{"id":1959,"date":"2015-09-12T12:41:16","date_gmt":"2015-09-12T11:41:16","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2015\/09\/12\/o-que-pensa-o-mas-da-crise-dos-refugiados\/"},"modified":"2015-09-12T12:41:16","modified_gmt":"2015-09-12T11:41:16","slug":"o-que-pensa-o-mas-da-crise-dos-refugiados","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2015\/09\/12\/o-que-pensa-o-mas-da-crise-dos-refugiados\/","title":{"rendered":"O que pensa o MAS da crise dos refugiados?"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><strong>A Primavera \u00c1rabe e o processo contra-Primavera \u00c1rabe<\/strong><\/p>\n<p>As gigantescas desloca\u00e7\u00f5es de refugiados vindos do Norte de \u00c1frica e M\u00e9dio Oriente s\u00e3o a consequ\u00eancia de uma s\u00e9rie de acontecimentos hist\u00f3ricos e da altera\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica naquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Os EUA e as grandes pot\u00eancias europeias (Reino Unido, Alemanha e Fran\u00e7a, predominantemente), atrav\u00e9s dos governos nacionais daqueles pa\u00edses, mantinham um enorme controlo pol\u00edtico e econ\u00f3mico sobre a regi\u00e3o. Da\u00ed extraiam grandes quantidades de riqueza e controlavam uma das grandes reservas mundiais de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>A Primavera \u00c1rabe, que se iniciou nos finais de 2010, \u00e9 precisamente uma reac\u00e7\u00e3o dos povos, do Norte \u00c1frica e M\u00e9dio Oriente, contra as castas governativas ditatoriais, dos seus pa\u00edses, obedientes aos interesses das grandes pot\u00eancias mundiais. Este processo, \u00f3rf\u00e3o de uma direc\u00e7\u00e3o que o conduza, para al\u00e9m das aspira\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, a um sistema econ\u00f3mico e pol\u00edtico alternativo ao capitalismo, est\u00e1 ainda em desenvolvimento.<\/p>\n<p>O que estamos a assistir, neste momento, \u00e9 \u00e0 decorr\u00eancia desses levantamentos de massas, onde os principais epis\u00f3dios come\u00e7aram na Tun\u00edsia e se foram alastrando pela Arg\u00e9lia, Jord\u00e2nia, Om\u00e3, Egipto, I\u00e9men, Sud\u00e3o, Iraque, Bahrein, L\u00edbia, Kuwait, Marrocos, L\u00edbano, S\u00edria e Turquia. Uma vez que toda esta agita\u00e7\u00e3o conseguiu alterar governos mas n\u00e3o alterar os seus regimes ou sistema econ\u00f3mico, acabam por recuar nas suas conquistas.<\/p>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a da revolu\u00e7\u00e3o alem\u00e3 (1918\/1919), ap\u00f3s a sua derrota, seguiu-se um consider\u00e1vel per\u00edodo de retrocesso civilizacional, onde se inseriu o crescimento do partido nazi e o genoc\u00eddio de milh\u00f5es de pessoas &#8211; o Holocausto. Este \u00e9 um epis\u00f3dio, ainda que assumindo contornos diferentes, se est\u00e1 a replicar hoje no Norte de \u00c1frica e M\u00e9dio Oriente sobretudo atrav\u00e9s do Governo s\u00edrio de Bashar al-Assad e do Estado Isl\u00e2mico. Estamos portanto a assistir, neste momento, a um b\u00e1rbaro processo contra-revolucion\u00e1rio para o qual t\u00eam contribu\u00eddo diversos factores.<\/p>\n<p><strong>Trocam-se as elites, mant\u00eam-se as vontades<\/strong><\/p>\n<p>Perante gigantescas manifesta\u00e7\u00f5es, n\u00e3o houve governo fantoche que se tenha mantido tal como at\u00e9 ent\u00e3o. Para acalmar as massas houve uma tentativa, por parte dos pa\u00edses imperialistas, de alterar alguma coisa naqueles regimes ditatoriais para que tudo se mantenha como antes: houve concess\u00f5es, houve reformas governativas e at\u00e9 houve quedas sucessivas de governos. EUA e pot\u00eancias europeias n\u00e3o conseguiram impor a sua vontade e saem, pelo menos momentaneamente, enfraquecidos da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o que as grandes pot\u00eancias mundiais n\u00e3o disponham de poderio militar para esmagar aqueles levantamentos populares, sob uma justifica\u00e7\u00e3o de \u201cestabiliza\u00e7\u00e3o\u201d da regi\u00e3o, o facto \u00e9 que a crise econ\u00f3mica atingiu profundamente o cora\u00e7\u00e3o das maiores economias do mundo. Para al\u00e9m disso, a interven\u00e7\u00e3o militar no Iraque foi um enorme desastre pol\u00edtico \u2013 ficou claro que n\u00e3o passou de uma justifica\u00e7\u00e3o disparatada para alargar a influ\u00eancia pol\u00edtica e econ\u00f3mica, dos EUA e pa\u00edses europeus, sobre a regi\u00e3o. Estes factores contribuem, em grande medida, para que uma interven\u00e7\u00e3o militar aberta, dos pa\u00edses imperialistas, naquela regi\u00e3o, seja de muito dif\u00edcil execu\u00e7\u00e3o. \u00c9 desta forma que se explica que, em 2013, o parlamento do Reino Unido, sob press\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica, tenha rejeitado a sua participa\u00e7\u00e3o, ao lado dos EUA, numa interven\u00e7\u00e3o militar aberta na S\u00edria.<\/p>\n<p>Com a interven\u00e7\u00e3o das grandes pot\u00eancias mundiais retra\u00edda (mas n\u00e3o inexistente) e os levantamentos populares sem alternativas de poder, \u00e9 a altura em que as elites locais se chegam \u00e0 frente para p\u00f4r um fim \u00e0 Primavera. Este \u00e9 o caso das elites governativas da Ar\u00e1bia Saudita e do Qatar que, sob uma influ\u00eancia hist\u00f3rica dos EUA, v\u00eaem um espa\u00e7o econ\u00f3mico e pol\u00edtico vazio (antes ocupado pelas grandes pot\u00eancias) e tratam de alimentar uma organiza\u00e7\u00e3o racista, com m\u00e9todos nazis &#8211; o Estado Isl\u00e2mico &#8211; para controlar os po\u00e7os de petr\u00f3leo e os portos mar\u00edtimos da regi\u00e3o. Estas elites locais servem agora de correias de transmiss\u00e3o da ind\u00fastria de armamento americana e europeia. Segundo Clara Ferreira Alves (Expresso <em>online<\/em> 05.09.2015), a \u201cA Alemanha e os Estados Unidos bateram recordes de venda de armas no Golfo em 2014\u201d.<\/p>\n<p>Os povos da regi\u00e3o que antes estavam sob o dom\u00ednio ditatorial dos seus governos e que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, respondiam aos interesses dos EUA e da Europa, incapazes de forjar uma direc\u00e7\u00e3o e governos que defendam as suas aspira\u00e7\u00f5es por mais democracia e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, v\u00eaem-se agora sob o dom\u00ednio das elites locais que est\u00e3o dispostas a esmagar tudo para controlar o m\u00e1ximo de recursos poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Europa de Merkel tenta lavar a cara com um quinh\u00e3o de refugiados<\/strong><\/p>\n<p>Aquilo que, durante anos, foi retratado, pelos governos europeus, como uma caprichosa migra\u00e7\u00e3o de pessoas do Norte de \u00c1frica e M\u00e9dio Oriente passou de um momento para o outro, assim que Merkel alterou a sua ret\u00f3rica, para uma crise de refugiados. Parece um jogo de crian\u00e7as: Merkel comanda que se lave a cara, os governos europeus lavam a cara, os <em>media<\/em> mundiais lavam a cara\u2026 com uma amostra de refugiados!<\/p>\n<p>Aquilo que foi apelidado pelo primeiro-ministro ingl\u00eas Cameron de \u201cpraga\u201d, tornou-se, oficial e repentinamente, numa calamidade humanit\u00e1ria. A constru\u00e7\u00e3o de muros deu parcialmente lugar a um s\u00fabito gesto de miseric\u00f3rdia a alguns milhares de refugiados.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que as pessoas e fam\u00edlias que atravessam desertos e mares, em condi\u00e7\u00f5es desumanas, \u00e0s m\u00e3os de mercen\u00e1rios que traficam seres humanos, nunca deixaram de ser refugiados que ao fugirem de uma calamidade humanit\u00e1ria acabam por se meter noutra. Refugiados porque s\u00e3o obrigados a fugir dos territ\u00f3rios onde estavam localizados, uma vez que s\u00e3o perseguidos e amea\u00e7ados pela sua ra\u00e7a, etnia, nacionalidade, religi\u00e3o, associa\u00e7\u00e3o a determinado grupo social ou opini\u00e3o pol\u00edtica. Calamidade humanit\u00e1ria, n\u00e3o s\u00f3 pela quantidade, mas pelas condi\u00e7\u00f5es de vida a que estas pessoas s\u00e3o sujeitas.<\/p>\n<p>A calamidade humanit\u00e1ria n\u00e3o surgiu desde a semana passada, \u00e9 ali\u00e1s t\u00e3o antiga quanto a hipocrisia dos governos dos pa\u00edses europeus e dos EUA. Quantas crian\u00e7as, mulheres, fam\u00edlias inteiras chegam mortas \u00e0 costa europeia? H\u00e1 quanto tempo isso \u00e9 um acontecimento recorrente? Porque \u00e9 que a UE mudou a sua ret\u00f3rica e porqu\u00ea agora?<\/p>\n<p>A calamidade, de facto, assume uma nova dimens\u00e3o. O amontoado de refugiados nas fronteiras dos Balc\u00e3s, It\u00e1lia, Fran\u00e7a e Inglaterra \u00e9 aterradora. Os n\u00fameros, as condi\u00e7\u00f5es em que chegam e, principalmente, a justa indigna\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o dos refugiados, nos campos onde est\u00e3o a ser concentrados, for\u00e7am uma resposta da UE.<\/p>\n<p>Merkel, tendo pouco espa\u00e7o pol\u00edtico para impedir a chegada cont\u00ednua de refugiados &#8211; ainda chamuscada pelas autorit\u00e1rias negocia\u00e7\u00f5es do novo plano de austeridade para a Gr\u00e9cia &#8211; e perante a press\u00e3o dos pr\u00f3prios refugiados, aproveita-se das circunst\u00e2ncias, passa a imagem de protectora dos oprimidos, reabilita-se, e com a inten\u00e7\u00e3o de sacudir a fuligem, muda a sua posi\u00e7\u00e3o face \u00e0 \u201cpraga\u201d \u2013 aproveitando ainda a entrada de uma reserva de m\u00e3o-de-obra barata na Alemanha.<\/p>\n<p>Por outras palavras, n\u00e3o podendo impedir a \u201cinfesta\u00e7\u00e3o\u201d, Merkel refugia-se na farsa pol\u00edtica e passa a defender a abertura de fronteiras para alguns refugiados. Porque \u00e9 que \u00e9 a relocaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Merkel \u00e9 uma farsa?<\/p>\n<p>Comecemos pelos n\u00fameros. No final de 2014, os refugiados s\u00edrios alcan\u00e7aram cerca de 4 a 5 milh\u00f5es. Dados da ONU referem que, nos primeiros 6 meses de 2015, chegaram \u00e0 Europa, por mar, cerca de 137 mil refugiados, comparado com os cerca de 75 mil no mesmo per\u00edodo de 2014. Destes, os principais deslocados s\u00e3o s\u00edrios (34%), seguidos de afeg\u00e3os (12%) e de eritreus (12%).<\/p>\n<p>Em 2014, existiam cerca de 800 mil pedidos de asilo na UE, sendo que apenas 185 mil foram aceites. A Europa n\u00e3o \u00e9, nem de perto, quem est\u00e1 a acolher mais refugiados s\u00edrios. Daqueles 4 a 5 milh\u00f5es, cerca de 2 milh\u00f5es est\u00e3o deslocados na Turquia, 1,2 milh\u00f5es est\u00e3o no L\u00edbano, 650 mil deslocaram-se para a Jord\u00e2nia, 150 mil est\u00e3o no Iraque, 132 mil est\u00e3o no Egipto, etc.<\/p>\n<p>A UE est\u00e1 a negociar o acolhimento de 160 mil refugiados. O que ser\u00e1 feito aos restantes e daqueles que continuar\u00e3o a chegar \u00e0 Europa? Ser\u00e3o empurrados para o mar?<\/p>\n<p>Os Estados europeus disponibilizam astron\u00f3micas somas dos seus or\u00e7amentos para a compra de armamento e para a constru\u00e7\u00e3o de muros. J\u00e1 quanto ao acolhimento de refugiados, encaram esse investimento como um desperd\u00edcio. Basta reparar que nem Merkel, nem as institui\u00e7\u00f5es europeias condenam a constru\u00e7\u00e3o do muro na fronteira da Hungria com a S\u00e9rvia, j\u00e1 quanto \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do novo plano de austeridade para a Gr\u00e9cia n\u00e3o admitem qualquer tipo de alternativa.<\/p>\n<p>Os Estados da UE escancaram as suas fronteiras e atribuem autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia a qualquer estrangeiro que possua elevadas riquezas. Exemplo disso \u00e9 Portugal que atribui \u201c<em>vistos gold<\/em>\u201d a estrangeiros que invistam aqui capitais no valor de 350 mil euros ou adquiram im\u00f3veis no valor de 500 mil euros. Temos um pa\u00eds \u00e0 venda, a perder a sua soberania, e a ser comprado por estrangeiros sem qualquer tipo de constrangimentos ou planifica\u00e7\u00e3o. Temos ali\u00e1s o ex-ministro da Administra\u00e7\u00e3o Interna, Miguel Macedo, interrogado no \u00e2mbito dos \u201c<em>vistos gold<\/em>\u201d por suspeita de crime de prevarica\u00e7\u00e3o de titular de cargo pol\u00edtico e de tr\u00e1fico de influ\u00eancias J\u00e1 quanto a recolher refugiados que tentam escapar \u00e0 guerra e \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 um enorme problema.<\/p>\n<p>A Cimeira das Lajes, nos A\u00e7ores, em 2003, que ditou a invas\u00e3o do Iraque foi acolhida em Portugal com toda a pompa e circunst\u00e2ncia, mas j\u00e1 para receber refugiados, o actual Governo de Passos Coelho e Paulo Portas tem a posi\u00e7\u00e3o de \u201cquanto menos, melhor\u201d \u2013 a quota requerida por Passos Coelho foi de 2 mil refugiados. Para termos uma no\u00e7\u00e3o meramente num\u00e9rica, n\u00e3o existindo aqui qualquer compara\u00e7\u00e3o entre os acontecimentos, Portugal acolheu cerca de 500 mil retornados das suas ex-col\u00f3nias ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o de 1974.<\/p>\n<p>\u00c0 esquerda, Catarina Martins, l\u00edder do BE, afirma que est\u00e1 ao lado de Merkel quanto \u00e0 recep\u00e7\u00e3o de 160 mil refugiados na Europa. \u00c9 tarefa pol\u00edtica da esquerda europeia denunciar esta hipocrisia europeia que est\u00e1 a servir para que os grandes dirigentes europeus afastem as responsabilidades que t\u00eam nesta crise humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ou seja, h\u00e1 dinheiro na Europa para armamento, h\u00e1 dinheiro na Europa para levantar muros nas fronteiras mas n\u00e3o h\u00e1 solidariedade na Europa para acolher quem mais necessita.<\/p>\n<p><strong>Propaganda anti-isl\u00e2mica e ret\u00f3rica contra refugiados<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto esta farsa pol\u00edtica vai desfilando a nu, os sectores europeus mais xen\u00f3fobos e racistas v\u00e3o agitando a sua propaganda. Sobre isto deixamos aqui algumas notas.<\/p>\n<p>N\u00e3o far\u00e1 muito sentido que existam elementos do Estado Isl\u00e2mico entre os refugiados. A tend\u00eancia tem sido contr\u00e1ria: o Estado Isl\u00e2mico recruta nos pa\u00edses europeus para o Norte de \u00c1frica e M\u00e9dio Oriente, n\u00e3o o contr\u00e1rio. Para al\u00e9m disso, o Estado Isl\u00e2mico ter\u00e1 provavelmente ao seu dispor formas bem mais seguras para enviar os seus elementos para a Europa. A pr\u00f3pria Igreja cat\u00f3lica n\u00e3o poria \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o as suas par\u00f3quias e miseric\u00f3rdias se esta fosse uma amea\u00e7a real. Entre os refugiados existir\u00e3o sim, muito provavelmente, elementos progressivos que ter\u00e3o combatido o Estado Isl\u00e2mico no terreno.<\/p>\n<p>N\u00e3o far\u00e1 igualmente qualquer sentido que esteja em marcha uma invas\u00e3o da Europa. Mesmo considerando o referido n\u00famero de pedidos de asilo existentes em 2014 (800 mil), ainda que fossem todos aceites, coisa que n\u00e3o acontece, este n\u00famero de pessoas representa apenas 0,1% da popula\u00e7\u00e3o europeia \u2013 740 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe portanto justifica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel para negociar ou restringir qualquer tipo de aux\u00edlio aos refugiados.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 hipocrisia europeia! Acolhimento de todos os refugiados!<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio criar condi\u00e7\u00f5es para que os refugiados consigam sair dos seus territ\u00f3rios em seguran\u00e7a!<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio criar condi\u00e7\u00f5es para o acolhimento de todos os refugiados!<\/p>\n<p>Menos \u201c<em>vistos gold<\/em>\u201d, mais solidariedade com os refugiados!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Primavera \u00c1rabe e o processo contra-Primavera \u00c1rabe As gigantescas desloca\u00e7\u00f5es de refugiados vindos do Norte de \u00c1frica e M\u00e9dio Oriente s\u00e3o a consequ\u00eancia de uma s\u00e9rie de acontecimentos hist\u00f3ricos e da altera\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica naquela regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1958,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[39],"tags":[661,114,145,662,645],"class_list":["post-1959","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-europa","tag-africa","tag-mas","tag-movimento-alternativa-socialista","tag-primavera-arabe","tag-refugiados"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/refugiados8.jpg?fit=600%2C374","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1959","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1959"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1959\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1958"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1959"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1959"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1959"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}