{"id":1668,"date":"2014-08-20T00:12:54","date_gmt":"2014-08-19T23:12:54","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2014\/08\/20\/bes-o-buraco-dos-espirito-santo-parte-15\/"},"modified":"2014-08-20T00:12:54","modified_gmt":"2014-08-19T23:12:54","slug":"bes-o-buraco-dos-espirito-santo-parte-15","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2014\/08\/20\/bes-o-buraco-dos-espirito-santo-parte-15\/","title":{"rendered":"BES, o Buraco dos Esp\u00edrito Santo (Parte 1\/5)"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"clear: both;\"><em><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A 4 de Agosto de 2014, o Banco Esp\u00edrito Santo (BES) deixou de o ser. O segundo semestre do ano termina com um preju\u00edzo de 3,6 mil milh\u00f5es \u20ac, valor nunca antes registado em Portugal. <\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p> <em> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"> <\/span><\/span> <\/em> <\/p>\n<p><em><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Mas vamos por partes.<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 15pt;\"><strong>A crise internacional<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Todos os acontecimentos que envolveram o GES, nos \u00faltimos meses, s\u00e3o enquadrados pela crise financeira e econ\u00f3mica mundial, iniciada em finais de 2007. Como sabemos, esta crise mundial precipitou massivas fal\u00eancias de empresas por todo o globo. O investimento recuou. O desemprego cresceu exponencialmente e o consumo foi afectado.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Atrav\u00e9s da diminui\u00e7\u00e3o das receitas provenientes dos impostos (sobre o consumo e rendimentos em decl\u00ednio) e do aumento das despesas (predominantemente, atrav\u00e9s da injec\u00e7\u00e3o de dinheiros p\u00fablicos em buracos e fraudes financeiras), as finan\u00e7as estatais s\u00e3o abaladas. Os d\u00e9fices dos Estados aumentam, alimentados por um galopante endividamento interno e externo (d\u00edvida p\u00fablica). Os Estados necessitam de um crescente volume de financiamento.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">A press\u00e3o dos mercados financeiros sobre as finan\u00e7as p\u00fablicas vai crescendo e os governos dos v\u00e1rios pa\u00edses fazem recair a factura da bebedeira financeira sobre as costas das suas popula\u00e7\u00f5es. Este \u00e9 o retrato desde finais de 2007.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Em Portugal, o Governo S\u00f3crates aplica 3 Planos de Estabilidade e Crescimento (PEC). A razia sobre o n\u00edvel de vida da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de tal ordem que o PEC 4 \u00e9 chumbado nas ruas com as gigantescas mobiliza\u00e7\u00f5es de 12 de Mar\u00e7o de 2011. A 23 de Mar\u00e7o de 2011, apenas 11 dias ap\u00f3s aquela mobiliza\u00e7\u00e3o, o Governo S\u00f3crates cai. Por esta altura, estava tamb\u00e9m perturbada a banca nacional, com um endividamento externo no limite e os seus balan\u00e7os repletos de t\u00edtulos de d\u00edvida p\u00fablica portuguesa (e n\u00e3o s\u00f3), fruto da especula\u00e7\u00e3o nestes mercados. A 8 de Abril de 2011, o demission\u00e1rio Governo S\u00f3crates formaliza o pedido de financiamento \u00e0 <em>Troika<\/em>. Este acontecimento \u00e9 o inaugurar de uma nova era no pa\u00eds.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Os banqueiros nacionais tentaram impossibilitar a incurs\u00e3o da <em>Troika<\/em> at\u00e9 que, para os salvar (aos bancos), a mesma se tornou \u201cinevit\u00e1vel\u201d. A <em>Troika<\/em> estabeleceu o seu conjunto de exig\u00eancias: (<strong><em>i<\/em><\/strong>) imp\u00f4s refor\u00e7os de capital ao sector financeiro portugu\u00eas, muitos deles feitos atrav\u00e9s de dinheiros p\u00fablicos; (<strong><em>ii<\/em><\/strong>) obrigou os bancos a baixarem os seus r\u00e1cios entre cr\u00e9dito e dep\u00f3sitos de um valor que rondava os 160% para um m\u00e1ximo de 120%; e (<strong><em>iii<\/em><\/strong>) sujeitou os 8 maiores grupos financeiros nacionais a auditorias, sob a sua orienta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Este conjunto de exig\u00eancias veio desafiar e enfraquecer a margem de manobra do poder financeiro na periferia da Europa, nomeadamente, em Portugal. Este \u00e9 o plano de fundo das interven\u00e7\u00f5es externas: para salvar os grandes grupos financeiros mundiais, h\u00e1 que alargar as suas fontes de riqueza atrav\u00e9s do aprofundamento do dom\u00ednio dos pa\u00edses perif\u00e9ricos face aos pa\u00edses mais centrais. Os banqueiros perif\u00e9ricos, habituados a determinar o rumo nacional dos acontecimentos, viram-se sob as ordens e o escrut\u00ednio de terceiros.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">A 21 de Junho de 2011, toma posse o Governo de Passos Coelho. Um governo altamente alinhado com o plano da <em>Troika<\/em>. Enquanto um gritava \u201cmata\u201d, o outro clamava \u201cesfola\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 15pt;\"><strong>O Grupo Esp\u00edrito Santo (GES) \u2013 N\u00e3o \u00e9 m\u00e1 gest\u00e3o, \u00e9 crime!<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">No contexto geral da crise internacional, os neg\u00f3cios do GES, um emaranhado composto por cerca de 400 empresas, que actua nos sectores financeiro, imobili\u00e1rio, constru\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, turismo, agricultura, energia, em 4 continentes diferentes, deixa de gerar a rentabilidade suficiente para financiar os investimentos anteriormente desenvolvidos. Os neg\u00f3cios passam ent\u00e3o a funcionar constantemente, desde 2008, atrav\u00e9s do recurso ao endividamento. Ou seja, para pagar as d\u00edvidas de hoje, \u00e9 pedido sucessivamente mais cr\u00e9dito que, por sua vez, ser\u00e1 \u201cpago\u201d amanh\u00e3.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">A d\u00edvida cresceu e adensou-se, at\u00e9 porque os lucros e, consequentemente, os dividendos do BES (que eram a principal receita do GES) ca\u00edram at\u00e9 deixarem de existir.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">O pr\u00f3prio Ricardo Salgado admite, em Maio de 2014, em entrevista ao Jornal de Neg\u00f3cios, que \u201ca crise bateu forte e bateu no Grupo [Esp\u00edrito Santo]\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">O endividamento \u00e9 de tal ordem que em Maio de 2014, a <em>holding<\/em> m\u00e3e do GES, a Esp\u00edrito Santo <em>International<\/em> (ESI), para al\u00e9m de se encontrar em fal\u00eancia t\u00e9cnica, tem ainda uma d\u00edvida de 1,2 mil milh\u00f5es \u20ac ocultada da sua contabilidade. Segundo o contabilista da <em>holding<\/em>, desde 2008 e sob a orienta\u00e7\u00e3o de Ricardo Salgado, as contas tinham vindo a ser falsificadas como forma de encobrir a situa\u00e7\u00e3o calamitosa do grupo.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">De acordo com a informa\u00e7\u00e3o tornada p\u00fablica, a situa\u00e7\u00e3o real da ESI cifrar\u00e1 uma d\u00edvida total que ronda os 7,3 mil milh\u00f5es \u20ac, superior ao activo em 2,5 mil milh\u00f5es \u20ac. Por outras palavras, se, no presente momento, o GES quisesse pagar toda a sua d\u00edvida, os seus activos n\u00e3o eram suficientes, faltando ainda 2,5 mil milh\u00f5es \u20ac. Abriu-se a caixa de Pandora.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Precisamente em Maio de 2014, disparando os seus \u00faltimos cartuxos, Ricardo Salgado ter\u00e1 tentado financiar o GES em 2,5 mil milh\u00f5es \u20ac, primeiro, atrav\u00e9s do Governo de Passos Coelho e depois atrav\u00e9s de altas figuras do regime angolano.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">A primeira alternativa envolvia o financiamento daquela verba, atrav\u00e9s da intermedia\u00e7\u00e3o do Estado portugu\u00eas, por meio da CGD e tamb\u00e9m do BCP (ambos sob interven\u00e7\u00e3o estatal). Ap\u00f3s um penoso resultado eleitoral europeu para os partidos do Governo e a quase um ano das pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es legislativas, Passos Coelho, na esperan\u00e7a de capitalizar ao m\u00e1ximo a crise do PS, n\u00e3o quis, no momento, agarrar a batata quente enquanto existissem m\u00e3os frias que pudessem adiar o problema. A segunda alternativa foi igualmente abortada. O Estado angolano, a bra\u00e7os com uma garantia banc\u00e1ria prestada ao BES Angola, no valor de 4,3 mil milh\u00f5es \u20ac (l\u00e1 iremos mais \u00e0 frente), deu igualmente uma resposta negativa.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Hoje pode dizer-se que Ricardo Salgado e o GES estavam j\u00e1 completamente submersos e lan\u00e7avam bra\u00e7os \u00e0s \u00faltimas botijas de oxig\u00e9nio.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Perante as irregularidades contabil\u00edsticas detectadas no GES, a Procuradoria do Luxemburgo abriu inqu\u00e9ritos a tr\u00eas empresas do grupo, sediadas naquele pa\u00eds, nomeadamente, \u00e0 Esp\u00edrito Santo <em>Control<\/em> (ES <em>Control<\/em>), \u00e0 ESI e \u00e0 Esp\u00edrito Santo <em>Financial Group<\/em>. O GES acaba mesmo por pedir, aos tribunais luxemburgueses, a gest\u00e3o controlada destas empresas como forma de estabelecer negocia\u00e7\u00f5es com os seus credores.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">O endividamento do GES foi de tal magnitude que atingiu um ponto sem retorno. Para pagar a d\u00edvida existente, n\u00e3o existindo crescimento da actividade do grupo, este recorreu ao cr\u00e9dito sucessivamente. Para al\u00e9m da falsifica\u00e7\u00e3o de contas e sem mais por onde se financiar, foi criado, no GES, um \u201csistema de financiamento fraudulento\u201d. Foram estas as palavras do Governador do Bando de Portugal (BdP). Depois de esgotados todos os parceiros que estariam em condi\u00e7\u00f5es de financiar o grupo, este come\u00e7ou a faz\u00ea-lo atrav\u00e9s dos clientes do BES, primeiro atrav\u00e9s de fundos de investimento por si geridos e depois atrav\u00e9s de papel comercial. O BES chegou a emprestar, directamente, 1,5 mil milh\u00f5es \u20ac ao GES.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Para al\u00e9m do BES, 2 mil milh\u00f5es ter\u00e3o sido emprestados por institucionais, entre os quais est\u00e3o a PT com 900 milh\u00f5es \u20ac e a petrol\u00edfera do Estado venezuelano com 800 milh\u00f5es \u20ac. V\u00e1rias seguradoras do GES ter\u00e3o emprestado cerca de 230 milh\u00f5es \u20ac, e 900 milh\u00f5es \u20ac ter\u00e3o sido emprestados por pequenos investidores, tais como clientes do BES e clientes da gestora de fortunas su\u00ed\u00e7a, a <em>Banque Priv\u00e9e<\/em> Esp\u00edrito Santo. Estes valores deixam antever os milhares de particulares, pequenas e m\u00e9dias empresas que ter\u00e3o emprestado as suas poupan\u00e7as ao GES, atrav\u00e9s da compra de papel comercial. \u00c9 caso para dizer que o cancro foi alastrando e contaminando tudo por onde passou.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Em in\u00edcios de Julho de 2014, os receios em torno da solidez financeira do GES ganham corpo ao ter-se conhecimento p\u00fablico de que a su\u00ed\u00e7a <em>Banque Priv\u00e9e<\/em> Esp\u00edrito Santo est\u00e1 em incumprimento quanto ao reembolso de alguns clientes que tinham aplica\u00e7\u00f5es em d\u00edvida da ESI. Esta gestora de fortunas su\u00ed\u00e7a acaba mesmo por vender, de seguida, parte do seu neg\u00f3cio ao banco su\u00ed\u00e7o CBH como forma de pagar as aplica\u00e7\u00f5es dos seus clientes.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">Como se n\u00e3o bastasse, o m\u00eas de Julho termina com a ESI a falhar o pagamento dos 900 milh\u00f5es \u20ac emprestados pela PT. Este acontecimento teve e ter\u00e1 consequ\u00eancias catastr\u00f3ficas para a fus\u00e3o que a PT estava a preparar com a brasileira Oi.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">O m\u00eas de Julho termina com os bancos Esp\u00edrito Santo nos EUA, L\u00edbia, Panam\u00e1 e Venezuela a serem alvo de investiga\u00e7\u00f5es. \u00c9 mais que certo que tamb\u00e9m estes bancos serviram para financiar a d\u00edvida do GES.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<div><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\">O que aconteceu no GES? Um brutal endividamento do grupo, que tinha vindo a ser escondido das suas contas e que desembocou na sua fal\u00eancia. A fal\u00eancia do grupo arrastou-se no tempo, agravando a sua situa\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de um financiamento fraudulento proveniente dos bancos e seus clientes pertencentes ao GES.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia,palatino;\"><span style=\"font-size: 13pt;\"><strong>\u00c9 urgente uma auditoria independente ao Grupo Esp\u00edrito Santo!<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><em><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Jos\u00e9 Aleixo<br \/><\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=906;bes-o-buraco-dos-espirito-santo-25-prisao-e-confisco-para-quem-roubou-o-bes&amp;catid=154;oroubodobes&amp;Itemid=617\" rel=\"noopener\">Parte 2: BES, o Buraco dos Esp\u00edrito Santo &#8211; Pris\u00e3o e confisco para quem roubou o BES! <\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=908;bes-o-buraco-dos-espirito-santo-35-impunidade-para-banqueiros-custo-para-a-populacao&amp;catid=154&amp;Itemid=617\" rel=\"noopener\">Parte 3: BES, o Buraco dos Esp\u00edrito Santo &#8211; Impunidade para os banqueiros, custo para a popula\u00e7\u00e3o! <\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=910;bes-o-buraco-dos-espirito-santo-45-a-face-politica&amp;catid=154&amp;Itemid=617\" rel=\"noopener\">Parte 4: BES, o Buraco dos Esp\u00edrito Santo &#8211; A face pol\u00edtica <\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=911;bes-o-buraco-dos-espirito-santo-55-a-face-politica-do-buraco-besges&amp;catid=154&amp;Itemid=617\" rel=\"noopener\">Parte 5: BES, o Buraco dos Esp\u00edrito Santo &#8211; A face pol\u00edtica do buraco BES\/GES<\/a><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Este \u00e9 um texto composto por 5 partes e esta \u00e9 a primeira, as pr\u00f3ximas ser\u00e3o publicadas nos pr\u00f3ximos dias. \u00c9 um texto que pretende ajudar \u00e0 compreens\u00e3o geral da crise em que se encontra o Grupo Esp\u00edrito Santo, o mais poderoso grupo privado financeiro portugu\u00eas. Desde o seu enquadramento na crise internacional, passando pelo papel da Troika,pela fun\u00e7\u00e3o do Governo de Passos Coelho, pela influ\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es pessoais e terminando com as poss\u00edveis consequ\u00eancias para a economia, pol\u00edtica e e quotidiano da sociedade portuguesa.<\/em><\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 4 de Agosto de 2014, o Banco Esp\u00edrito Santo (BES) deixou de o ser. O segundo semestre do ano termina com um preju\u00edzo de 3,6 mil milh\u00f5es \u20ac, valor nunca antes registado em Portugal. Mas vamos por partes.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1667,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[80],"tags":[116,260,263,203,242,165,259,208,258,262,261,148,252,241,253,114,115,264,265,256,257,240,162,204,255,164,117,254],"class_list":["post-1668","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oroubodobes","tag-alternativa","tag-banif","tag-bens","tag-bes","tag-besi","tag-bpn","tag-bpp","tag-buraco","tag-cavaco","tag-confisco","tag-crime","tag-divida","tag-escom","tag-ges","tag-luxemburgo","tag-mas","tag-movimento","tag-offshores","tag-paraiso-fiscal","tag-passos-coelho","tag-paulo-portas","tag-prisao","tag-revolucionario","tag-ricardo-salgado","tag-ricciardi","tag-roubo","tag-socialista","tag-suica"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bes_ja_1.jpg?fit=700%2C417","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1668","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1668"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1668\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1667"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}