\u00e3o e acha inevit\u00e1vel este desemprego t\u00edpico dos anos trinta do s\u00e9culo passado\u201d.<\/em><\/p>\n<p>A BE, PCP e todos os candidatos de esquerda perguntamos, n\u00e3o seria melhor vencer os debates com a direita e o PS dizendo estas verdades?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os debates televisivos tornaram-se o centro das elei\u00e7\u00f5es legislativas. Isso demonstra a verdadeira face desta democracia, onde t\u00eam voz os partidos escolhidos pelos grandes grupos de comunica\u00e7\u00e3o social, que est\u00e3o apostados em manter o parlamento com a composi\u00e7\u00e3o actual.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1962,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[31],"tags":[520,496,664,249,139,114,665,145,663,609,247,248],"class_list":["post-1963","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional","tag-be","tag-bloco-de-esquerda","tag-calcanhar-de-aquiles","tag-cds","tag-euro","tag-mas","tag-moeda-unica","tag-movimento-alternativa-socialista","tag-partido-comunista-portugues","tag-pcp","tag-ps","tag-psd"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/debatestelevisivos.jpg?fit=783%2C450","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1963"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1963\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1962"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}