{"id":1903,"date":"2015-05-24T21:51:13","date_gmt":"2015-05-24T20:51:13","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2015\/05\/24\/podemos-travar-a-austeridade\/"},"modified":"2015-05-24T21:51:13","modified_gmt":"2015-05-24T20:51:13","slug":"podemos-travar-a-austeridade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2015\/05\/24\/podemos-travar-a-austeridade\/","title":{"rendered":"Podemos travar a austeridade?"},"content":{"rendered":"<p><br style=\"clear: both;\" \/> <\/p>\n<p>Esta \u00e9 a quest\u00e3o que paira sobre a cabe\u00e7a de milhares de trabalhadores. A no\u00e7\u00e3o de que a austeridade mais n\u00e3o \u00e9 que a receita para salvar os grandes bancos \u00e0 custa do povo j\u00e1 \u00e9 geral h\u00e1 v\u00e1rios anos.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>A compreens\u00e3o de que a austeridade s\u00f3 serve para salvar a Banca levou centenas de milhares de pessoas \u00e0s ruas entre 2011 e 2013. Mas, apesar de algumas vit\u00f3rias, como contra o aumento da TSU, a austeridade continuou e continua.<\/p>\n<p>A vit\u00f3ria do Syriza na Gr\u00e9cia encheu de esperan\u00e7as milhares de trabalhadores. Travar a austeridade era a promessa de Tsipras. Por\u00e9m, os recuos do Governo grego nas negocia\u00e7\u00f5es com o Eurogrupo t\u00eam o efeito contr\u00e1rio. Entre outras coisas, o Syriza, ao se submeter \u00e0s regras de Merkel e do Euro, refor\u00e7a a ideia de que \u201cn\u00e3o h\u00e1 alternativas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Reafirmamos que podemos travar a austeridade!<\/strong><\/p>\n<p>Se grande parte dos povos europeus se op\u00f5e \u00e0 pol\u00edtica de austeridade e procura pol\u00edticas alternativas; se h\u00e1 um \u00f3dio crescente aos pol\u00edticos e partidos da classe dominante; se h\u00e1 at\u00e9 o crescimento eleitoral dos partidos que recusam a austeridade, porque parece imposs\u00edvel mudar de rumo?<\/p>\n<p>Porque at\u00e9 agora, infelizmente, a esquerda e os partidos que representam os trabalhadores n\u00e3o t\u00eam estado \u00e0 altura. Em Portugal, nos momentos das grandes lutas que derrotaram a TSU, a CGTP e os movimentos afectos ao PCP e ao Bloco de Esquerda tudo fizeram para controlar e acalmar a contesta\u00e7\u00e3o. A CGTP protagonizou at\u00e9 o triste epis\u00f3dio da manifesta\u00e7\u00e3o da ponte 25 de Abril, feita de autocarro, para n\u00e3o enfrentar o Governo. Ao mesmo tempo, o PCP e o BE, ao manterem-se divididos, refor\u00e7am a ideia de que \u00e9 imposs\u00edvel derrotar os partidos da austeridade. Por fim, estes partidos n\u00e3o t\u00eam posi\u00e7\u00f5es claras sobre a d\u00edvida e o Euro que ajudem a explicar como se pode romper de facto com a austeridade. Reina a divis\u00e3o e a confus\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Faz falta uma CONVERG\u00caNCIA CONTRA A AUSTERIDADE <\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 antiga divis\u00e3o da esquerda soma-se agora uma constela\u00e7\u00e3o de novos partidos que, de alguma forma, se op\u00f5e \u00e0 austeridade, \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e aos governos PSD\/CDS-PP e PS. Este fen\u00f3meno expressa a procura de alternativas. \u00c9 necess\u00e1rio unir e clarificar. Por isso o MAS prop\u00f5e um <strong>Encontro das Alternativas<\/strong> que prepare uma candidatura unit\u00e1ria de partidos, movimentos e activistas contra a austeridade e que desafie tamb\u00e9m o BE e o PCP para uma alian\u00e7a que possa derrotar a direita e o PS.<\/p>\n<p><strong>Apoiar e ampliar as lutas<\/strong><\/p>\n<p>Por n\u00e3o se ter derrotado o Governo quando havia milhares na rua, hoje h\u00e1 menos lutas. Greves como a da EFACEC, do Metro e da Carris ou as lutas contra a privatiza\u00e7\u00e3o da TAP ou contra os despejos devem ter o apoio de todos os sindicatos e movimentos, para, a partir da\u00ed, voltarmos \u00e0s grandes lutas contra a austeridade. Greves isoladas e manifesta\u00e7\u00f5es rituais s\u00f3 desgastam quem resiste.<\/p>\n<p><strong>Um programa para resgatar sal\u00e1rios e soberania<\/strong><\/p>\n<p>A devolu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e pens\u00f5es, o aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo para 600 euros ou a diminui\u00e7\u00e3o do IVA s\u00e3o medidas essenciais para repor o que foi roubado. Para combater o desemprego e a precariedade \u00e9 necess\u00e1rio acabar com os contratos a termo e as horas \u201cextraordin\u00e1rias\u201d permanentes. Mas s\u00f3 com a nacionaliza\u00e7\u00e3o da banca e com a suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel sustentar estas medidas, assim como com o ataque feroz \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, confiscando os bens de banqueiros e pol\u00edticos corruptos. Tudo isto coloca na ordem-do-dia a sa\u00edda do Euro, sem a qual n\u00e3o h\u00e1 soberania, como prova a situa\u00e7\u00e3o grega. <strong>S\u00f3 com uma orienta\u00e7\u00e3o clara podemos travar a austeridade.<\/strong><\/p>\n<p><strong><em><span style=\"font-size: 10pt;\">Manuel Afonso<\/span><\/em><br \/><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 a quest\u00e3o que paira sobre a cabe\u00e7a de milhares de trabalhadores. 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