{"id":1678,"date":"2014-08-23T01:21:32","date_gmt":"2014-08-23T00:21:32","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2014\/08\/23\/bes-o-buraco-dos-espirito-santo-45-a-face-politica\/"},"modified":"2014-08-23T01:21:32","modified_gmt":"2014-08-23T00:21:32","slug":"bes-o-buraco-dos-espirito-santo-45-a-face-politica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2014\/08\/23\/bes-o-buraco-dos-espirito-santo-45-a-face-politica\/","title":{"rendered":"BES, o Buraco dos Esp\u00edrito Santo (4\/5) &#8211; A face pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"clear: both;\"><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 15pt;\"><strong>A face pol\u00edtica do buraco BES\/GES<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Existe uma pergunta que subsiste: como \u00e9 que uma institui\u00e7\u00e3o como a fam\u00edlia Esp\u00edrito Santo, uma das mais importantes, se n\u00e3o a mais importante do presente Regime, que sobreviveu com uma import\u00e2ncia semelhante a todos os regimes dos \u00faltimos 140 anos, presente em 4 continentes, apelidada de \u201cdona disto tudo\u201d, perde o seu poder abruptamente, em apenas 3 meses?<\/span><\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">A complexidade da resposta envolve um conjunto de intervenientes.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"><strong>Primeiro<\/strong> a quest\u00e3o: qual tem sido o papel dos intervenientes externos? Atrav\u00e9s da <em>Troika<\/em>, o BCE tem exercido uma enorme press\u00e3o para que a banca europeia se dote de maiores n\u00edveis de capitais, press\u00e3o \u00e0 qual o BES n\u00e3o ficou alheio. Desde 2008, o BES refor\u00e7ou o seu capital em cerca de 3,4 mil milh\u00f5es \u20ac, for\u00e7ando as suas <em>holdings<\/em> a endividarem-se para ir tentando manter a posi\u00e7\u00e3o de controlo da fam\u00edlia Esp\u00edrito Santo, enfraquecendo o grupo de conjunto.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Esta constante press\u00e3o \u00e9 acompanhada de fortes restri\u00e7\u00f5es \u00e0 concess\u00e3o de cr\u00e9dito e de um prolongado escrut\u00ednio interno ao sector.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">O Banco de todos os regimes, habituado a negociar, pressionar e manobrar v\u00e1rios governos, encontra-se com um interlocutor cujo interesse \u00e9 defender os interesses da banca internacional, mais poderosa. Um interlocutor que, para salvar o Euro, pretende adensar o processo de depend\u00eancia dos pa\u00edses perif\u00e9ricos da Europa. Um interlocutor que, sob este projecto, n\u00e3o negoceia, imp\u00f5e.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"><strong>Segundo<\/strong>, no caso portugu\u00eas, o Governo de Passos Coelho, composto por uma s\u00e9rie de tecnocratas, sempre se pautou pela determina\u00e7\u00e3o em ir mais longe que a pr\u00f3pria <em>Troika<\/em>. O memorando assinado com o FMI, Comiss\u00e3o Europeia e BCE formaram a base do programa do Governo de Passos Coelho e, como tal, os interesses a\u00ed espelhados distanciaram banqueiros e governantes. A banca ficou agrilhoada pela crise, demasiado exposta \u00e0s d\u00edvidas p\u00fablicas e ao sector empresarial do Estado, factores que, conjugados com sucessivos refor\u00e7os de liquidez, fragilizaram os bancos nacionais. A sua capacidade financeira e, consequentemente, negocial sa\u00edram diminu\u00eddas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">O primeiro epis\u00f3dio foi registado logo em Agosto de 2011, quando o Governo de Passos Coelho contratou, por ajuste directo, o Banco de Investimento da Caixa e o Banco de Investimento americano Perella Weinberg para assessorar o Estado nas privatiza\u00e7\u00f5es da EDP, REN e Galp. Apesar de o BES, ap\u00f3s press\u00e3o sobre do Governo, ter conseguido v\u00e1rios contratos para assessorar o Estado noutras privatiza\u00e7\u00f5es, o epis\u00f3dio evidencia altera\u00e7\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Em meados de 2013, numa reuni\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Bancos, o Ministro das Finan\u00e7as, V\u00edtor Gaspar, tamb\u00e9m conhecido como \u201co quarto elemento da <em>Troika<\/em>\u201d, perante d\u00favidas levantadas por Ricardo Salgado quanto \u00e0 sustentabilidade da d\u00edvida p\u00fablica portuguesa, retribui duramente: \u201cSe eu fizesse declara\u00e7\u00f5es sobre a d\u00edvida do BES tinha muito a dizer.\u201d \u00c9 a maior reprimenda ao banqueiro de que h\u00e1 mem\u00f3ria, se \u00e9 que existiu outra.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Para al\u00e9m de denunciar, j\u00e1 na altura, o que se viria a desenrolar, esta \u00e9 apenas a demonstra\u00e7\u00e3o de que V\u00edtor Gaspar, com uma vida profissional intimamente ligada \u00e0s mais altas institui\u00e7\u00f5es europeias, \u00e9 uma das faces dos grandes interesses europeus. E esses interesses ditam que a estabilidade do centro financeiro internacional ser\u00e1 feita \u00e0 custa de um abrupto processo de aprofundamento da depend\u00eancia da periferia. N\u00e3o haver\u00e1 espa\u00e7o \u00e0 defesa de interesses perif\u00e9ricos. Na sequ\u00eancia deste epis\u00f3dio, Ricardo Salgado chega mesmo a desculpar-se ao Ministro.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Mas V\u00edtor Gaspar n\u00e3o seria o \u00fanico elemento do Governo altamente alinhado com os planos da <em>Troika<\/em>. Ap\u00f3s a demiss\u00e3o de V\u00edtor Gaspar, em Julho de 2013, como forma de assegurar a continuidade do trabalho desenvolvido, \u00e9 nomeada para o seu lugar o seu bra\u00e7o direito, a ent\u00e3o Secret\u00e1ria de Estado do Tesouro, Maria Lu\u00eds Albuquerque.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Em meados de 2013, os dois, Gaspar e Albuquerque, protagonizaram o epis\u00f3dio dos \u201ccontratos <em>swap<\/em>\u201d, evidenciando a sua proximidade \u00e0 alta finan\u00e7a internacional em detrimento das empresas p\u00fablicas. A dupla ter\u00e1 tido conhecimento, desde o in\u00edcio do seu mandato, das perdas potenciais acumuladas para o Estado com este tipo de contratos, sem nada ter feito, acumulando perdas potenciais calculadas em 3 mil milh\u00f5es \u20ac. Entre os bancos que beneficiaram e beneficiam com a venda de tais contratos encontramos o <em>Merril Lynch<\/em>, <em>JP Morgan<\/em>, <em>Goldman Sachs<\/em>, <em>Credit Suisse<\/em>, <em>Deutsche Bank<\/em>, <em>Santander<\/em>, <em>Barclays<\/em>, <em>ABN Amro<\/em> ou o <em>BNP Paribas<\/em>.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">V\u00edtor Gaspar seria apenas a cara mais vis\u00edvel do interesse da grande finan\u00e7a. \u00c1lvaro Santos Pereira, por seu turno, no Minist\u00e9rio da Economia e do Emprego, sob o mote de &#8220;fazer tudo para continuar a diminuir a despesa do Estado&#8221;, acompanhou parte do escrut\u00ednio das contas p\u00fablicas que colocou a nu os neg\u00f3cios por detr\u00e1s das parcerias p\u00fablico-privadas (PPP). Os encargos do Estado com as PPP foram considerados excessivos pelos credores externos e, como tal, acabaram por ser renegociados impondo uma redu\u00e7\u00e3o substancial dos lucros garantidos \u00e0s concession\u00e1rias e aos financiadores \u2013 a banca nacional.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Quanto ao BES, este foi, desde a d\u00e9cada de 1990, um dos principais bancos intervenientes nos aliciantes neg\u00f3cios das PPP: enormes somas de investimento p\u00fablico, financiadas pela banca, com risco praticamente nulo. Al\u00e9m do financiamento a projectos de grande envergadura, o BES foi estruturando o seu posicionamento no sector das PPP tamb\u00e9m como construtor (atrav\u00e9s da <em>Opway<\/em>) e gestor de infra-estruturas atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias concession\u00e1rias. Tendo o BES uma interven\u00e7\u00e3o t\u00e3o activa nos neg\u00f3cios com o Estado, o impacto da renegocia\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios contratos ter\u00e1 sido igualmente consider\u00e1vel.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Em Julho de 2013, aquando da sa\u00edda de V\u00edtor Gaspar, \u00c1lvaro (como gostava de ser tratado), por seu lado, encontra-se num minist\u00e9rio vazio, cujas compet\u00eancias tinham vindo a ser distribu\u00eddas por outras pastas. Acaba tamb\u00e9m por sair nas altera\u00e7\u00f5es governativas desse ver\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Em Fevereiro de 2012, a renegocia\u00e7\u00e3o das PPP, os processos das privatiza\u00e7\u00f5es, a reestrutura\u00e7\u00e3o do sector empresarial do Estado e a situa\u00e7\u00e3o da banca eram pastas que tinham j\u00e1 sido retiradas das compet\u00eancias do Minist\u00e9rio da Economia e do Emprego e \u201cprivatizadas\u201d, por Passos Coelho, a uma empresa do falecido Ant\u00f3nio Borges. Este era um elemento que tinha a <em>Troika<\/em> no sangue: foi vice-presidente do banco americano <em>Goldman Sachs<\/em>, consultor do Departamento do Tesouro dos EUA, colaborou com a UE na cria\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Econ\u00f3mica e Monet\u00e1ria e foi Director do Departamento Europeu do FMI. Perante este curr\u00edculo, realmente, n\u00e3o se distingue onde come\u00e7a o homem e onde acaba a <em>Troika<\/em>.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">O Secret\u00e1rio de Estado Adjunto de Passos Coelho, que negociou (ou melhor, que aceitou sem disson\u00e2ncia) o programa da <em>Troika<\/em> foi Carlos Moedas. Para este, cumprir o memorando da <em>Troika<\/em> foi \u201cexecutar pol\u00edticas necess\u00e1rias a bem dos portugueses\u201d (palavras do pr\u00f3prio no site do Governo). Tamb\u00e9m Carlos Moedas passou pela alta finan\u00e7a, nomeadamente, o banco americano <em>Goldman Sachs<\/em> e o alem\u00e3o <em>Deutsche Bank<\/em>.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Jo\u00e3o Moreira Rato, o homem escolhido por V\u00edtor Gaspar para dirigir os destinos da emiss\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica portuguesa como presidente do IGCP e o agora Administrador Financeiro do Novo Banco (activos bons do BES), fez tamb\u00e9m passagem pelo falido banco americano <em>Lehman Brothers<\/em>, pela financeira americana <em>Morgan Stanley<\/em> e pelo j\u00e1 repetido <em>Goldman Sachs<\/em>.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Jos\u00e9 Lu\u00eds Arnaut, alto quadro do PSD, que esteve profundamente envolvido, e em simult\u00e2neo, tanto do lado do governo, como do lado das empresas interessadas nas privatiza\u00e7\u00f5es da REN, ANA, TAP e CTT, envolveu-se ainda nas negocia\u00e7\u00f5es dos <em>swaps<\/em>, representando a alta finan\u00e7a, e nas reestrutura\u00e7\u00f5es do BCP e Banif. Embora n\u00e3o tenha ocupado nenhum cargo oficial no Governo de Passos Coelho, Arnaut foi uma sombra de tal envergadura, para os interesses da finan\u00e7a internacional, que acabou recentemente contratado para o Conselho Consultivo Internacional do <em>Goldman Sachs<\/em>. Sob a sua responsabilidade ter\u00e1, entre outros, o mercado do sul da Europa e ainda Angola e Mo\u00e7ambique. Este conselho serve sobretudo para abrir portas a futuros neg\u00f3cios do banco americano.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Temos ent\u00e3o um Governo com uma equipa nas finan\u00e7as e economia, minist\u00e9rios com que a banca mais se relaciona, altamente ligada e assessorada pelos interesses da alta finan\u00e7a mundial e da <em>Troika<\/em>. Para termos uma no\u00e7\u00e3o o banco <em>Goldam Sachs<\/em> \u00e9 conhecido por colocar ex-funcion\u00e1rios nos lugares de topo que decidem o rumo da economia global &#8211; de tal forma que os concorrentes lhe d\u00e3o a alcunha de <em>Government Sachs<\/em>.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">O BES que durante os 40 anos de democracia teve 25 dos seus quadros nos v\u00e1rios governos, v\u00ea assim os interesses da finan\u00e7a mundial intrometerem-se entre si e o governo portugu\u00eas. O pr\u00f3prio BES assiste, no seu \u00faltimo aumento de capital, \u00e0 sua invas\u00e3o por fundos de investimento americanos, altamente especulativos, atrav\u00e9s do aumento das suas participa\u00e7\u00f5es que passaram a totalizar cerca de 16% do banco. S\u00e3o eles o <em>Silchester<\/em>, <em>Capital Research<\/em>, <em>BlackRock<\/em> e <em>Baupost<\/em>.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 15pt;\"><strong>Fim dos privil\u00e9gios para pol\u00edticos e banqueiros, a casta rasca!<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 11pt;\"><em>Nota: Na quinta e \u00faltima parte ser\u00e3o explorados os terceiros e quartos intervenientes que contribu\u00edram para a abrupta perda de poder pela fam\u00edlia Esp\u00edrito Santo e uma breve nota sobre o futuro do pa\u00eds.<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p><em><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Jos\u00e9 Aleixo<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=905;bes-o-buraco-dos-espirito-santo-parte-15&amp;catid=154&amp;Itemid=617\" rel=\"noopener\">Parte 1: BES, o Buraco dos Esp\u00edrito Santo<\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=906;bes-o-buraco-dos-espirito-santo-25-prisao-e-confisco-para-quem-roubou-o-bes&amp;catid=154;oroubodobes&amp;Itemid=617\" rel=\"noopener\">Parte 2: BES, o Buraco dos Esp\u00edrito Santo &#8211; Pris\u00e3o e confisco para quem roubou o BES! <\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=908;bes-o-buraco-dos-espirito-santo-35-impunidade-para-banqueiros-custo-para-a-populacao&amp;catid=154&amp;Itemid=617\" rel=\"noopener\">Parte 3: BES, o Buraco dos Esp\u00edrito Santo &#8211; Impunidade para os banqueiros, custo para a popula\u00e7\u00e3o! <\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=911;bes-o-buraco-dos-espirito-santo-55-a-face-politica-do-buraco-besges&amp;catid=154&amp;Itemid=617\" rel=\"noopener\">Parte 5: BES, o Buraco dos Esp\u00edrito Santo &#8211; A face pol\u00edtica do buraco BES\/GES<\/a><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Este \u00e9 um texto composto por 5 partes e esta \u00e9 a quarta, a \u00faltima ser\u00e1 publicada amanh\u00e3. \u00c9 um texto que pretende ajudar \u00e0 compreens\u00e3o geral da crise em que se encontra o Grupo Esp\u00edrito Santo, o mais poderoso grupo privado financeiro portugu\u00eas. Desde o seu enquadramento na crise internacional, passando pelo papel da Troika,pela fun\u00e7\u00e3o do Governo de Passos Coelho, pela influ\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es pessoais e terminando com as poss\u00edveis consequ\u00eancias para a economia, pol\u00edtica e e quotidiano da sociedade portuguesa.<\/em><\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A face pol\u00edtica do buraco BES\/GES Existe uma pergunta que subsiste: como \u00e9 que uma institui\u00e7\u00e3o como a fam\u00edlia Esp\u00edrito Santo, uma das mais importantes, se n\u00e3o a mais importante do presente Regime, que sobreviveu com uma import\u00e2ncia semelhante a todos os regimes dos \u00faltimos 140 anos, presente em 4 continentes, apelidada de \u201cdona disto tudo\u201d, perde o seu poder abruptamente, em apenas 3 meses?<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1677,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[80],"tags":[116,260,263,203,242,165,259,208,258,262,261,148,252,241,253,114,115,264,265,256,257,240,162,204,255,164,117,254],"class_list":["post-1678","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oroubodobes","tag-alternativa","tag-banif","tag-bens","tag-bes","tag-besi","tag-bpn","tag-bpp","tag-buraco","tag-cavaco","tag-confisco","tag-crime","tag-divida","tag-escom","tag-ges","tag-luxemburgo","tag-mas","tag-movimento","tag-offshores","tag-paraiso-fiscal","tag-passos-coelho","tag-paulo-portas","tag-prisao","tag-revolucionario","tag-ricardo-salgado","tag-ricciardi","tag-roubo","tag-socialista","tag-suica"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bes_ja_41.jpg?fit=700%2C380","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1678","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1678"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1678\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1677"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1678"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1678"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1678"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}