{"id":1745,"date":"2014-11-24T16:59:25","date_gmt":"2014-11-24T15:59:25","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2014\/11\/24\/25-de-novembro-dia-mundial-de-luta-contra-a-violencia-contra-as-mulheres\/"},"modified":"2014-11-24T16:59:25","modified_gmt":"2014-11-24T15:59:25","slug":"25-de-novembro-dia-mundial-de-luta-contra-a-violencia-contra-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2014\/11\/24\/25-de-novembro-dia-mundial-de-luta-contra-a-violencia-contra-as-mulheres\/","title":{"rendered":"25 de Novembro \u2013 Dia Mundial de Luta Contra a Viol\u00eancia contra as mulheres!"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Declara\u00e7\u00e3o da <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.litci.org\/pt\/\" rel=\"noopener\">Liga Internacional dos Trabalhadores (QI)<\/a> <\/em><\/strong><\/p>\n<p>A viol\u00eancia contra as mulheres cresce a cada dia no mundo inteiro. E n\u00e3o apenas a viol\u00eancia f\u00edsica, mas tamb\u00e9m a viol\u00eancia psicol\u00f3gica, que n\u00e3o deixa marcas aparentes mas \u00e9 t\u00e3o grave quanto a outra e deixa sequelas para o resto da vida.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o descontrolada que a ONU teve que criar um dia especial para chamar a aten\u00e7\u00e3o para este problema e teve que reconhec\u00ea-lo como uma verdadeira pandemia mundial.<\/p>\n<p>O dia 25 de Novembro, dia da <strong><em>n\u00e3o viol\u00eancia contra a mulher<\/em><\/strong>, \u00e9 o momento no qual os meios de comunica\u00e7\u00e3o contam os casos mais aterradores e mostram as v\u00edtimas mutiladas, queimadas, assassinadas.<\/p>\n<p>Instituir um dia para chamar a aten\u00e7\u00e3o para o crescimento da viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 importante.  Mas n\u00e3o basta. A Liga Internacional dos Trabalhadores \u2013 LIT-QI coloca-se na frente dessa luta contra todo tipo de viol\u00eancia contra a mulher mas, ao mesmo tempo, destaca que para isso, s\u00e3o necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es concretas e urgentes; \u00e9 necess\u00e1rio transformar esse dia no oposto do que a ONU pretende. \u00c9 preciso transform\u00e1-lo num dia de luta de todas as mulheres contra as causas concretas da viol\u00eancia, mas, sobretudo, contra a pr\u00f3pria ONU e sua pol\u00edtica imperialista, que promove guerras, genoc\u00eddios e explora\u00e7\u00e3o desmedida contra os povos, deixando o mundo cada vez mais perigoso para as mulheres, sobretudo para as mais pobres, negras, imigrantes e trabalhadoras de todos os pa\u00edses. \u00c9 necess\u00e1rio transform\u00e1-lo num dia de luta contra os governos que aplicam as pol\u00edticas da ONU, que promovem e recebem recursos internacionais, que atrav\u00e9s de milhares de ONG\u2019s, enganam as mulheres com suas pol\u00edticas de empoderamento e medidas assistencialistas, fazendo-as acreditar que esse \u00e9 o caminho para resolver o problema da opress\u00e3o e da viol\u00eancia, enquanto atiram sobre as costas dos trabalhadores e pobres, violentos planos de mis\u00e9ria e explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que saqueiam as nossas riquezas, os governos imperialistas, por interm\u00e9dio da ONU, fazem campanhas em defesa dos direitos humanos. Recentemente, a atriz Emma Watson foi a Asssembleia Geral da ONU como Embaixadora da Boa Vontade para lan\u00e7ar mais uma campanha, a chamada <em>HeforShe<\/em> (Ele por Ela) para alertar os homens de que devem aprender a conviver com as mulheres. Enquanto realiza campanhas medi\u00e1ticas pelos direitos humanos, por outro lado, a pr\u00f3pria ONU &#8211; e sob a sua aprova\u00e7\u00e3o &#8211; referenda a perman\u00eancia das tropas da Minustah no Haiti. Ocupa\u00e7\u00e3o que acaba de completar 10 anos neste pa\u00eds e sob cujo amparo os soldados violam mulheres, reprimem manifesta\u00e7\u00f5es e geraram uma epidemia com o v\u00edrus do col\u00e9ra que cobrou centenas de mortos.<\/p>\n<p>O crescimento da viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 um grave s\u00edntoma da expans\u00e3o da ideologia machista e patriarcal, da cren\u00e7a de que os homens s\u00e3o mais fortes e mais capazes  do que as mulheres e, portanto, devem comandar o mundo. Mas por outro lado, \u00e9 express\u00e3o da rea\u00e7\u00e3o frente \u00e0 crescente participa\u00e7\u00e3o das mulheres nas lutas sociais, levantamentos e revolu\u00e7\u00f5es. Assim, a viol\u00eancia sexual contra as mulheres converteu-se em arma de terror para que n\u00e3o lutem, como acaba de se constatar nas recentes mobiliza\u00e7\u00f5es juvenis de Hong Kong: \u201c<em>Mulheres ativistas pr\u00f3-democracia em Hong Kong t\u00eam sido v\u00edtimas de agress\u00f5es sexuais e intimida\u00e7\u00f5es, denunciaram nesse s\u00e1bado manifestantes e a Amnistia Internacional. A ONG culpou a pol\u00edcia ao \u201cfalar em seu dever\u201d de proteger os manifestantes na noite de sexta, acusando os agentes de \u201c<strong>ficar de lado e n\u00e3o fazer nada<\/strong>\u201d quando antimanifestantes e supostos membros da Tr\u00edade (m\u00e1fia chinesa) se enfrentaram com ativistas nos bairros de Mongkok e Causeway Bay\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><strong><em>&#8220;Mulheres e meninas formavam parte dos objetivos, incluindo agress\u00f5es sexuais, persegui\u00e7\u00f5es e intimida\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/strong><strong> <\/strong>nessas zonas comerciais. Como se isso fosse pouco<strong>, bandos de ultradireita distribu\u00edam panfletos amea\u00e7ando as mulheres a ficarem em casa se n\u00e3o quiserem ser objeto de viola\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p>Comportamentos similares foram denunciados durante as manifesta\u00e7\u00f5es da Pra\u00e7a Tahir no Egito. Em outras, a viol\u00eancia policial se torna mais agressiva contra elas, como se pode ver durante as jornadas de junho de 2013 no Brasil, onde houve muitas mulheres, entre os muitos agredidos e encarcerados.<\/p>\n<p>Essa ideologia nefasta afirma que as mulheres nasceram para serem donas de casa, terem filhos e cuidarem da familia, e n\u00e3o servem para a produ\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica; trata as mulheres como \u201cseres inferiores\u201d, destinadas a serem escravas do lar, a ganharem menos que os homens e a ocuparem os piores postos de trabalho, a encarregar-se das tarefas dom\u00e9sticas e serem propriedades privadas dos maridos e dos companheiros, convertendo-se na justificativa perfeita para explicar todo tipo de viol\u00eancia no interior da fam\u00edlia que chega ao assassinato de mulheres pelas m\u00e3os de seus companheiros sentimentais.<\/p>\n<p>Essas cren\u00e7as, assentadas sobretudo na capacidade reprodutiva das mulheres que, supostamente, as fariam mais fr\u00e1geis, s\u00e3o simplesmente difundidas pelos governos, pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o, em particular pelo cristianismo, pelo juda\u00edsmo e pelo islamismo &#8211; as tr\u00eas grandes religi\u00f5es monote\u00edstas \u2013 que pregam nos templos, nas sinagogas e nas igrejas, a ideia de que a mulher \u00e9 um ser inferior, que tem que cobrir sua cabe\u00e7a e obedecer aos homens, que s\u00e3o os verdadeiros \u201cenviados de deus\u201d, e que a inferioridade feminina \u00e9 algo natural e divino, portanto, s\u00f3 nos resta aceitar.<\/p>\n<p>Lamentavelmente, muitas mulheres, que s\u00e3o a  grande maioria entre as popula\u00e7\u00f5es religiosas, cr\u00eaem nisso e levam para casa esse fardo como se fosse um destino tra\u00e7ado para elas. Sentem-se de facto inferiores, e aceitam o machismo, a viol\u00eancia e a opress\u00e3o di\u00e1rias como se fossem castigos divinos que merecem.<\/p>\n<p>Essa impot\u00eancia a que s\u00e3o relegadas \u00e9, talvez, a maior fonte de sofrimento para uma mulher. A mis\u00e9ria e as terr\u00edveis condi\u00e7\u00f5es de vida a que est\u00e3o submetidas refor\u00e7am essas supersti\u00e7\u00f5es e tabus, deixando as mulheres ainda mais vulner\u00e1veis \u00e0 viola\u00e7\u00e3o, \u00e0s agress\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas, que muitas suportam caladas.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia que tem como alvo as mulheres, nos chama a aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas pelas estat\u00edsticas sen\u00e3o, sobretudo, pelo grau de brutalidade, que supera hoje os per\u00edodos hist\u00f3ricos precedentes na civiliza\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>A ONU limita-se a condenar formalmente aos governos por isso. Desde que foi criado em 1945, esse organismo do imperialismo foi o contr\u00e1rio do que pregava a sua Carta de Princ\u00edpios: \u00e9 um instrumento de promo\u00e7\u00e3o de guerra, em lugar de paz; n\u00e3o garante a igualdade entre homens e mulheres, n\u00e3o enfrenta os preconceitos religiosos e n\u00e3o respeita os direitos humanos mais simples. \u00c9 um instrumento dos Estados, dos ex\u00e9rcitos, das multinacionais e dos bancos, para garantir seus lucros por meio da explora\u00e7\u00e3o de todos os povos.<\/p>\n<p>Chamamos todas as mulheres, em especial \u00e0s mais pobres e oprimidas, a n\u00e3o alimentar ilus\u00f5es nos governos burgueses, a n\u00e3o acreditarem que um organismo como a ONU poder\u00e1 dar igualdade de direitos para as mulheres e acabar com a viol\u00eancia. Mas, ao mesmo tempo, afirmamos que \u00e9 preciso exigir isso com uma for\u00e7a cada vez maior.<\/p>\n<p><strong>As fontes da viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Existem, hoje em dia, origens bem claras de onde brota a viol\u00eancia contra as mulheres. As inumer\u00e1veis guerras de domina\u00e7\u00e3o, que assolam o Oriente M\u00e9dio, s\u00e3o um claro celeiro de viol\u00eancia para elas. A viola\u00e7\u00e3o tornou-se uma arma para desmoralizar o inimigo, e \u00e9 praticada indiscriminadamente, inclusive pelos soldados da pr\u00f3pria ONU. Entre as vit\u00edmas dos bombardeios e saques das cidades, as mulheres s\u00e3o duplamente alcan\u00e7adas. Se conseguem sobreviver \u00e0s bombas, n\u00e3o escapam da f\u00faria sexual dos soldados. Em algumas regi\u00f5es, as mulheres conseguiram enfrentar esta situa\u00e7\u00e3o, como as mulheres curdas, que formaram brigadas militares. Mas a grande maioria das mulheres est\u00e1 indefesa e precisa tamb\u00e9m armar-se de fuzis e metralhadoras para poder defender-se.<\/p>\n<p>Outra fonte de viol\u00eancia machista \u00e9 a extrema mis\u00e9ria, a \u00fanica coisa que oferece o sistema capitalista, a povos inteiros na \u00c1frica, na \u00cdndia, \u00c1sia e Am\u00e9rica Latina. A falta de empregos dignos, de sa\u00fade, a falta de perspectiva de uma vida melhor, as condena\u00e7\u00f5es di\u00e1rias e o atraso cultural fortalecem os preconceitos e exp\u00f5em aos mais indefesos \u2013 as mulheres, as crian\u00e7as, os jovens e os idosos \u2013 \u00e0 brutalidade di\u00e1ria.<\/p>\n<p>A igreja cat\u00f3lica e as demais religi\u00f5es t\u00eam sido outra fonte de viol\u00eancia contra as mulheres. Alegremente, o Papa condena o aborto, como se isso n\u00e3o tivesse consequ\u00eancia alguma. Toda pessoa tem direito de acreditar em um preceito religioso, mas somente e t\u00e3o somente enquanto esse preceito n\u00e3o produza milhares de vit\u00edmas, como ocorre com a proibi\u00e7\u00e3o do aborto. Ao Vaticano n\u00e3o interessa o direito das mulheres de decidir sobre o seu pr\u00f3prio corpo e sua maternidade, n\u00e3o lhe interessa que na atualidade, segundo a OMS, dos 210 milh\u00f5es de gesta\u00e7\u00f5es anuais, 80 milh\u00f5es s\u00e3o n\u00e3o desejadas, t\u00e3o pouco que na Am\u00e9rica Latina s\u00e3o registados 3.700.000 abortos inseguros e que deles, 17% termina em morte para milhares de jovens. N\u00e3o lhe importa que as mulheres violadas tenham que ter filhos, fruto da viol\u00eancia, que milhares de jovens se vejam obrigadas, por causa dos conceitos morais, a ter filhos n\u00e3o desejados, s\u00e3o elas que terminam pagando as consequ\u00eancias da barb\u00e1rie capitalista.<\/p>\n<p>As outras religi\u00f5es s\u00e3o iguais. No juda\u00edsmo, os homens agradecem a deus todas as manh\u00e3s por n\u00e3o terem nascido mulheres, e tratam-as como escravas e seres t\u00e3o impuros que nem sequer podem tocar a Tor\u00e1, o livro sagrado dos judeus, para n\u00e3o contamin\u00e1-lo. No islamismo, as mulheres s\u00e3o vistas como \u201ctentadoras\u201d, pecaminosas e objetos sexuais.<\/p>\n<p>Na realidade, todas essas fontes de viol\u00eancia t\u00eam, em \u00faltima inst\u00e2ncia, uma causa material: a necessidade de manter as mulheres encarceradas no lar para cuidar das tarefas dom\u00e9sticas, da reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho e da gera\u00e7\u00e3o de novos seres humanos, al\u00e9m de mant\u00ea-las como parte do ex\u00e9rcito industrial de reserva na qualidade de m\u00e3o de obra barata para a ind\u00fastria, o com\u00e9rcio e os servi\u00e7os, aumentando o lucro dos capitalistas.<\/p>\n<p><strong>Lutar \u00e9 necess\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Neste 25 de Novembro, no mundo inteiro, as mulheres t\u00eam que sair para as ruas para gritar que n\u00e3o suportam mais esta situa\u00e7\u00e3o. Que n\u00e3o suportam mais a viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica que sofrem todos os dias, e t\u00e3o pouco suportam mais os discursos humanistas da ONU, da igreja e dos governos. Hoje, essa \u00e9 uma luta de vida ou morte para as mulheres, literalmente falando.<\/p>\n<p>Uma legisla\u00e7\u00e3o mais dura para eliminar a desigualdade entre homens e mulheres \u00e9 essencial em todos os pa\u00edses do mundo. Campanhas contra o machismo, o ass\u00e9dio sexual no transporte p\u00fablico e nos locais de trabalho e estudo, s\u00e3o cada vez mais fundamentais. Mas tudo isso \u00e9 um discurso vazio, condenado a ser repetido milh\u00f5es de vezes, por milh\u00f5es de vozes. Enquanto a ONU e os governos n\u00e3o colocarem as m\u00e3os nos bolsos e implementarem medidas concretas, como a cria\u00e7\u00e3o de casas-abrigo em todas as cidades e bairros, assist\u00eancia m\u00e9dica e psicol\u00f3gica para as mulheres agredidas, pris\u00e3o para os homens violentos, luzes nas ruas e pra\u00e7as, tudo isso n\u00e3o passa de demagogia.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que as mulheres pobres tamb\u00e9m tenham amplo acesso a justi\u00e7a, mesmo sendo uma justi\u00e7a burguesa. N\u00e3o apenas as mulheres ricas devem ter acesso a justi\u00e7a, mas todas as mulheres, com igualdade de condi\u00e7\u00f5es. A emancipa\u00e7\u00e3o da mulher \u00e9 concreta e n\u00e3o se pode consolidar com direitos abstratos. Os discursos e campanhas contra o machismo, contra o ass\u00e9dio sexual, s\u00e3o importantes mas apenas trazem resultados concretos se houver investimento de dinheiro por parte dos governos para garantir tudo isso e, sobretudo, para garantir a independ\u00eancia financeira das mulheres, com empregos e sal\u00e1rios dignos, igualdade salarial com os homens, diminui\u00e7\u00e3o das jornadas de trabalho para poder cuidar dos filhos, creches p\u00fablicas para deixar as crian\u00e7as; moradia digna e educa\u00e7\u00e3o de qualidade para colocar no lugar dos preconceitos e das supersti\u00e7\u00f5es religiosas, a intelig\u00eancia e a confian\u00e7a em suas pr\u00f3prias for\u00e7as para organizar-se e mudar o mundo.<\/p>\n<p>Neste 25 de Novembro, devemos lutar principalmente para erradicar as tr\u00eas grandes fontes de viol\u00eancia contra as mulheres: as guerras e os saques imperialistas, a mis\u00e9ria e a explora\u00e7\u00e3o humanas, e a imposi\u00e7\u00e3o religiosa do mito da inferioridade feminina. Como disse Marx, o grau de opress\u00e3o da mulher \u00e9 um ind\u00edcio do grau de atraso de uma sociedade. Neste sentido, o capitalismo e a sociedade burguesa na qual vivemos est\u00e3o mal. Mostram que n\u00e3o servem para a felicidade humana, porque s\u00e3o fontes permanentes e di\u00e1rias de viol\u00eancia e agress\u00f5es contra as mulheres, que representam hoje mais da metade de toda a esp\u00e9cie humana.<\/p>\n<p>Neste 25 de Novembro, uma vez mais, chamamos toda a classe trabalhadora mundial, com as mulheres \u00e0 frente, para mostrar a sua for\u00e7a e a mais s\u00f3lida uni\u00e3o contra esse veneno que divide a classe trabalhadora e nos debilita para lutar e erradicar a verdadeira causa dessa calamidade contra a humanidade: a explora\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p><strong>Dedicat\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>A LIT-QI e toda a sua milit\u00e2ncia mundial, dedicam este 25 de Novembro \u00e0s nossas camaradas Carolina Garz\u00f3n e Sandra Luc\u00eda Fernandes e seu filho de 10 anos Icau\u00e3. Carolina, militante do Partido Socialista dos Trabalhadores da Col\u00f4mbia (PST), dirigente estudantil que foi v\u00edtima de <strong>desaparecimento for\u00e7ado<\/strong> h\u00e1 mais de dois anos, na rep\u00fablica vizinha do Equador e de l\u00e1 ainda n\u00e3o sabemos qual foi a sua sorte, apesar da intensa campanha internacional sobre os governos da Col\u00f4mbia e Equador e suas institui\u00e7\u00f5es para que investiguem e encontrem os autores materiais e intelectuais de tal atrocidade. Que nos devolvam ela com vida! Sandra, militante do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado do Brasil (PSTU),  que foi v\u00edtima de viol\u00eancia machista, junto com seu filho, assassinados no m\u00eas de fevereiro de 2014, no Recife, pelas m\u00e3os de seu companheiro sentimental.<\/p>\n<p>A todas as mulheres v\u00edtimas da tr\u00e1fico de pessoas, de queimaduras com \u00e1cido, de maltrato f\u00edsico e psicol\u00f3gico, de abuso sexual, e a todas as mulheres trabalhadoras, objeto n\u00e3o apenas da viol\u00eancia machista, mas tamb\u00e9m, da viol\u00eancia capitalista.<\/p>\n<p>Exigimos da ONU e dos governos que investiguem os desaparecimentos for\u00e7ados, destrua os bandos de traficantes de pessoas e de prostitui\u00e7\u00e3o. Exijimos garantias para viver!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><span style=\"font-size: 10pt;\">21 de Novembro de 2014<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em><span style=\"font-size: 10pt;\"><br \/><\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\"><em>&nbsp;*Ilustra\u00e7\u00e3o da imagem da autoria de <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/latuffcartoons.wordpress.com\/\" rel=\"noopener\">Latuff<\/a><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declara\u00e7\u00e3o da Liga Internacional dos Trabalhadores (QI) A viol\u00eancia contra as mulheres cresce a cada dia no mundo inteiro. 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