{"id":1923,"date":"2015-07-04T22:36:31","date_gmt":"2015-07-04T21:36:31","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2015\/07\/04\/oxi-oxi-no-referendo-e-nas-negociacoescom-o-bceue\/"},"modified":"2015-07-04T22:36:31","modified_gmt":"2015-07-04T21:36:31","slug":"oxi-oxi-no-referendo-e-nas-negociacoescom-o-bceue","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2015\/07\/04\/oxi-oxi-no-referendo-e-nas-negociacoescom-o-bceue\/","title":{"rendered":"OXI! OXI no referendo e nas negocia\u00e7\u00f5es com o BCE\/UE!"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 Sem d\u00favida, o eixo da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica grega passa at\u00e9 ao pr\u00f3ximo Domingo por fazer campanha a favor do \u201cOXI\/n\u00e3o\u201d ao acordo com a \u201ctroika\u201d (pouco interessa o nome e pouco interessa se o FMI est\u00e1 formalmente presente ou n\u00e3o).<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Por\u00e9m, a mais que prov\u00e1vel vit\u00f3ria do \u201cn\u00e3o\u201d traz agarrada uma falsa situa\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria e \u00e9 errado que o governo de Tsipras venha a utiliz\u00e1-la no sentido de fazer um novo acordo com a \u201ctroika\u201d para manter o pa\u00eds atrelado ao Euro.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A falsa situa\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria \u00e9 a de que o povo grego vota contra o acordo e n\u00e3o contra o Euro. At\u00e9 pode ser que, na cabe\u00e7a de parte dos votantes pelo \u201cn\u00e3o\u201d, esta contradi\u00e7\u00e3o exista, mas objetivamente trata-se de um voto simultaneamente contra o acordo e a manuten\u00e7\u00e3o a todo o custo no Euro. E aqui o governo de Tsipras agir\u00e1 irresponsavelmente se n\u00e3o aproveitar o voto do povo para come\u00e7ar a preparar a sa\u00edda do Euro, a suspens\u00e3o da d\u00edvida e a recupera\u00e7\u00e3o da soberania nacional dentro de uma l\u00f3gica anti-capitalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Com a \u201ctroika\u201d, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma possibilidade de acordos positivos para os trabalhadores, os jovens e o povo!<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span>Como estamos em crer que nem vale a pena abordar novamente os argumentos estereotipados da direita e do PS sobre toda esta situa\u00e7\u00e3o, concentremo-nos em quem \u00e9 claramente de esquerda e tem, a nosso ver, uma abordagem equivocada por considerar essencial a simples reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, a manuten\u00e7\u00e3o no Euro e na UE.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Nas rea\u00e7\u00f5es da l\u00edder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, tem havido muito de certo, mas tamb\u00e9m erros e <img data-recalc-dims=\"1\" width=\"1080\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-1920\" style=\"margin: 5px 10px 10px 5px; float: right;\" alt=\"Catarina Martins\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alternativa.mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/catarinamartins.jpg?fit=1080%2C280\" height=\"280\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/catarinamartins.jpg?w=495 495w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/catarinamartins.jpg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/catarinamartins.jpg?resize=480%2C320 480w\" sizes=\"(max-width: 495px) 100vw, 495px\" \/>omiss\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0De certo: \u201cIrresponsabilidade foi levar a d\u00edvida grega a mais de 200% do PIB, foi ter 60% de desemprego jovem na Gr\u00e9cia e excluir 3 milh\u00f5es de pessoas do acesso aos cuidados mais b\u00e1sicos de sa\u00fade. E tudo isso foi feito pelos governos de direita e por socialistas na Gr\u00e9cia, parceiros de Jean Claude Juncker\u201d. Ainda certo \u00e9 que a d\u00edvida \u00e9 insustent\u00e1vel, que o foco da \u201ctroika\u201d tem sido sempre salvar a grande banca (sobretudo a alem\u00e3 e a francesa, num primeiro momento) em detrimento do povo ou que bem menos de 10% da dita ajuda (que n\u00e3o \u00e9 propriamente nenhuma ajuda, mas apenas um conjunto de empr\u00e9stimos com uma taxa de juros menos pesada do que a dos mercados e que a Gr\u00e9cia tem pago religiosamente para ganho dos pa\u00edses da \u201ctroika\u201d e perda do povo grego) de centenas de bili\u00f5es de euros foi parar \u00e0 economia real e aos gastos or\u00e7amentais com as pol\u00edticas sociais concretas.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 Onde vemos os problemas nas rea\u00e7\u00f5es de Catarina Martins e, por conseguinte, do BE? Como diss\u00e9mos, o quadro geral para a aproxima\u00e7\u00e3o que se nos afigura errada est\u00e1 marcado por se considerar essencial a simples reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, a manuten\u00e7\u00e3o no Euro e na UE.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Mencionando um problema e indo \u00e0s propostas de acordo em concreto (cf. a proposta do governo grego apresentado no fim de Junho e que sofreu, entretanto, pequenas altera\u00e7\u00f5es: <a href=\"http:\/\/s.kathimerini.gr\/resources\/article-files\/protasi--2.pdf\">http:\/\/s.kathimerini.gr\/resources\/article-files\/protasi&#8211;2.pdf<\/a>).Na situa\u00e7\u00e3o grega e considerando que o pr\u00f3prio Syriza est\u00e1 praticamente dividido ao meio quanto ao que fazer (cerca de metade do comit\u00e9 central votou contra o acordo a que Catarina Martins tece loas), \u00e9 evidente que o car\u00e1ter negativo do acordo tinha de vir embrulhado com uma ou outra medida mais razo\u00e1vel. Por isso, Catarina Martins est\u00e1 com a verdade quando afirma: \u201c<em>a austeridade deixou de atingir sempre os mais pobres. Com os cortes na despesa militar, com o aumento do imposto sobre os lucros e com uma taxa suplementar sobre as grandes empresas e fortunas, o governo grego espera arrecadar 2000 milh\u00f5es de euro.<\/em>\u201d (<a href=\"http:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/proposta-do-governo-grego-rompe-com-austeridade-prevista-para-o-pais\/37493\">http:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/proposta-do-governo-grego-rompe-com-austeridade-prevista-para-o-pais\/37493<\/a>).<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Por\u00e9m, omite aspectos decisivos e contorna a verdade. Por que contorna a verdade? Porque diz que o acordo rompe com a austeridade. Basta ver que o IVA aumenta e que as taxas reduzidas para as ilhas aumentam ou s\u00e3o eliminadas. Basta ver que se intoduz uma taxa de at\u00e9 5% para os pensionistas contribuirem para o sistema de sa\u00fade (algo para que j\u00e1 descontaram durante as d\u00e9cadas em que eram ativos) e com a agravante de atingir at\u00e9 as pens\u00f5es suplementares. Basta ver que se prev\u00ea o aumento da idade da reforma de 62 para 67 anos at\u00e9 2025. Isto para n\u00e3o falar de que continua \u00a0o programa de privatiza\u00e7\u00f5es acordado anteriormente com os governos dos conservadores e do PASOK (o governo Tsipras compromete-se a privatizar os portos do Pireu e de Sal\u00f3nica, os aeroportos regionais, a companhia p\u00fablica dos caminhos-de-ferro\u2026prev\u00ea receitas das privatiza\u00e7\u00f5es na ordem de 6 300 milh\u00f5es de euros at\u00e9 2017\u2026se n\u00e3o estou enganado, creio que o valor global das privatiza\u00e7\u00f5es \u00e9 maior agora do que com os anteriores governos). Isto para n\u00e3o falar que deixa em aberto as portas para o aprofundamento das reformas neo-liberais do mercado de trabalho. Podemos at\u00e9 entender (embora discordando radicalmente) que o governo Tsipras fa\u00e7a isso a contragosto e aceitamos (sem p\u00f4r em causa) que Tsipras e o Syriza s\u00e3o bem diferentes para melhor do que PASOK e Nova Democracia, mas \u00e9 irrespons\u00e1vel vender-se \u201cgato por lebre\u201d. O acordo \u00e9 globalmente recessivo e \u00e9 mau, embora com um ou outro ponto minimamente positivo.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Por que h\u00e1 omiss\u00f5es nas rea\u00e7\u00f5es de Catarina Martins e, por conseguinte, do BE? Passemos \u00a0\u00e0 segunda parte do artigo para nos explicarmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Omiss\u00f5es: o esquecimento das promessas do Programa de Governo e da natureza de classe do Euro, da UE e do pr\u00f3prio governo grego<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Primeira omiss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Talvez haja muita gente que j\u00e1 esqueceu o Programa de Sal\u00f3nica, isto \u00e9, o programa de governo com que o Syriza se apresentou ao povo e ganhou as elei\u00e7\u00f5es de Janeiro passado. Lembremos algo: 1 882 milh\u00f5es de euros para o combate \u00e0 crise humanit\u00e1ria; eletricidade gratuita e subs\u00eddios alimentares para 300 000 fam\u00edlias; restitui\u00e7\u00e3o do subs\u00eddio de Natal para mais de um milh\u00e3o de pensionistas que ganhem at\u00e9 700 euros; reverter as injusti\u00e7as do \u201cmemorandum\u201d, entre estas revers\u00f5es encontrava-se a recontrata\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos despedidos ao abrigo de lei declarada inconstitucional e das empregadas da limpeza do Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as (cuja luta se tornou simb\u00f3lica); reposi\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo no valor anterior de 751 euros.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O que foi efetivamente feito e em que pararam as promessas? Salvo erro, estamos em crer que as \u201ccoisas\u201d est\u00e3o mais ou menos assim: dos cerca de 2 000 milh\u00f5es prometidos, o or\u00e7amento real contempla apenas 200 milh\u00f5es; das 300 000 fam\u00edlias a abranger, ficaram apenas cerca de 30 000; da reposi\u00e7\u00e3o do subs\u00eddio de Natal para as pens\u00f5es miser\u00e1veis abaixo de 700 euros, nem sinal; da recontrata\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos e das empregadas da limpeza do Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as despedidos ilegalmente, n\u00e3o temos conhecimento de que isso j\u00e1 se tenha tornado realidade a n\u00e3o ser de modo muito parcelar; da reposi\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo no valor anterior de 751 euros, o in\u00edcio gradual est\u00e1 adiado para o ano que vem e parece \u00e9 estar adiado sine die.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Poder\u00e3o argumentar que, dada a grave situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e o desastre a que os socialistas e os conservadores (ou seja, os PSD, CDS e PS gregos) conduziram o pa\u00eds, n\u00e3o se podiam esperar milagres e revers\u00e3o r\u00e1pida do panorama geral (nem sequer mencion\u00e1mos que a taxa de desemprego continua exatamente na mesma ou que, al\u00e9m das camadas mais pobres e dos trabalhadores menos renumerados, as classes m\u00e9dias tamb\u00e9m continuam na mesma). Pode ser que sim, mas em que medida \u00e9 que um recuo t\u00e3o acentuado e uma falta demasiado evidente do cumprimento do prometido por parte do Governo Tsipras, sobretudo para os mais pobres, se podem aceitar sem cr\u00edticas! Ser\u00e1 por causa de Tsipras e o Syriza terem levantado (e ainda continuarem a levantar) enormes esperan\u00e7as? Ser\u00e1 que a perten\u00e7a ao Euro \u00e9 intoc\u00e1vel? E ent\u00e3o \u00e0 UE nem se fala?<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0E aqui entramos na terceira parte do artigo\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O governo Tsipras (Syriza\/Independentes gregos) e a d\u00edvida<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u2026 e na segunda omiss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<img data-recalc-dims=\"1\" width=\"1080\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-1921\" style=\"margin: 5px 10px 10px 5px; float: left;\" alt=\"KKE\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alternativa.mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/kke.jpg?fit=1080%2C280\" height=\"280\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/kke.jpg?w=870 870w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/kke.jpg?resize=300%2C144 300w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/kke.jpg?resize=768%2C369 768w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/kke.jpg?resize=480%2C231 480w\" sizes=\"(max-width: 870px) 100vw, 870px\" \/>Embora o sectarismo do KKE (o Partido Comunista Grego) tornasse complicada uma coliga\u00e7\u00e3o com vista \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um novo governo de esquerda sem as \u201csombras\u201d das classes privilegiadas da sociedade grega, a verdade \u00e9 que Tsipras e o Syriza tamb\u00e9m n\u00e3o fizeram esfor\u00e7os de maior no sentido de propor uma plataforma e um gabinete maiorit\u00e1rias ao KKE. Preferiram aliar-se rapidamente aos Independentes Gregos.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Ora, \u00e9 certo e sabido que este partido da direita nacionalista vem de uma cis\u00e3o na Nova Democracia e tem la\u00e7os de proximidade com a hierarquia da Igreja Ortodoxa, com os setores militares e com os armadores (nada menos que os maiores oligarcas do pa\u00eds). Embora os Independentes Gregos se tenham distanciado dos planos mais duros da \u201ctroika\u201d, tenham morigerado os seus apetites anti-imigrantes e estejam longe de serem a op\u00e7\u00e3o preferida do n\u00facleo da burguesia grega, a verdade \u00e9 que n\u00e3o deixam de ser um partido de direita.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0N\u00e3o por acaso o seu l\u00edder, Kammenos, ficou com a pasta da Defesa (os maiores atritos com Tsipras surgiram em <img data-recalc-dims=\"1\" width=\"1080\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-1922\" style=\"margin: 5px 10px 10px 5px; float: right;\" alt=\"Tsipras e Gregos Independentes\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alternativa.mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/tsiprasgregosindependentes.jpg?fit=1080%2C200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/tsiprasgregosindependentes.jpg?w=495 495w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/tsiprasgregosindependentes.jpg?resize=300%2C167 300w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/tsiprasgregosindependentes.jpg?resize=480%2C268 480w\" sizes=\"(max-width: 495px) 100vw, 495px\" \/>torno do valor da redu\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento da defesa, bem aqu\u00e9m do que seria necess\u00e1rio para contrariar o parasitismo dos gastos militares), a Igreja Ortodoxa (o maior propriet\u00e1rio de bens imobili\u00e1rios no pa\u00eds e talvez a entidade mais rica de todas) continua isenta do pagamento de impostos e os armadores (a marinha mercante e de passageiros \u00e9 provavelmente o sector econ\u00f3mico mais importante) tamb\u00e9m prosseguem imunes na contribui\u00e7\u00e3o para o fisco.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0N\u00e3o \u00e9 preciso aprofundar muito a an\u00e1lise para retirar a ila\u00e7\u00e3o de que o governo Syriza\/Independentes Gregos n\u00e3o busca uma solu\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica concentrada na independ\u00eancia dos interesses das classes trabalhadoras, do povo e dos pequenos produtores, mas tem uma pol\u00edtica de colabora\u00e7\u00e3o de classes entre o mundo popular e a burguesia. Se a alian\u00e7a com os Independentes Gregos j\u00e1 sinalizava claramente isso, estamos em crer que a maior prova desse rumo de \u201cagradar a Deus e ao Diabo\u201d \u00e9 querer conciliar uma pol\u00edtica anti-recessiva e popular com a continua\u00e7\u00e3o a todo o custo \u00a0do pa\u00eds no Euro, na UE e no colete-de-for\u00e7as do pagamento da d\u00edvida.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Se fossemos avaliar e comparar em profundidade o volume, as componentes e a cronologia das evolu\u00e7\u00f5es prev\u00edsiveis do PIB, do Or\u00e7amento Geral do Estado e da d\u00edvida, facilmente chegar\u00edamos \u00e0 certeza de que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conciliar um or\u00e7amento progressista para a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, a seguran\u00e7a social e a economia, com os pagamentos a fazer \u00e0 \u201ctroika\u201d\u2026a n\u00e3o ser que se pe\u00e7am mais empr\u00e9stimos (como fez Tsipras j\u00e1 depois de convocar o referendo) para pagar (note-se bem) as parcelas que v\u00e3o vencendo dos empr\u00e9stimos anteriores.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Ainda se poderia discutir um pouco, caso estes empr\u00e9stimos dessem espaco para uma pol\u00edtica de recupera\u00e7\u00e3o da economia e deretoma de direitos roubados, mas o que est\u00e1 em causa \u00e9 uma \u201cajuda\u201d em troco de mais recess\u00e3o e cortes. O dinheiro dos sal\u00e1rios e das pens\u00f5es n\u00e3o vem centralmente destes empr\u00e9stimos, mas sim do trabalho e da riqueza produzidos na Gr\u00e9cia, dos impostos arrecadados e dos dep\u00f3sitos no sistema banc\u00e1rio (tudo isto est\u00e1 a ser sangrado pelos empr\u00e9stimos usur\u00e1rios, os quais, repita-se, n\u00e3o servem para pagar as pens\u00f5es e os sal\u00e1rios, mas sim para gerar mais d\u00edvida e para pagar os juros e as amortiza\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimos anteriores, quando n\u00e3o para salvar bancos privados).<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Estes esquecimentos em torno do car\u00e1cter de classe do governo Syriza\/Independentes Gregos e do que significa continuar a pagar a d\u00edvida levam-nos a outras omiss\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O Euro e a UE<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u2026e estas t\u00eam talvez \u00a0um car\u00e1cter mais estrat\u00e9gico do que a quest\u00e3o conjuntural do problema das alian\u00e7as para formar governo e certamente s\u00e3o t\u00e3o ou mais importantes do que o tema da d\u00edvida.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" width=\"1080\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-491\" style=\"margin: 5px 10px 10px 5px; float: left;\" alt=\"Euro\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alternativa.mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/euro.jpg?fit=1080%2C380\" height=\"380\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/euro.jpg?w=400 400w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/euro.jpg?resize=300%2C218 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Considerar que a perman\u00eancia da Gr\u00e9cia no Euro \u00e9 o menor dos males e que o regresso \u00e0 soberania monet\u00e1ria (mas tamb\u00e9m pol\u00edtica, fiscal, econ\u00f3mica e social) \u00e9 a maior das calamidades quando o pa\u00eds est\u00e1 na situa\u00e7\u00e3o atual, parece ser um contrasenso. Que mais pode acontecer? Os catastrofistas avan\u00e7am com infla\u00e7\u00e3o altiss\u00edma, escassez de alimentos e medicamentos, incapacidade de pagamento das pens\u00f5es e dos sal\u00e1rios, mais desemprego\u2026enfim, as sete pargas b\u00edblicas. Infelizmente, j\u00e1 h\u00e1 centenas de milhares de gregos para quem o acesso a uma alimenta\u00e7\u00e3o digna e a cuidados de sa\u00fade b\u00e1sicos j\u00e1 \u00e9 uma miragem, \u00a0as pens\u00f5es e os sal\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam parado de cair e o desemprego \u00e9 reconhecidamente t\u00e3o elevado que n\u00e3o se percebe por que raz\u00e3o n\u00e3o dizem que as sete pragas b\u00edblicas j\u00e1 foram desatadas pelo Euro e pela \u201ctroika\u201d na Gr\u00e9cia\u2026<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Se o governo tivesse uma efetiva estrat\u00e9gia anti-capitalista j\u00e1 deveria ter come\u00e7ado a atuar h\u00e1 mais tempo. Desde que Tsipras assumiu o poder a fuga de capitais sofreu uma acelera\u00e7\u00e3o e, como sempre, foram as grandes empresas e os grandes depositantes \u00a0que estiveram \u00e0 frente na descapitaliza\u00e7\u00e3o. Por que o governo n\u00e3o imp\u00f4s controlo de capitais antes? Se o governo j\u00e1 tivesse procedido ao controlo p\u00fablico da banca, que est\u00e1 agora reduzida a quatro ou cinco grandes grupos privados contra as dezenas de bancos anteriores \u00e0 crise de 2010, teria impedido essa fuga. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que um governo liderado por um partido da chamada extrema-esquerda deixe o grosso dos dep\u00f3sitos e das poupan\u00e7as banc\u00e1rios da popula\u00e7\u00e3o grega nas m\u00e3os do capital financeiro concentrado. O resultado est\u00e1 \u00e0 vista. Como na Argentina em 2001, algumas centenas de grandes depositantes foram os protagonistas da descapitaliza\u00e7\u00e3o e agora \u00e9 que, por fim, se deu o alerta vermelho. Por que o governo n\u00e3o avan\u00e7ou at\u00e9 agora para esse controlo p\u00fablico, que, ali\u00e1s, embora em vers\u00e3o reduzida, era uma das promessas do Programa de Sal\u00f3nica?<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0E \u00e9 aqui que entra a quest\u00e3o do Euro. Como o governo (ou, pelo menos, altos respons\u00e1veis dentro do mesmo) est\u00e1 convencido a fazer tudo pela perman\u00eancia do pa\u00eds na moeda \u00fanica, n\u00e3o pode dar um passo mais ousado porque vai entrar em ruptura com os credores e o Euro. Em rigor, e esperamos estar enganados e que haja realmente um \u201cplano B\u201d de Tsipras e do Syriza para preparar a sa\u00edda do Euro, at\u00e9 a convocat\u00f3ria do referendo e o n\u00e3o pagamento da tranche de 1 500 milh\u00f5es de euros ao FMI parecem estar dentro dessa l\u00f3gica de \u201ctudo pelo Euro\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Ora, a constru\u00e7\u00e3o do Euro teve sempre prop\u00f3sitos bem claros. Por um lado, o de ser um instrumento neo-liberal de diminui\u00e7\u00e3o do peso do Estado na economia, dos gastos sociais do Estado e dos direitos laborais a bem do setor privado, do controlo da infla\u00e7\u00e3o e da estabilidade da moeda (ser\u00e1 que esquecemos os crit\u00e9rios de Maastricht para a entrada no Euro?). Por outro lado, o de ser uma moeda forte para que o capital alem\u00e3o e franc\u00eas pudesse competir com o d\u00f3lar (qui\u00e7\u00e1 substitui-lo como moeda de reserva mundial), exportasse as suas mercadorias de ponta a pre\u00e7os altos, conseguisse aniquilar a concorr\u00eancia de v\u00e1rios setores nos pa\u00edses europeus mais fracos e fosse o financiador\/credor das economias mais d\u00e9beis. Portugal ou a Gr\u00e9cia n\u00e3o tinham nem t\u00eam sustentabilidade e autonomia na moeda \u00fanica.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0N\u00e3o \u00e9 preciso ser radical para dizer estas evid\u00eancias que o tempo tem vindo a confirmar. Basta ver que o economista Jo\u00e3o Ferreira do Amaral, insuspeito de ser anti-capitalista, j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 sozinho nas cr\u00edticas ao Euro. Outro economista respeitado, como Jorge Bateira, juntou-se-lhe. Haveria mais, mas Catarina Martins (logo, o BE) ignora-os.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Como ignora igualmente o questionamento da pr\u00f3pria UE.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Ora, a UE tem igualmente uma ess\u00eancia neo-liberal, sobretudo desde que a contra-revolu\u00e7\u00e3o neo-liberal se estendeu ao mundo a partir de Reagan e Thatcher no in\u00edcio dos anos 80. Quando Portugal entrou em meados dos anos 80 na ent\u00e3o chamada CEE, j\u00e1 o projeto era neo-liberal e de lamina\u00e7\u00e3o da agricultura, das pescas e da ind\u00fastria dos pa\u00edses mais fracos pelos pa\u00edses mais fortes (sobretudo a Alemanha e a Fran\u00e7a). Em 1985, o d\u00e9fice comercial de Portugal era de 2 milh\u00f5es de contos (10 milh\u00f5es de euros) com os pa\u00edses da CEE; em 1992, subiu para 1 158 milh\u00f5es de contos (cerca de de 5 150 milh\u00f5es de euros); antes do in\u00edcio da crise da d\u00edvida, que em Portugal come\u00e7a em 2012, j\u00e1 ia nuns assombrosos 16 000 milh\u00f5es de euros (ou seja, oitenta mil milh\u00f5es de contos na nossa moeda antiga). Eis a\u00ed um dos segredos dos fundos comunit\u00e1rios e da solidariedade europeia! E esta din\u00e2mica \u00a0tamb\u00e9m se aplica \u00e0s rela\u00e7\u00f5es da Gr\u00e9cia com a UE!<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0At\u00e9 Paulo Portas, quando fazia poses anti-europe\u00edstas nos anos 90, chegou a denunciar que por cada escudo que entrava das chamadas \u201cajudas\u201d sa\u00edam tr\u00eas escudos para os cofres dos nossos \u201camigos\u201d alem\u00e3es, franceses ou espanh\u00f3is (esquecia-se era de dizer que esses \u201camigos\u201d eram os grandes capitalistas dos respetivos pa\u00edses, pois contra os povos alem\u00e3o, franc\u00eas ou espanhol nada temos e n\u00e3o s\u00e3o eles que nos saqueiam; pelo contr\u00e1rio, est\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m a ser saqueados, em graus diversos e com contradi\u00e7\u00f5es v\u00e1rias, pelos seus pr\u00f3prios poderes econ\u00f3micos e pol\u00edticos).<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Esta \u00e9 a ess\u00eancia da UE e, cedo ou tarde, o debate tamb\u00e9m se h\u00e1-de centrar nesta quest\u00e3o. Por enquanto n\u00e3o \u00e9 o eixo\u2026adiante!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O que fazer?<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Numa proposta inspirada em exemplos hist\u00f3ricos anteriores e sem equacionar algumas inc\u00f3gnitas que a seu tempo surgir\u00e3o \u00e0 luz do processo em curso na Gr\u00e9cia (exceto se por milagre a situa\u00e7\u00e3o estabilizar e a crise n\u00e3o se aprofundar), talvez n\u00e3o seja despiciendo lembrar os seguintes passos.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Primeiro que tudo, defender o \u201cOXI\u201d\/n\u00e3o no referendo de Domingo e explicar que a resolu\u00e7\u00e3o do povo contra o acordo n\u00e3o legitimam Tsipras e o governo para assinar nenhum acordo que continue as pol\u00edticas austerit\u00e1rias, recessivas e privatizadoras, mesmo que mais suavizadas e e melhor distribu\u00eddas.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Dois: explicar que, a confirmar-se, a rejei\u00e7\u00e3o do acordo coloca em cima da mesa a suspens\u00e3o da d\u00edvida e a sa\u00edda do Euro.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Tr\u00eas: fazer propaganda e a\u00e7\u00f5es pelo controlo p\u00fablico da banca, pelo controlo p\u00fablico das empresas estrat\u00e9gicas, pela vigil\u00e2ncia\/restri\u00e7\u00e3o dos movimentos de capitais e pelo dom\u00ednio cidad\u00e3o do com\u00e9rcio externo. Pode parecer muito ousado, mas foi maiorit\u00e1rio na popula\u00e7\u00e3o argentina durante o pico da crise de 2001\/2002 e s\u00f3 n\u00e3o foi levado \u00e0 pr\u00e1tica porque as alternativas de poder real na extrema-esquerda estavam longe do peso que o Syriza tem junto dos gregos enquanto for\u00e7a principal do governo e de partido hoje com inten\u00e7\u00f5es de voto na ordem dos 50%.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Quarto: exigir a Tsipras e ao Syriza tais medidas, com as adapta\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas julgadas necess\u00e1rias, e denunciar no caso de n\u00e3o as implementar.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Quinto, sexto, s\u00e9timo\u2026\u00e9 toda uma din\u00e2mica que se desencadeia e que s\u00f3 pode ser levada a efeito se os trabalhadores e o povo grego sa\u00edrem massivamente para a rua em defesa do \u201cn\u00e3o\u201d desdobrando-se em press\u00e3o sobre o governo do Syriza e em ruptura com as negocia\u00e7\u00f5es \u201cfajutas\u201d que os credores pretendem e com as mentiras \u00a0dos grandes banc\u00e1rios, patr\u00f5es e donos dos \u201cmedia\u201d. Estar\u00e3o Tsipras e o n\u00facleo duro do Syriza preparados para tal embate?<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0N\u00e3o nos parece. Infelizmente, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que, com os contornos necessariamente diferentes e particulares \u00e0 situa\u00e7\u00e3o grega, o Syriza venha a ser uma esp\u00e9cie de centro-esquerda \u201cradicalizado\u201d, mas paralizado pelas contradi\u00e7\u00f5es de ferro em que as boas inten\u00e7\u00f5es esbarram com a manuten\u00e7\u00e3o no Euro e na UE. Ir-se-\u00e0 desgastando paulatinamente<span style=\"line-height: 1.5;\">.Talvez como a Refunda\u00e7\u00e3o Comunista, em It\u00e1lia (estamos esquecidos das loas de Francisco Lou\u00e7\u00e3, Miguel Portas e de toda a velha direc\u00e7\u00e3o o BE \u00e0 Refunda\u00e7\u00e3o e a Bertinotti), ou como o DIMAR na pr\u00f3pria Gr\u00e9cia (durante um tempo foi este o partido que mais capitalizou o descontentamento \u00e0 esquerda). E isto porque n\u00e3o t\u00eam a coragem de romper claramente \u00a0com a d\u00edvida, o Euro e as institui\u00e7\u00f5es dominantes.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Vir\u00e3o ent\u00e3o os tempos da Plataforma de Esquerda (a oposi\u00e7\u00e3o interna a Tsipras) e do Antarsya (a esquerda revolucion\u00e1ria que reivindica o n\u00e3o pagamento da d\u00edvida, a sa\u00edda do Euro e da UE)? Vir\u00e3o ent\u00e3o os tempos das mobiliza\u00e7\u00f5es e dos organismos de base ao lado da democracia formal e em confronto com ela?<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Fica, pois, aqui um cen\u00e1rio hipot\u00e9tico diferente do habitualmente posto no centro das discuss\u00f5es pol\u00edticas em Portugal, mesmo quando se trata do BE (ou mesmo do PCP, cuja ret\u00f3rica anti-Euro n\u00e3o se tem concretizado em nenhum eixo ou campanha consequentes). \u00c0 esquerda h\u00e1 mais mundo. E h\u00e1 certamente mais mundo para l\u00e1 da reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida e do Euro.<\/p>\n<p> <strong><span style=\"font-size: 10pt;\"> Jo\u00e3o Lopes (emigrante a milhares de quil\u00f3metros de Portugal por ser for\u00e7ado a seguir o conselho \u201camigo\u201d de Passos Coelho)<\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 Sem d\u00favida, o eixo da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica grega passa at\u00e9 ao pr\u00f3ximo Domingo por fazer campanha a favor do \u201cOXI\/n\u00e3o\u201d ao acordo com a \u201ctroika\u201d (pouco interessa o nome e pouco interessa se o FMI est\u00e1 formalmente presente ou n\u00e3o).<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1919,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[39],"tags":[604,520,496,422,600,605,606,114,608,145,609,554,607,602,423,425],"class_list":["post-1923","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-europa","tag-analise","tag-be","tag-bloco-de-esquerda","tag-grecia","tag-grega","tag-joao-lopes","tag-louca","tag-mas","tag-miguel-portas","tag-movimento-alternativa-socialista","tag-pcp","tag-portugal","tag-refundacao-comunista","tag-situacao","tag-syriza","tag-tsipras"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/oxi.jpg?fit=810%2C455","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1923","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1923"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1923\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1919"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1923"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1923"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1923"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}