{"id":1818,"date":"2015-03-06T14:31:44","date_gmt":"2015-03-06T13:31:44","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2015\/03\/06\/dia-internacional-da-mulher-trabalhadora-unir-a-luta-contra-a-opressao-e-a-exploracao\/"},"modified":"2015-03-06T14:31:44","modified_gmt":"2015-03-06T13:31:44","slug":"dia-internacional-da-mulher-trabalhadora-unir-a-luta-contra-a-opressao-e-a-exploracao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2015\/03\/06\/dia-internacional-da-mulher-trabalhadora-unir-a-luta-contra-a-opressao-e-a-exploracao\/","title":{"rendered":"Dia internacional da mulher trabalhadora: unir a luta contra a opress\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o!"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em><span style=\"font-size: 10pt;\">Declara\u00e7\u00e3o da <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/litci.org\/pt\/\" rel=\"noopener\">Liga Internacional dos Trabalhadores<\/a><\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em><span style=\"font-size: 10pt;\">Escrita pela Secretaria Internacional de Mulheres <\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p>Neste dia mundial da mulher, a Liga Internacional dos Trabalhadores estende um abra\u00e7o solid\u00e1rio a todas as mulheres que nos diferentes continentes desenvolvem uma luta quotidiana contra a opress\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Dedicamos esta data \u00e0 nossa camarada Carolina Garz\u00f3n, dirigente estudantil e jovem militante socialista do PST da Col\u00f4mbia, e da LIT-QI, desaparecida h\u00e1 tr\u00eas anos na Rep\u00fablica do Equador. Apesar da intensa campanha para encontr\u00e1-la, ainda n\u00e3o sabemos do seu paradeiro. \u00c0 companheira Sandra Fern\u00e1ndes, tamb\u00e9m militante socialista do PSTU\/Brasil e seu pequeno filho Icau\u00e3, assassinados h\u00e1 um ano, v\u00edtimas da viol\u00eancia machista.<\/p>\n<p>\u00c0s mulheres curdas, as quais organizadas em mil\u00edcias femininas contribu\u00edram de maneira definitiva para a derrota do ex\u00e9rcito do autodenominado Estado Isl\u00e2mico \u2013 EI &#8211; na popula\u00e7\u00e3o s\u00edria de Kobane.<\/p>\n<p>\u00c0s milhares de ativistas estudantis, trabalhadoras e professoras que protagonizaram durante v\u00e1rios meses no M\u00e9xico os protestos contra o desaparecimento e o assassinato de 43 estudantes normalistas de Ayotzinapa, estado de Guerreiro, e que terminaram desmascarando o governo de Enrique Pe\u00f1a Nieto e ao Estado mexicano por sua coniv\u00eancia com as m\u00e1fias de traficantes.<\/p>\n<p>\u00c0s trabalhadoras europeias que com as gregas \u00e0 cabe\u00e7a e em conjunto com os trabalhadores vieram desenvolvendo uma luta sem tr\u00e9gua contra os dur\u00edssimos planos de austeridade impostos pelo capital imperialista encabe\u00e7ado por uma mulher: Angela Merkel, chanceler da Alemanha.<\/p>\n<p>\u00c0s mulheres e ao povo turco, que se manifestaram com mobiliza\u00e7\u00f5es em diversos pontos do pa\u00eds, exigindo ao governo de Tayyip Erdogan, colocar um ponto final \u00e0 viol\u00eancia machista, depois do assassinato da jovem Ozgecan Aslam, de 20 anos, que foi espancada e esfaqueada at\u00e9 a morte por resistir a uma tentativa de viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A opress\u00e3o: uma realidade incontest\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 poucos anos, a partir dos organismos internacionais e dos governos capitalistas, dos empres\u00e1rios, das institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, dos minist\u00e9rios de educa\u00e7\u00e3o e cultura, etc., diziam-nos que a \u201copress\u00e3o da mulher\u201d era coisa do passado, que o triunfo do capitalismo sobre o socialismo traria maravilhas. At\u00e9 uma famosa escritora latino-americana dizia que a \u00fanica revolu\u00e7\u00e3o vitoriosa do s\u00e9culo XX tinha sido a da mulher. Efetivamente as mulheres no s\u00e9culo passado, gra\u00e7as a importantes lutas conseguiram avan\u00e7ar em seus direitos democr\u00e1ticos, no entanto, hoje t\u00eam que reconhecer que a \u201cdiscrimina\u00e7\u00e3o\u201d da mulher existe e de forma brutal!<\/p>\n<p>N\u00e3o podem ocultar o crescimento exponencial da viol\u00eancia contra as mulheres sob suas formas mais repugnantes, ao ponto de a pr\u00f3pria ONU, organismo das burguesias imperialistas, teve que declar\u00e1-la como uma verdadeira pandemia mundial. N\u00e3o podem esconder que 70% dos mais pobres do mundo s\u00e3o mulheres, n\u00e3o podem desconhecer que 30% das gravidezes anuais s\u00e3o n\u00e3o desejadas e que s\u00f3 na Am\u00e9rica Latina, o aborto inseguro \u00e9 respons\u00e1vel por 17% das mortes maternas, a maioria jovens adolescentes e pobres.<\/p>\n<p>N\u00e3o podem ocultar a exist\u00eancia da desigualdade salarial, da qual n\u00e3o escapa nem sequer a Meca do cinema. A atriz norte-americana Patricia Arquette, ganhadora do Oscar como melhor atriz secund\u00e1ria, disse em seu discurso de premia\u00e7\u00e3o: <em>\u201cj\u00e1 \u00e9 hora de que tenhamos de uma vez por todas o mesmo sal\u00e1rio (que os homens) e os mesmos direitos para as mulheres nos Estados Unidos da Am\u00e9rica\u201d<\/em>. A realidade no resto do mundo \u00e9 ainda pior.&nbsp;Se isto \u00e9 dito por uma burguesa norte-americana que ganha 35 milh\u00f5es de d\u00f3lares (menos da metade do que recebeu o ganhador do Oscar) o que dir\u00e3o os milh\u00f5es de trabalhadoras que t\u00eam que sobreviver com um sal\u00e1rio menor que o m\u00ednimo nos pa\u00edses do \u201cterceiro mundo\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o podem encobrir o facto de que as mulheres trabalhadoras est\u00e3o submetidas \u00e0 dupla jornada. Oito ou mais horas de trabalho produtivo di\u00e1rio e pelo menos 4 horas mais de trabalho dom\u00e9stico, camuflado pelo que agora os organismos patronais baptizaram de \u201ca Economia do Cuidado\u201d. Este trabalho n\u00e3o remunerado e realizado pelas mulheres representa cifras enormes com rela\u00e7\u00e3o ao Produto Interno Bruto- PIB. No M\u00e9xico equivalia em 2009 a 22,6%, no Uruguai a 30,6%, na Col\u00f4mbia a 17,2%, s\u00f3 para citar tr\u00eas exemplos de pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>N\u00e3o podem negar que as guerras e invas\u00f5es promovidas pela pr\u00f3pria ONU, a OTAN, os ex\u00e9rcitos imperialistas e as for\u00e7as de seguran\u00e7a, por mais que se ocultem por tr\u00e1s da m\u00e1scara de \u201ca\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias\u201d, encontram nas mulheres suas v\u00edtimas privilegiadas, convertendo seu corpo em trof\u00e9u de guerra, em mecanismo de submiss\u00e3o, em obriga\u00e7\u00e3o \u00e0 desloca\u00e7\u00e3o, e em escraviza\u00e7\u00e3o, como est\u00e1 ocorrendo no M\u00e9dio Oriente, Ucr\u00e2nia e \u00c1frica.<\/p>\n<p>N\u00e3o podem desconhecer que a imensa maioria da m\u00e3o de obra feminina est\u00e1 empregada no sector de servi\u00e7os, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, trabalho social, restaurantes e limpeza, todos associados aos \u201cpap\u00e9is\u201d que tradicionalmente foram designados \u00e0 mulher como extens\u00e3o de seu papel de m\u00e3e e cuidadora e que, por exemplo, na Uni\u00e3o Europeia representam 69,2% do total dos trabalhadores no setor p\u00fablico, e apenas 38% do emprego total. O avan\u00e7o da mulher em trabalhos na ind\u00fastria diferente da t\u00eaxtil, da electr\u00f3nica ou da aliment\u00edcia est\u00e1 bem longe de reduzir a brecha entre homens e mulheres.<\/p>\n<p>N\u00e3o podem encobrir o facto &#8211; por mais discursos que pronunciem sobre os benef\u00edcios da democracia e a inclus\u00e3o (burguesa por suposto) &#8211; de que outros sectores como os negros, os imigrantes, as diversidades sexuais, continuam sendo v\u00edtimas do racismo, da xenofobia e da homofobia. Para dar um exemplo recente lembremos os protestos do ano passado em Ferguson, EUA, contra a viol\u00eancia policial racista. As pol\u00edticas da UE contra os imigrantes e a islamofobia impulsionada por governos e grupos de extrema-direita nos Estados Unidos e na Europa. Ou a negativa a aceitar o casamento e a adop\u00e7\u00e3o por parte de casais homoparentais.<\/p>\n<p>Para compensar esta realidade incontest\u00e1vel, o capitalismo se orgulha do avan\u00e7o das mulheres na pol\u00edtica e mostra-nos como s\u00edmbolos de empoderamento a Angela Merkel, as presidentes Cristina Kirchner, Michelle Bachelet, Dilma Rousseff, a ministras e empres\u00e1rias bem-sucedidas. De vez em quando entregam um pr\u00e9mio a alguma mulher dos sectores populares que, gra\u00e7as a seu tremendo esfor\u00e7o, e com as pol\u00edticas oficiais de empreendimento, conseguiu criar uma pequena microempresa. Dizemos com voz forte: elas n\u00e3o nos representam! S\u00e3o mulheres burguesas, que aplicam os planos de austeridade contra o povo trabalhador. Elas n\u00e3o sofrem a dupla jornada porque pagam a um ex\u00e9rcito de mulheres para executar o trabalho dom\u00e9stico. Elas n\u00e3o sofrem as consequ\u00eancias do aborto ilegal porque t\u00eam acesso a m\u00e9dicos e cl\u00ednicas privadas. Elas n\u00e3o sofrem a viol\u00eancia quotidiana porque contratam guarda-costas para proteg\u00ea-las.<\/p>\n<p>A maioria dos grupos feministas sustenta, tamb\u00e9m, que as mulheres de todas as classes devem se unir numa irmandade. N\u00e3o estamos de acordo. Com as mulheres burguesas s\u00f3 podemos fazer unidade de a\u00e7\u00e3o diante de uma ou outra exig\u00eancia democr\u00e1tica, nada mais. A luta de classes coloca-nos de maneira quotidiana em lugares opostos da barricada, ou ser\u00e1 poss\u00edvel que as trabalhadoras gregas deem as m\u00e3os com Angela Merkel?<\/p>\n<p>A realidade \u00e9 que o capitalismo, em lugar de trazer maravilhas, est\u00e1 aprofundando e utilizando a discrimina\u00e7\u00e3o, a opress\u00e3o de sectores imensos da sociedade para descarregar sobre os ombros da classe trabalhadora mais sofrimento e explora\u00e7\u00e3o, para se recuperar da profunda crise que o atravessa em todos os terrenos. Reactivaram-se, sob novas formas, todas as ideologias religiosas, culturais e morais que foram sustenta\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o de seu poder, e que os trabalhadores com a sua luta e mobiliza\u00e7\u00e3o fizeram retroceder durante per\u00edodos importantes do s\u00e9culo XX. Hoje as conquistas democr\u00e1ticas conquistadas, como o direito ao aborto livre e gratuito, est\u00e3o sendo severamente atacadas nos Estados Unidos, passando pela Europa e a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Hoje na Europa, assim como nos anos noventa na Am\u00e9rica Latina, est\u00e3o executando duros planos de austeridade que arrasam com direitos alcan\u00e7ados pela classe oper\u00e1ria em seu conjunto, e pelas trabalhadoras no terreno das liberdades democr\u00e1ticas e sociais, espec\u00edficas da mulher. A ideologia machista \u00e9 utilizada para dividir a classe oper\u00e1ria e os trabalhadores, como justificativa do desemprego e dos cortes or\u00e7amentais nos direitos sociais.<\/p>\n<p><strong>Austeridade: sin\u00f3nimo de guerra social <\/strong><\/p>\n<p>Nenhum pa\u00eds do mundo capitalista escapou aos planos de austeridade. Em alguns se aplicaram de maneira mais profunda, em outros mais lentamente. O capital imperialista atrav\u00e9s de seus organismos multilaterais FMI, TROIKA, OCDE, lan\u00e7ou uma pol\u00edtica para se recuperar da crise econ\u00f3mica aberta em 2007, produzindo verdadeiras cat\u00e1strofes sociais como no Haiti e na Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Os trabalhadores dos EUA e da Europa desenvolvida n\u00e3o acreditavam que pudessem ser v\u00edtimas dos planos aplicados nas semi-col\u00f3nias da Am\u00e9rica Latina, \u00c1sia e \u00c1frica.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio recente do Lobby Europeu de Mulheres (EWL) sobre o impacto das pol\u00edticas de austeridade com rela\u00e7\u00e3o aos direitos das mulheres denuncia: <em>\u201c&#8230; as pol\u00edticas de austeridade na Europa debilitam os direitos das mulheres, perpetuam as desigualdades de g\u00e9nero existentes, criam outras novas e dificultam as perspectivas de desenvolvimento econ\u00f3mico&#8230;\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Os cortes dr\u00e1sticos nos gastos p\u00fablicos provocaram o despedimento de trabalhadores do sector onde as mulheres s\u00e3o cerca de 70%. &nbsp;Aplicaram cortes em despesas sociais que atingem os servi\u00e7os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. Reduziram os direitos que amparam a maternidade como as licen\u00e7as e autoriza\u00e7\u00f5es remuneradas, corte dos subs\u00eddios por filho, reduzindo os direitos de pens\u00e3o, eliminando programas de apoio ao cuidado de crian\u00e7as e adultos maiores, e aumentando os encargos impositivos atrav\u00e9s do IVA. As mulheres que conseguem de novo um trabalho s\u00e3o contratadas por horas ou a meio per\u00edodo, com sal\u00e1rios mais prec\u00e1rios e sem direito a benef\u00edcios sociais.<\/p>\n<p><strong>Lutar unidos, combatendo as ideologias burguesas <\/strong><\/p>\n<p>Na Espanha, no ano passado milhares de trabalhadores, com as mulheres na vanguarda, sa\u00edram \u00e0s ruas, conseguiram uma grande vit\u00f3ria: derrotaram a proposta do governo e de seu ministro da Justi\u00e7a, Alberto Ruiz-Gallard\u00f3n, do corte ao direito de aborto. N\u00e3o s\u00f3 se retirou da pauta a lei sen\u00e3o que o ministro teve que se demitir.&nbsp;Este \u00e9 o caminho, os direitos democr\u00e1ticos das mulheres n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 um assunto de mulheres. \u00c9 necess\u00e1rio que a classe oper\u00e1ria assuma as bandeiras n\u00e3o s\u00f3 contra a explora\u00e7\u00e3o e os planos de austeridade sen\u00e3o as da luta contra todo tipo de opress\u00e3o capitalista. \u00c9 mais que necess\u00e1rio que a classe oper\u00e1ria e suas organiza\u00e7\u00f5es coloquem em pr\u00e1tica um programa que unifique a classe e todos seus sectores. As ideologias como o machismo, a xenofobia, a homofobia e o racismo s\u00e3o preconceitos que a burguesia implanta na sociedade porque lhe s\u00e3o \u00fateis \u00e0 explora\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e a opress\u00e3o pol\u00edtica. S\u00e3o ideologias nefastas que dividem e confrontam os trabalhadores, impedindo-lhes de lutar por seus interesses comuns contra a explora\u00e7\u00e3o capitalista, afastando-os de seu reconhecimento como classe.<\/p>\n<p>As mulheres s\u00e3o a metade da classe oper\u00e1ria e em sectores de trabalhadores dos servi\u00e7os como a educa\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade chegam a cifras pr\u00f3ximas a 70%. A desigualdade salarial se expressa aqui como desigualdade do conjunto de trabalhadores do sector, servindo bem como press\u00e3o \u00e0 redu\u00e7\u00e3o geral de sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os sindicatos devem incluir as reivindica\u00e7\u00f5es do proletariado feminino, como a igualdade salarial, creches, direito \u00e0s pens\u00f5es, programas de aten\u00e7\u00e3o ao menor e ao adulto maior, prote\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade e o cuidado dos filhos partilhado, refeit\u00f3rios populares, socializa\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico, direito a decidir sobre sua maternidade, direito ao aborto livre e gratuito, direito de adop\u00e7\u00e3o por parte dos casais homoparentais.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso lutar nos sindicatos e nas organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias para que as mulheres possam aceder \u00e0s direc\u00e7\u00f5es, facilitando-lhes todas as ferramentas necess\u00e1rias para consegui-lo. \u00c9 necess\u00e1rio dar uma batalha contra o machismo e todas suas express\u00f5es, contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica e social, contra a concep\u00e7\u00e3o da mulher como objeto sexual.<\/p>\n<p><strong>Lutamos pelo socialismo<\/strong><\/p>\n<p>O sistema capitalista s\u00f3 oferece a n\u00f3s trabalhadores, crises e guerras, explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o. Mostra o seu verdadeiro rosto e confirma que as propostas de \u201chumanizar o capital\u201d ou conseguir melhorias permanentes sem uma mudan\u00e7a de fundo, como a \u201cdemocracia radical\u201d ou o falso socialismo castro-chavista, s\u00e3o no m\u00e1ximo ilus\u00f5es ef\u00e9meras.<\/p>\n<p>N\u00f3s, mulheres socialistas, queremos revolu\u00e7\u00e3o! Queremos lutar junto aos nossos irm\u00e3os de classe de todo mundo, para al\u00e9m das barreiras raciais, lingu\u00edsticas e das fronteiras nacionais, para transformar o mundo. Toda a conquista, todo o avan\u00e7o parcial conseguido pelas mulheres, pela classe oper\u00e1ria e pelos setores marginalizados, no dia seguinte est\u00e1 em perigo. N\u00e3o h\u00e1 nada duradouro para os trabalhadores. A l\u00f3gica exploradora do capitalismo est\u00e1 colocando em perigo at\u00e9 o nosso planeta.<\/p>\n<p>Queremos lutar para deixar \u00e0s gera\u00e7\u00f5es vindouras um mundo melhor. Lutamos por uma sociedade sem exploradores nem explorados, sem opressores nem oprimidos, por uma sociedade socialista, mas n\u00e3o a do socialismo burocr\u00e1tico e totalit\u00e1rio que construiu o estalinismo e que deformou as gigantescas conquistas alcan\u00e7adas nos primeiros anos da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro de 1917, a que outorgou \u00e0s mulheres, direitos que nem o estado capitalista mais avan\u00e7ado foi capaz de dar.<\/p>\n<p>Tampouco queremos como estrat\u00e9gia o programa de \u201creformas ao capitalismo\u201d que hoje apregoam a maioria das organiza\u00e7\u00f5es de esquerda. Lutamos por reformas, sim, por direitos democr\u00e1ticos, por liberdades, mas nosso caminho \u00e9 o socialismo. Esse \u00e9 nosso grito de combate neste dia internacional da mulher trabalhadora, e esse \u00e9 nosso chamado a homens e mulheres oper\u00e1rios, trabalhadores e oprimidos. Lutemos por construir o partido mundial da revolu\u00e7\u00e3o para poder tornar esta meta em realidade.<\/p>\n<p><strong>Viva o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora!<\/strong><\/p>\n<p><em>4 de Mar\u00e7o de 2015<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1017;dia-internacional-mulher-trabalhadora-8-marco-2015&amp;catid=141&amp;Itemid=604\"><span style=\"font-family: georgia,palatino; color: #692587;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Voltar ao Especial Dia Internacional da Mulher Trabalhadora &#8211; 8 Mar\u00e7o 2015 &gt;<\/span><\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declara\u00e7\u00e3o da Liga Internacional dos Trabalhadores Escrita pela Secretaria Internacional de Mulheres Neste dia mundial da mulher, a Liga Internacional dos Trabalhadores estende um abra\u00e7o solid\u00e1rio a todas as mulheres que nos diferentes continentes desenvolvem uma luta quotidiana contra a opress\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1817,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[68],"tags":[454,116,456,109,188,176,114,115,368,455,117,175,211],"class_list":["post-1818","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mulher","tag-8-de-marco","tag-alternativa","tag-burguesia","tag-internacional","tag-lit","tag-luta","tag-mas","tag-movimento","tag-mulher","tag-opressao","tag-socialista","tag-trabalhadores","tag-violencia"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/iwd.jpg?fit=450%2C338","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1818","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1818"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1818\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1817"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1818"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1818"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1818"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}