{"id":1910,"date":"2015-06-10T14:44:38","date_gmt":"2015-06-10T13:44:38","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2015\/06\/10\/estado-espanhol-o-novo-cenario-pos-eleitoral\/"},"modified":"2015-06-10T14:44:38","modified_gmt":"2015-06-10T13:44:38","slug":"estado-espanhol-o-novo-cenario-pos-eleitoral","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2015\/06\/10\/estado-espanhol-o-novo-cenario-pos-eleitoral\/","title":{"rendered":"Estado Espanhol: o novo cen\u00e1rio p\u00f3s-eleitoral e as investiduras para os novos governos locais"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Resolu\u00e7\u00e3o do Comit\u00e9 Estatal de <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.corrienteroja.net\/\" rel=\"noopener\">Corriente Roja<\/a>, partido irm\u00e3o do MAS no estado espanhol,<em><strong> sobre as elei\u00e7\u00f5es auton\u00f3mas e municipais em Espanha do passado dia 24 de maio de 2015. <\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>1.- A imagem e a express\u00e3o de Rita Barber\u00e0 [<em>figura a la Alberto Jo\u00e3o Jardim do PP de Valencia<\/em>]: \u201cQu\u00e9 hostia, qu\u00e9 hostia\u201d enquanto se abra\u00e7ava ao vice-presidente do Partido Popular (PP) em Val\u00eancia, Seraf\u00edn Castellano, resumem melhor que mil palavras o balan\u00e7o do resultado eleitoral.&nbsp; A posterior deten\u00e7\u00e3o de Serafin Castellano por presum\u00edvel corrup\u00e7\u00e3o deixa Rajoy cada vez mais cercado.<\/p>\n<p><strong>O PP sofreu uma derrota estrondosa<\/strong>, perdendo 2,5 milh\u00f5es de votos e o governo de praticamente todas as Comunidades Aut\u00f3nomas e das principais cidades do Estado. O veredicto das urnas reiterou o das ruas: V\u00e3o-se embora!<\/p>\n<p><strong>2.- <\/strong>O <strong>PSOE <\/strong>(Partido Socialista Obrero Espa\u00f1ol) sofreu um novo retorcesso, perdendo mais de 700.000 votos e otendo o pior resultado aut\u00e1rquico desde 1979. Apenas o tombo do PP maquilhou parcialmente este novo golpe ao PSOE.<\/p>\n<p>Assim, mesmo um grande partido burgu\u00eas, <strong>CiU <\/strong>(<em>Convergencia i Uni\u00f3 da Catalunha, que actualmente governa a regi\u00e3o<\/em>), o partido de Artur Mas, perdeu 110.000 votos e mais de 500 freguesias. E o que \u00e9 mais relevante, transformou-se numa for\u00e7a marginal na \u00e1rea metropolitana de Barcelona e est\u00e1 a um passo de ser corrido da c\u00e2mara da capital Catal\u00e3.<\/p>\n<p><strong>3.- <\/strong>As elei\u00e7\u00f5es reflectem, por tanto, <strong>o aprofundamente da crise dos partidos da burguesia<\/strong>. Essa crise agrava a crise do regime, dando lugar a um cen\u00e1rio onde o governo Rajoy fica ferido de morte e o PP afunda-se na maior crise da sua exist\u00eancia. Nesse marco situam-se a dif\u00edcil governabilidade de c\u00e2maras e regi\u00f5es aut\u00f3nomas, e a extrema debilidade com que iniciaram fun\u00e7\u00f5es os governos chamados a aplicar as receitas da Troika.<\/p>\n<p>O aparecimento do <strong>Ciudadanos<\/strong>, o seu importante crescimento eleitoral e o seu fulgurante desenvolvimeno, passando do cen\u00e1rio Catal\u00e3o ao estatal, mostram o esfor\u00e7o da grande burguesia de construir uma op\u00e7\u00e3o para substituir o PP. Mesmo que os votos obtidos n\u00e3o tenham estado \u00e0 altura das expectativas criadas.<\/p>\n<p><strong>4.- <\/strong>Os grandes vencedores foram em primeiro lugar, <strong>as candidaturas de unidade popular. <\/strong>Manuela Carmena e Ada Colau est\u00e3o a um passo de ser presidentes de Madrid e Barcelona. Noutras capitais como Zaragoza, A Coru\u00f1a, Santiago de Compostela ou C\u00e1diz encontramos um cen\u00e1rio similar.<\/p>\n<p>Outro vencedor eleitoral foi a <strong>esquerda independentista catal\u00e3<\/strong> que capitalizou uma boa boa parte do voto contra o PSC (Partido Socialista Catal\u00e3o, partido regional do PSOE) e contra a CiU. A <strong>ERC <\/strong><em>(Esquerda Republicana Catal\u00e3)<\/em><strong> <\/strong>duplicou os votos; e a <strong>CUP<\/strong> (<em>Candidaturas de Unidad Popular, independentistas<\/em>) triplicou, quadruplicando o n\u00famero de freguesias e entrando em for\u00e7a na \u00e1rea metropolitana e na c\u00e2mara de Barcelona.<\/p>\n<p>Obtiveram tamb\u00e9m importantes resultados os nacionalistas de esquerda valencianos da <em>Comprom\u00eds<\/em>. Na maioria das Regi\u00f5es Aut\u00f3nomas foi o Podemos quem capitalizou o voto.<\/p>\n<p>Com as suas particularidades e diferen\u00e7as segundo os s\u00edtios, o resultados eleitoral reflecte <strong>a viragem \u00e0 esquerda de grandes sectores das classes m\u00e9dias <\/strong>que se vinha produzindo estes \u00faltimos anos. Embora tamb\u00e9m seja verdade que um importante sector destas deu apoio eleitoral ao remendo burgu\u00eas que representa Ciudadanos e uma parte manteve, ainda assim, o seu apoio ao PP.<\/p>\n<p><strong>5.- <\/strong>A <strong>classe trabalhadora <\/strong>continua a ser, no ponto de vista das classes em jogo, a mais atrasada nesta express\u00e3o da luta de classes. No entanto, um sector muito significativo colocou o seu voto nas candidaturas unit\u00e1rias, o que se expressa tanto nos bons resultados de <em>Barcelona en Com\u00fa<\/em> e <em>Ahora Madrid <\/em>nos bairros oper\u00e1rios, como os votos das candidaturas unit\u00e1rias noutras cidades ou vilas dos zonas indistriais das grandes cidades. \u00c9 parte desse mesmo fen\u00f3meno o crescimento da ERC e da CUP nas cidades e bairros oper\u00e1rios da \u00e1rea metropolitana de Barcelona.<\/p>\n<p>Sectores inteiros da classe oper\u00e1ria abandonaram o seu tradicional voto no PSOE ou na IU para prestar apoio \u00e0s candidaturas de unidade popular e, na Catalunha, um sector \u00e0 esquerda independentista.<\/p>\n<p>Este comportamento geral tem a sua excep\u00e7\u00e3o na Andaluzia onde, comece a dar-se o fen\u00f3meno geral descrito, o PSOE manteve uma forte presen\u00e7a e nalgumas cidades de <em>jornaleros<\/em> recuperou terreno.<\/p>\n<p><strong>6.- <\/strong>As novas c\u00e2maras e regi\u00f5es s\u00e3o de t\u00e3o dif\u00edcil governabilidade que o forma\u00e7\u00e3o de novos governos exige <strong>acordos para tomada de posse <\/strong>entre os partidos que aspiram a formar governo. Esse facto objectivo est\u00e1 a provocar todo o tipo movimentos pol\u00edticos e declara\u00e7\u00f5es de inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Este tema \u00e9, sem d\u00favida, crucial e <strong>\u00e9 aqui que a credibilidade da mudan\u00e7a ter\u00e1 a sua primeira prova de fogo<\/strong>, tanto para as candidaturas de unidade popular nas c\u00e2maras como para o Podemos nas regi\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>7.- <\/strong>Quem pretende situar-se \u00e0 cabe\u00e7a de todo o tipo de manobras para formar novos governos \u00e9 o PSOE. A direc\u00e7\u00e3o do PSOE, mesmo no dia de reflex\u00e3o, n\u00e3o poupou coment\u00e1rios contra as candidaturas de unidade popular enquanto se apresentavam como apoiantes da \u201cmudan\u00e7a tranquila\u201d frente \u00e0 \u201cimobilidade\u201d da direita e ao \u201ccaos\u201d das candidaturas unit\u00e1rias. Ap\u00f3s o resultado eleitoral passaram subtilmente a apresentar-se como a \u201cpilotar a mudan\u00e7a\u201d, ser o aglutinador \u201cda esquerda\u201d e formar \u201cgovernos progressistas\u201d. Sem sequer corar, Pedro S\u00e1nchez afirma que \u201ca cidadania virou \u00e0 esquerda e procura governos progressistas\u201d e que \u201co PSOE deve liderar essa mudan\u00e7a\u201d.<em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p>V\u00eam, pela en\u00e9sima vez, com a velha cantiga do bipartidarismo, como t\u00eam feito nas tr\u00eas \u00faltimas d\u00e9cadas, <strong>pretendendo situar a disjuntiva entre PSOE e PP, \u201centre a esquerda e a direita\u201d, como se o PSOE fosse a esquerda e n\u00e3o a pata social-liberal do regime<\/strong>.<\/p>\n<p>Quem, desde os governos de Felipe Gonz\u00e1lez at\u00e9 Zapatero e em numerosos governos regionais e c\u00e2maras foram os lacaios da Troika, dos banqueiras e das multinacionais, os promotores das reformas laborais, das privatiza\u00e7\u00f5es, da corrup\u00e7\u00e3o, da reforma da Constitui\u00e7\u00e3o para pagar a d\u00edvida e de um largu\u00edssimo etc\u2026 n\u00e3o representam mais que a continuidade, mais do mesmo, aos de sempre.<\/p>\n<p><strong>8.- <\/strong>O PSOE levou, de forma merecida, um duro golpe pelo voto popular. O que n\u00e3o se pode fazer \u00e9 dar-lhe oxig\u00e9nio e nova vida. \u00c9 necess\u00e1rio justamente o contr\u00e1rio: <strong>terminar o seu trabalho elitora e deix\u00e1-lo sem oxig\u00e9no, tirar-nos de cima esse enorme obst\u00e1culo<\/strong>.<\/p>\n<p>Hoje o PSOE representa a carta mais decidida da burguesia e da Troika para reconduzir para uma via porta institucional todas as candidaturas que surgiram da \u00e2nsia de mudan\u00e7a. <strong>O PSOE n\u00e3o pode ser s\u00f3cio de qualquer mudan\u00e7a nem aliado com quem formar governo<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 lugar para pactos com ele.<\/p>\n<p>Se escolher entre o PSOE e o PP era e continua a ser escolher \u201centre a Coca Cola e a Pepsi\u201d, n\u00e3o se pode agora oferecer-lhes o diploma de esquerdistas e progressistas. <strong>Os pactos com eles ser\u00e3o a perdi\u00e7\u00e3o para as candidaturas de unidade popular. A Izquierda Unida pode atestar o alto pre\u00e7o que pagou pelos seus \u201cpactos de esquerdas\u201d <\/strong>que a levaram a sustentar e participar em governos como o andaluz, custando quase a sua pr\u00f3pria destrui\u00e7\u00e3o (perdeu 370.000 votos e ficou de for a de posi\u00e7\u00f5es centrais como a c\u00e2mara e a comunidade de Madrid, juntando este ao golpe que sofreu na Andaluzia).<\/p>\n<p><strong>9.- Nas cidades onde as candidaturas de unidade popular t\u00eam op\u00e7\u00e3o de governar<\/strong>, como s\u00e3o os casos mais conhecidos de Madrid e Barcelona t\u00eam que se manter firmes e prop\u00f4r Manuela Carmena e Ada Colau como presidentes.<\/p>\n<p>Em <strong>Madrid<\/strong>, Manuela Carmena precisa do voto das juntas do PSOE para ser elita. Como j\u00e1 se levantaram vozes da pr\u00f3pria base do PSOE, h\u00e1 que <strong>exigir-lhes o voto em Carmena de forma incondicional <\/strong>porque assim foi a vontade da maioria, em especial nos bairros oper\u00e1rios e populares. <strong>N\u00e3o h\u00e1 lugar para pactuar com \u201ctroca de cromos\u201d nem outros apoios ao PSOE.<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Alguns perguntaram: <strong>Mas se n\u00e3o tivermos o apoio do PSOE para a tomada de posse e \u00e9 votada Aguirre com o apoio do Ciudadanos e a abstens\u00e3o do PSOE?<\/strong> Na verdade esta \u00e9 uma hip\u00f3tese muito long\u00ednqua, pois se o PSOE o fizesse estaria a cavar a sua pr\u00f3pria cova. Mas, mesmo no pior dos casos, quem tomasse posse iniciaria fun\u00e7\u00f5es com uma debilidade extrema, com uma s\u00f3lida oposi\u00e7\u00e3o dentro da c\u00e2mara e sem apoios para aguentar a press\u00e3o das ruas, \u00e0 qual apelar\u00edamos. O contr\u00e1rio, guardar o programa para fazer o favor ao PSOE seria uma \u201cvict\u00f3ria\u201d pirr\u00edquica, o governo ficaria cativo e tornar-se-ia num novo gestor das pol\u00edticas da Troika, esgotando a confian\u00e7a pol\u00edtica que conseguiu granjear. Chegar \u00e0 presidencia da c\u00e2mara a qualquer pre\u00e7o e de qualquer maneira n\u00e3o foi a que se comprometeu Ahora Madrid.<\/p>\n<p>No caso de <strong>Barcelona <\/strong>a tomada de posse de Ada Colau exige o voto do PSC, ERC e CUP. Ao PSC exigimos o mesmo que ao PSOE em Madrid: o voto incondicional a Ada Colau. A candidatura da <strong>CUP<\/strong> tem, por seu lado, todo o direito a exigir como condi\u00e7\u00e3o para formar governo um compromisso claro de \u201cBarcelona en Com\u00fa\u201d com um processo constituinte unilateral e popular para proclamar a Rep\u00fablica Catal\u00e3.<\/p>\n<p><strong>10.- <\/strong>Nos lugares <strong>onde o PSOE conseguiu a primeira maioria relativa<\/strong>, colocar a quest\u00e3o em \u201cse n\u00e3o votamos no PSOE vir\u00e1 o PP\u201d, apoiando-se no justo rep\u00fadio ao partido do Governo,&nbsp; \u00e9 uma fraude para quem nos pediu o voto em nome da mudan\u00e7a para acabar com o bipartidarismo. Porque, no fundo, isso seria algo diferente de trocar PP por PSOE.<\/p>\n<p>Os dirigentes do Podemos, que abstraindo-se das classes sociais, proclamaram que o seu programa n\u00e3o \u00e9 \u201cnem de esquerda, nem de direita\u201d, n\u00e3o podem agora apelar \u201c\u00e0 esquerda\u201d para formar ou facilitar governos do PSOE, substituindo um partido burgu\u00eas por outro. O Podemos e as candidaturas de unidade popular devem manter uma posi\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca: <strong>O compromiso foi com a gente, com os trabalhadores e o povo. N\u00e3o foi para garantir a governabilidade e sim a mudan\u00e7a. N\u00e3o se pode dar o voto ao PSOE<\/strong>, pactuar con a vers\u00e3o de punho e rosa dos partidos da Troika.<\/p>\n<p>Acabar com o bipartidarismo n\u00e3o \u00e9 um slogan, mas sim um compromisso e uma terfa. <strong>A hist\u00f3ria dos \u00faltimos 33 anos demonstrou que nenhum governo, do PP ou do PSOE<\/strong>, nos poupou sofrimento, nem cortes, nem privatiza\u00e7\u00f5es, nem despejos, nem corrup\u00e7\u00e3o, nem saque do pa\u00eds. A op\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 morrer de uma vez ou aos poucos. <strong>A nossa op\u00e7\u00e3o e o voto de milh\u00f5es, foram pela vida, n\u00e3o por escolher entre duas formas de morrer.<\/strong><\/p>\n<p>O exemplo de <strong>Castilla la Mancha <\/strong>\u00e9 talvez um dos mais ilustrativos. Pedro S\u00e1nchez amea\u00e7a que se o Podemos n\u00e3o lhes d\u00e1 apoio \u201cser\u00e3o respons\u00e1veis que n\u00e3o governe a esquerda\u201d- Ser\u00e1 necess\u00e1rio recordar que o PSOE governou em Castilla La Mancha 29 dos 33 anos existe a regi\u00e3o? 29 anos presos nas r\u00e9deas de Jos\u00e9 Bono, um burgu\u00eas amigo dos constructores e joalheiros, devoto da c\u00fapula da Igreja e do Ex\u00e9rcito, em cujo governo levou a cabo um dos mais sonhados golpes especulativos, o de Sese\u00f1a, com Francisco Hernando \u201co mineiro\u201d, o amigo a quem Bono deu aval no seu esquema. Como tamb\u00e9m \u00e9 obra de Bono outro dos \u00edcones da especula\u00e7\u00e3o: o aeroporto de Ciudad Real. Bono \u00e9 mesmo assim, junto a Aznar, um dos porta-estandartes da cruzada anti-catal\u00e3. Mudar o PSOE pelo PP n\u00e3o \u00e9 uma mudan\u00e7a, mas sim a representa\u00e7\u00e3o do embuste que \u00e9 o bipartidarismo.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>11.- <\/strong><strong>Mas <\/strong><strong>n\u00e3o se pode desmascarar o PSOE simplesmente desqualificando-o. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 preciso confront\u00e1-lo aos olhos de milh\u00f5es de trabalhadores que ainda votaram neles, com as necessidades mais elementares e urgentes.<\/strong><\/p>\n<p>As candidaturas unit\u00e1rias e do Podemos deveriam dizer \u00e0queles que pedem para votar na investidura do PSOE: As pessoas votaram em n\u00f3s pela mudan\u00e7a, pelas medidas de emerg\u00eancia social, para acabar com os corruptos, defender os direitos democr\u00e1ticos\u2026 Infrigimos uma severa derrota ao PP, mas sabemos que esta n\u00e3o se vai consumar trocando o PP por outro partido da mesma linha, defensor dos mesmos interesses de classe. Voc\u00eas querem destruir o PP como for e pedem-nos para apoiarmos a candidatura do PSOE. Respeitamos a opini\u00e3o ainda que n\u00e3o a compartilhemos, porque a n\u00f3s <strong>votaram-no para a mudan\u00e7a, n\u00e3o para virar o disco e tocar o mesmo<\/strong>. Mas para que voc\u00ea veja que n\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de palavras nem de manobras pol\u00edticas e para que tudo fique claro, n\u00f3s dizemos o seguinte aos candidatos do PSOE, se querem o nosso apoio da candidatura comprometam-se a aplicar <strong>o seguinte plano de medidas de emerg\u00eancia social:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Nem um despejo mais<\/li>\n<li>Garantia de \u00e1gua, luz e comida para todas as fam\u00edlias que delas precisem <\/li>\n<li>Como em Barcelona, subscrever o \u201ccompromisso das escadas\u201d assinado com os grevistas da Movistar, para rescindir e n\u00e3o subscrever nenhum outro contracto com a Movistar e qualquer empresa que n\u00e3o respeite os direitos laborais b\u00e1sicos e um sal\u00e1rio digno <\/li>\n<li>Remunicipalizac\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos <\/li>\n<li>Nem um s\u00f3 corte, nem despedimento dos trabalhadores <\/li>\n<li>Auditoria da d\u00edvida e de todos los contratos assinados com constructoras e empresas <\/li>\n<li>Denuncia e persegui\u00e7\u00e3o aos corruptos <\/li>\n<li>Nenhum sal\u00e1rio de presindentes de c\u00e2mara ou de junta pode ser superior a 3 sal\u00e1rios m\u00ednimos <\/li>\n<li>E na Catalunha, Galiza e Pa\u00eds Basco, defesa do direito a decidir sobre as nacionalidades <\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>E para que a autonomia municipal se possa recuperar e governar para os trabalhadores e o povo, compromisso de luta desde as institui\u00e7\u00f5es e desde as ruas pela revoga\u00e7\u00e3o da Lei de Estabilidade Or\u00e7amental que ata os p\u00e9s e as m\u00e3os das c\u00e2maras. Da mesma forma, pela revoga\u00e7\u00e3o do artigo 135 da Constitui\u00e7\u00e3o que nos ata de forma infame \u00e0 d\u00edvida dos banqueiros e especuladores.<\/p>\n<p>Acredita que os presidentes e deputados do PSOE v\u00e3o aceitar isto? E se n\u00e3o aceitam, qual ser\u00e1 a grande diferen\u00e7a entre governar o PP ou o PSOE?<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>12.- <\/strong>A declara\u00e7\u00e3o dos dirigentes do Podemos onde manifestam estarem dispostos a negociar com a dire\u00e7\u00e3o do PSOE um acordo \u201ccom base em condi\u00e7\u00f5es\u201d, que especificar\u00e3o em breve, abre um panorama incerto e perigoso, mais ainda quando t\u00eam vindo a recuar nos \u00faltimos meses o seu programa inicial.<strong> Mas n\u00e3o podemos aceitar nenhum acordo que seja um plano de resgate do PSOE e que preserve o regime do bipartidarismo.<\/strong><\/p>\n<p>As candidaturas de unidade popular devem manter-se firmes em como ningu\u00e9m, incluindo o Podemos, negoceie em seu nome, nem as use em nenhum momento como moeda de troca para algum pacto abrangente com o PSOE.<\/p>\n<p><strong>13.- <\/strong>Nos diferentes territ\u00f3rios e de acordo com as suas particularidades, a Corriente Roja lan\u00e7ar\u00e1 comunicados p\u00fablicos com a nossa posi\u00e7\u00e3o. Com os crit\u00e9rios gerais esbo\u00e7ados na presente resolu\u00e7\u00e3o actuaremos em todas as candidaturas que integramos e nos debates com os activistas das outras organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9pt;\"><em>* Tradu\u00e7\u00e3o de Pedro Fortunato a partir da <a target=\"_parent\" href=\"http:\/\/www.corrienteroja.net\/el-resultado-electoral-el-nuevo-escenario-postelectoral-y-las-investiduras-de-los-nuevos-gobiernos-municipales-y-autonomicos\/\" rel=\"noopener\">resolu\u00e7\u00e3o publicada no s\u00edtio da CR<\/a><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resolu\u00e7\u00e3o do Comit\u00e9 Estatal de Corriente Roja, partido irm\u00e3o do MAS no estado espanhol, sobre as elei\u00e7\u00f5es auton\u00f3mas e municipais em Espanha do passado dia 24 de maio de 2015.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1909,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[23],"tags":[573,571,116,575,569,336,181,580,114,115,206,250,579,577,576,117,578],"class_list":["post-1910","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estado-espanhol","tag-ada-colau","tag-ahora-madrid","tag-alternativa","tag-corriente","tag-eleicoes-autonomas","tag-espanha","tag-estado-espanhol","tag-manuela-carmana","tag-mas","tag-movimento","tag-podemos","tag-pp","tag-psoe","tag-revolucioncario","tag-roja","tag-socialista","tag-unidade-popular"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/colau_barna_comu.jpg?fit=450%2C350","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1910","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1910"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1910\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1909"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}