{"id":1660,"date":"2014-07-30T11:58:07","date_gmt":"2014-07-30T10:58:07","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2014\/07\/30\/parar-imediatamente-os-sangrentos-ataques-de-israel-contra-o-povo-palestiniano\/"},"modified":"2014-07-30T11:58:07","modified_gmt":"2014-07-30T10:58:07","slug":"parar-imediatamente-os-sangrentos-ataques-de-israel-contra-o-povo-palestiniano","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2014\/07\/30\/parar-imediatamente-os-sangrentos-ataques-de-israel-contra-o-povo-palestiniano\/","title":{"rendered":"Parar imediatamente os sangrentos ataques de Israel contra o povo palestiniano!"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em><span style=\"font-size: 10pt;\">Declara\u00e7\u00e3o da Liga Internacional dos Trabalhadores.<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p>Israel continua a lan\u00e7ar ferozes ataques contra a Faixa de Gaza, atrav\u00e9s de intensos e cont\u00ednuos bombardeamentos e de uma genocida invas\u00e3o terrestre.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Israel mente ao afirmar que os bombardeamentos visam apenas \u201calvos militares\u201d. Os ataques j\u00e1 causaram mais de 1000 mortos \u2014a maioria civis\u2014, incluindo muitos idosos, mulheres e crian\u00e7as. Como prova desta realidade, um dos alvos atingidos pela avia\u00e7\u00e3o israealita foi um bar, onde os moradores palestinianos assistiam pela TV \u00e0 partida entre Argentina e Holanda, da meia-final do Campeonato do Mundo de Futebol.<\/p>\n<p>Os meios de comunica\u00e7\u00e3o ocidentais e pr\u00f3-imperialistas tentam retratar os acontecimentos como o resultado de um conflito entre dois povos de religi\u00f5es distintas (palestinianos e judeus) que \u201cn\u00e3o reconhecem um ao outro\u201d e que, portanto, \u201cn\u00e3o podem viver em paz\u201d. Mas a realidade desmonta essa vers\u00e3o e as imagens e informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis provam com absoluta clareza que o verdadeiro agressor \u00e9 o Estado sionista e as suas for\u00e7as militares, armadas at\u00e9 os dentes, contra um povo que, em compara\u00e7\u00e3o, est\u00e1 praticamente desarmado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Uma longa hist\u00f3ria de usurpa\u00e7\u00e3o e agress\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Para entender a atual \u201cquest\u00e3o palestiniana\u201d \u00e9 necess\u00e1rio compreender como foi criado o Estado de Israel, em 1948, e o que a sua cria\u00e7\u00e3o significou para o povo palestiniano. O sionismo, a corrente pol\u00edtico-ideol\u00f3gica que levou a cabo a cria\u00e7\u00e3o do moderno estado de Israel, justificou as suas a\u00e7\u00f5es com uma falsifica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica fundamental: em Israel encontraram-se \u201cum povo sem terra\u201d (o judeu) e \u201cuma terra sem povo\u201d (a Palestina). Com esta grande mentira foram justificados os crimes cru\u00e9is praticados pelo sionismo para \u201capagar\u201d o povo palestiniano da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Durante as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, num territ\u00f3rio de maioria \u00e1rabe absoluta, foram chegando os imigrantes judeus da Europa, num processo incentivado pelo imperialismo (primeiro pelo ingl\u00eas e, em seguida, pelo norte-americano). Ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), este processo acentuou-se. Os judeus europeus haviam acabado de ser v\u00edtimas de um genoc\u00eddio atroz pelos nazis e o mundo estava horrorizado com isso. Este sentimento justo foi usado pelo imperialismo e pelos sionistas em benef\u00edcio pr\u00f3prio: quem poderia se opor \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um Estado onde os judeus pudessem \u201cviver em paz\u201d e \u201ccurar as suas feridas\u201d?<\/p>\n<p>O controlo do Oriente M\u00e9dio, que concentra dois ter\u00e7os das reservas mundiais de petr\u00f3leo, tinha valor estrat\u00e9gico. Por isso, os EUA, al\u00e9m de se apoiar nas petro-monarquias aliadas (como a Ar\u00e1bia Saudita), necessitavam de uma \u201cbase pr\u00f3pria\u201d, um ponto de apoio s\u00f3lido para controlar a regi\u00e3o. Esse ponto de apoio seria o Estado de Israel.<\/p>\n<p>Apesar do aumento da imigra\u00e7\u00e3o de judeus, naquela \u00e9poca os \u00e1rabes continuavam sendo uma clara maioria no territ\u00f3rio: havia 1.300.000 \u00e1rabes palestinianos e 600 mil judeus. Mas a ONU concedeu a Israel 52% da superf\u00edcie, e aos palestinianos, 48%. Ou seja, desde seu nascimento Israel representou uma usurpa\u00e7\u00e3o e um roubo, porque os palestinianos precisavam ceder 52% de seu territ\u00f3rio a uma minoria que, al\u00e9m do mais, havia sido criada artificialmente. E os palestinianos eram maioria (950 mil) mesmo no territ\u00f3rio concedido a Israel.<\/p>\n<p>Restava, no entanto, um problema pendente: o que fazer com o povo palestiniano que vivia naquela terra? A \u201csolu\u00e7\u00e3o sionista\u201d foi o emprego do terror e a realiza\u00e7\u00e3o de uma \u201climpeza \u00e9tnica\u201d para expulsar os palestinianos das suas casas e terras. Organiza\u00e7\u00f5es sionistas armadas (como Ergun e Lehi) atacaram centenas de aldeias palestinianas, matando homens, mulheres e crian\u00e7as, como ocorreu na aldeia de Deir Yassin (perto de Jerusal\u00e9m). Seis meses de \u201climpeza \u00e9tnica\u201d (sob a benevol\u00eancia do imperialismo e do stalinismo) resultaram na sobreviv\u00eancia de apenas 138 mil palestinos em territ\u00f3rio israelita&#8230;<\/p>\n<p>Os palestinianos expulsos seguiram ent\u00e3o para o ex\u00edlio, para os pa\u00edses \u00e1rabes (especialmente Jord\u00e2nia, L\u00edbano e S\u00edria) ou para regi\u00f5es mais distantes, como os EUA e a Am\u00e9rica Latina. Dessa forma, este povo foi dividido em tr\u00eas setores: os que vivem dentro das fronteiras de Israel, aqueles que vivem em Gaza e na Cisjord\u00e2nia, e aqueles que foram para o ex\u00edlio. Assim nasceu a trag\u00e9dia (Nakba) deste povo, causada pela cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel. Assim nasceu, tamb\u00e9m, a luta para recuperar o seu territ\u00f3rio hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A falsa solu\u00e7\u00e3o de \u201cdois Estados\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Em outras palavras, o Estado de Israel foi criado em 1948 como um enclave militar imperialista no Oriente M\u00e9dio. De l\u00e1 para c\u00e1 a hist\u00f3ria de Israel tem sido a de agress\u00e3o e repress\u00e3o permanentes contra o povo palestiniano e contra todos os povos \u00e1rabes. \u00c9 tamb\u00e9m a hist\u00f3ria de uma expans\u00e3o cont\u00ednua sobre os territ\u00f3rios outorgados pela ONU aos palestinianos, reduzindo-os \u00e0 Faixa de Gaza e a uma Cisjord\u00e2nia perfurada e recortada como um \u201cqueijo sui\u00e7o\u201d pelo Muro da Vergonha, que a mant\u00e9m cercada e privada das melhores terras e fontes de \u00e1gua.<\/p>\n<p>O imperialismo norte-americano e a ONU afirmam que a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para os conflitos entre palestinianos e israelitas \u00e9 a de \u201cdois povos, dois Estados\u201d. Tamb\u00e9m nisto eles contam com o apoio do Papa Francisco. E essa proposta \u00e9 defendida tamb\u00e9m pela Al Fatah (que governa a Cisjord\u00e2nia), pela OLP (Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina) e por diversas outras organiza\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de grande parte da esquerda mundial.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Por que \u00e9 uma falsa solu\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, porque n\u00e3o passa de uma continuidade da resolu\u00e7\u00e3o da ONU de 1947. Na melhor das hip\u00f3teses, apenas voltaria a sancionar e legalizar internacionalmente o roubo e a usurpa\u00e7\u00e3o contidos na cria\u00e7\u00e3o de Israel, mesmo se essa \u201csolu\u00e7\u00e3o\u201d fosse adotada com base nas fronteiras anteriores \u00e0 guerra de 1967.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-1659\" style=\"margin: 5px 10px 10px 5px; float: left;\" alt=\"mapa_palestina_israel\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alternativa.mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapa_palestina_israel.png?resize=396%2C257\" height=\"257\" width=\"396\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapa_palestina_israel.png?w=396 396w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mapa_palestina_israel.png?resize=300%2C195 300w\" sizes=\"(max-width: 396px) 100vw, 396px\" \/>Em segundo lugar, o povo palestiniano seria definitivamente dividido em tr\u00eas setores. O primeiro deles, formado por um milh\u00e3o e meio de palestinianos que vivem dentro de Israel, seria condenado cada vez mais a suportar, isolados, os ataques dos governos israelitas, que querem apagar a sua mem\u00f3ria e hist\u00f3ria, expuls\u00e1-los, ou deix\u00e1-los em condi\u00e7\u00f5es insustent\u00e1veis, como aqueles que vivem hoje em Jerusal\u00e9m Oriental. J\u00e1 os tr\u00eas milh\u00f5es e meio de habitantes palestinianos de Gaza e da Cisjord\u00e2nia, os moradores do futuro mini-Estado \u201cindependente\u201d, seriam obrigados a viver num pa\u00eds fragmentado, sem qualquer possibilidade de autonomia econ\u00f3mica, sem for\u00e7as armadas e com suas fronteiras patrulhadas por tropas da NATO. Por fim, os cinco milh\u00f5es que vivem fora da Palestina veriam o seu direito de regresso definitivamente liquidado.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, esse mini-Estado palestino deveria coexistir com o monstro militar sionista ao seu lado e a sua permanente necessidade de agress\u00f5es para autojustificar sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Por uma Palestina \u00danica, Laica, Democr\u00e1tica e N\u00e3o-Racista<\/strong><\/p>\n<p>Portanto, ao contr\u00e1rio da proposta de \u201cdois estados\u201d, a \u00fanica sslu\u00e7\u00e3o verdadeira para o problema \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de uma Palestina \u00fanica, laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o-racista em todo o seu territ\u00f3rio hist\u00f3rico, consigna central do programa de funda\u00e7\u00e3o da OLP, na d\u00e9cada de 1960.<\/p>\n<p>Uma Palestina sem muros ou campos de concentra\u00e7\u00e3o, para a qual possam retornar os milh\u00f5es de refugiados expulsos de sua terra e recuperar os plenos direitos dos milh\u00f5es que permaneceram e que hoje s\u00e3o oprimidos. Um pa\u00eds em que, por sua vez, possam permanecer todos os judeus que estejam dispostos a conviver em paz e com igualdade.<\/p>\n<p>Mas essa proposta n\u00e3o poder\u00e1 ser concretizada, e tampouco haver\u00e1 paz na Palestina, enquanto o Estado de Israel n\u00e3o for definitivamente derrotado e destru\u00eddo. Ou seja, enquanto o cancro imperialista que corr\u00f3i a regi\u00e3o n\u00e3o for extripado de modo definitivo.<\/p>\n<p>Chamamos os trabalhadores e o povo judeu a se juntar \u00e0 luta contra o estado racista e policial de Israel. No entanto, devemos estar cientes de que, pela natureza da popula\u00e7\u00e3o judaica-israelita, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que apenas uma pequena minoria aceite esta proposta, enquanto que a grande maioria deles vai defender com unhas e dentes \u201co seu estado\u201d e os \u201cseus privil\u00e9gios\u201d e, por isso, deveremos estar preparados para lutar contra eles at\u00e9 o final.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>As verdadeiras raz\u00f5es dos ataques actuais<\/strong><\/p>\n<p>A desculpa utilizada pelo governo de Israel para lan\u00e7ar o seu novo ataque foi o sequestro e assassinato de tr\u00eas jovens israelitas, cujos corpos foram encontrados na Cisjord\u00e2nia, alguns dias atr\u00e1s. At\u00e9 agora, nenhuma organiza\u00e7\u00e3o palestina reivindicou a autoria do ataque e alguns analistas est\u00e3o considerando a possibilidade de se tratar de uma provoca\u00e7\u00e3o armada pelos pr\u00f3prios israelitas. No entanto, o governo israelita responsabilizou o Hamas pelas mortes.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o de fundo para a ofensiva \u00e9 outra. O imperialismo norte-americano (e tamb\u00e9m o europeu) est\u00e1 a pressionar os palestinianos pela abertura de negocia\u00e7\u00f5es em torno da proposta de \u201cdois Estados\u201d. Esse foi o prop\u00f3sito das viagens do Secret\u00e1rio de Estado dos EUA, John Kerry, e do Papa Francisco. O acordo entre as organiza\u00e7\u00f5es Al Fatah e Hamas (como veremos adiante) d\u00e1-se tamb\u00e9m nesta perspectiva.<\/p>\n<p>Por seu lado, Israel e o governo de Netanyahu n\u00e3o querem abrir essas negocia\u00e7\u00f5es, e muito menos querem que o Hamas se sente \u00e0 mesa. O ataque atual \u00e9, portanto, uma forma de \u201cbombardear\u201d qualquer possibilidade de negocia\u00e7\u00e3o imediata.<\/p>\n<p>O imperialismo tem uma pol\u00edtica t\u00e1tica diferente da aplicada por Israel, e esses ataques colocam essa pol\u00edtica em crise. Mas, ao mesmo tempo, os EUA e o imperialismo de conjunto n\u00e3o abandonam o seu aliado estrat\u00e9gico, defendendo o seu \u201cdireito de defesa\u201d e, novamente, sem qualquer san\u00e7\u00e3o contra os seus crimes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a sociedade israelita est\u00e1 passando por uma profunda crise e divis\u00e3o, que quebra o \u201cesp\u00edrito nacional judeu\u201d com o qual Israel foi constru\u00eddo. Especialmente porque uma parte dos fundadores do Estado sionista (imigrantes ashkenazim europeus e seus descendentes) \u201caburguesaram-se\u201d e j\u00e1 n\u00e3o parecem dispostos a dar a vida por Israel. Por isso, o ataque \u00e9 tamb\u00e9m uma tentativa de superar essa crise e restaurar o esp\u00edrito de \u201cunidade nacional\u201d, como sempre, atrav\u00e9s da guerra e da agress\u00e3o aos palestinianos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>As dire\u00e7\u00f5es palestinianas<\/strong><\/p>\n<p>Desde os Acordos de Oslo (1993), o Al Fatah e o conjunto da OLP capitularam ao imperialismo e a Israel ao reconhecer sua exist\u00eancia e renunciar \u00e0s suas pr\u00f3prias consignas de funda\u00e7\u00e3o. Transformaram-se, assim, em administradores dessa esp\u00e9cie de \u201cbantust\u00f5es\u201d (as falsas rep\u00fablicas negras criadas durante o apartheid, na \u00c1frica do Sul) que s\u00e3o os territ\u00f3rios da ANP (Autoridade Nacional Palestina), ao mesmo tempo em que, na qualidade de \u201cpol\u00edcias palestinianos\u201d, muitas vezes colaboraram com Israel na repress\u00e3o de seu pr\u00f3prio povo.<\/p>\n<p>O grupo isl\u00e2mico Hamas, por sua vez, que governa a Faixa de Gaza, nunca retirou de sua agenda a proposta de destruir Israel e reunificar a Palestina. Ele tamb\u00e9m \u00e9 constantemente atacado por Israel, que ainda o considera uma \u201corganiza\u00e7\u00e3o terrorista\u201d, atacando constantemente a Faixa de Gaza. No entanto, o governo do Hamas reprimiu todas as manifesta\u00e7\u00f5es da oposi\u00e7\u00e3o, mesmo as que lutam contra Israel, como fez com as manifesta\u00e7\u00f5es de solidariedade \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia em 2011.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o Hamas sempre buscou um acordo com o Al Fatah e com o governo de Mahmoud Abbas, aceitando que ele continue como presidente da ANP e que siga negociando acordos de seguran\u00e7a com Israel. Na pr\u00e1tica, isso significa tamb\u00e9m aceitar a pol\u00edtica de \u201cdois Estados\u201d. Esse \u00e9 o significado da reconcilia\u00e7\u00e3o recente, o que na pr\u00e1tica representa uma capitula\u00e7\u00e3o do Hamas.<\/p>\n<p>O acordo Al Fatah-Hamas seria, ent\u00e3o, uma forma de mostrar ao imperialismo que h\u00e1 uma dire\u00e7\u00e3o palestina (com uma \u201cfrente unida\u201d das principais organiza\u00e7\u00f5es) capazes de controlar o processo nos territ\u00f3rios palestinianos e governar o mini-Estado.<\/p>\n<p>Com sua pol\u00edtica, as dire\u00e7\u00f5es do Fatah e do Hamas expressam basicamente os interesses dos setores burgueses da Cisjord\u00e2nia e de Gaza, para quem a cria\u00e7\u00e3o do mini-Estado palestiniano poderia trazer algum benef\u00edcio. Mas fazem isso ao custo de sacrificar os outros dois setores palestinianos. Principalmente os exilados, que, como vimos, perderiam qualquer chance de retorno.<\/p>\n<p>Para cumprir a tarefa hist\u00f3rica de recuperar o territ\u00f3rio palestiniano e a tarefa concebida na funda\u00e7\u00e3o da OLP ser\u00e1 necess\u00e1rio, ent\u00e3o, o surgimento de novas dire\u00e7\u00f5es, a partir da luta, formadas pelas gera\u00e7\u00f5es atuais de jovens (tanto nos territ\u00f3rios quanto no ex\u00edlio), que est\u00e3o cada vez mais distantes das velhas organiza\u00e7\u00f5es e que n\u00e3o \u201cbaixam as bandeiras\u201d hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Impulsionar uma grande campanha internacional para deter a nova agress\u00e3o israelita<\/strong><\/p>\n<p>Repudiamos esta nova agress\u00e3o do Estado sionista ao povo palestiniano e mais uma vez expressamos nossa solidariedade e apoio aos palestinianos. O isolamento internacional de Israel (o verdadeiro agressor) est\u00e1 aumentando.<\/p>\n<p>Em muitas cidades do mundo \u00e1rabe, na Europa e Am\u00e9rica est\u00e3o se desenvolvendo manifesta\u00e7\u00f5es de solidariedade aos palestinianos. \u00c9 preciso aumentar e redobrar essa campanha internacional, para for\u00e7ar Israel a suspender imediatamente esta nova ac\u00e7\u00e3o genocida.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio exigir ac\u00e7\u00f5es concretas por parte dos governos, como o rompimento das rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas e acordos comerciais de privil\u00e9gio (como tem o Mercosul) com Israel, no marco da campanha que o BDS (Boicote, Desinvestimento e San\u00e7\u00f5es) e outras organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o desenvolvendo.<\/p>\n<p>Isto \u00e9 especialmente importante no mundo \u00e1rabe. O presidente eg\u00edpcio Al Sisi disse que apoia a causa palestiniana. Devemos, ent\u00e3o, exigir dele que abra as fronteiras do Egito com Gaza, sem quaisquer condi\u00e7\u00f5es, e permita a passagem de armas para o Hamas e para que toda a popula\u00e7\u00e3o desse territ\u00f3rio se possa defender contra a agress\u00e3o.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o libanesa Hezbollah foi a \u00fanica que derrotou o ex\u00e9rcito de Israel militarmente, em 2006. Mas agora as suas for\u00e7as est\u00e3o na S\u00edria, defendendo o ditador Al Assad. Exijamos do Hezbollah que deixe a S\u00edria e coloque todo o seu poder e experi\u00eancia militar para lutar com os palestinianos contra Israel.<\/p>\n<p>O ditador s\u00edrio Al Assad tamb\u00e9m disse que apoia os palestinianos (e esse \u00e9 um dos motivos centrais pelo qual conta com o apoio de boa parte da esquerda, em todo o mundo). Mas hoje a fronteira entre seu pa\u00eds e o Estado sionista \u00e9 considerada uma das \u201cmais tranquilas\u201d pelos pr\u00f3prios israelitas. Que Assad deixe de atacar os \u201crebeldes\u201d s\u00edrios e os palestinianos do campo de Yarmouk e ajude os palestinianos em Gaza e na Cisjord\u00e2nia a parar o ataque de Israel!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Parar imediatamente a agress\u00e3o israelita!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Toda nossa solidariedade e apoio ao povo palestino!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por uma Palestina \u00danica, Laica, Democr\u00e1tica e N\u00e3o-racista!<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em><strong>Secretariado Internacional da <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.litci.org\/pt\" rel=\"noopener\">Liga Internacional dos Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional<\/a><br \/> S\u00e3o Paulo, 16 de julho de 2014<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declara\u00e7\u00e3o da Liga Internacional dos Trabalhadores. Israel continua a lan\u00e7ar ferozes ataques contra a Faixa de Gaza, atrav\u00e9s de intensos e cont\u00ednuos bombardeamentos e de uma genocida invas\u00e3o terrestre.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1658,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[26],"tags":[124,116,232,119,121,114,231,115,230,120,162,123,117],"class_list":["post-1660","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-palestina","tag-agressao","tag-alternativa","tag-cisjordania","tag-gaza","tag-israel","tag-mas","tag-massacre","tag-movimento","tag-muro","tag-palestina","tag-revolucionario","tag-sionismo","tag-socialista"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/massacre_gaza_2014.jpg?fit=450%2C259","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1660","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1660"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1660\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1658"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}