{"id":1425,"date":"2013-12-16T15:47:05","date_gmt":"2013-12-16T14:47:05","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2013\/12\/16\/professores-contratados-mostram-que-se-pode-vencer\/"},"modified":"2013-12-16T15:47:05","modified_gmt":"2013-12-16T14:47:05","slug":"professores-contratados-mostram-que-se-pode-vencer","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2013\/12\/16\/professores-contratados-mostram-que-se-pode-vencer\/","title":{"rendered":"Professores contratados mostram que se pode vencer"},"content":{"rendered":"\n<p>Os professores, particularmente os contratados, voltaram \u00e0 luta. Desta vez a troika e o governo voltam \u00e0 carga com o processo de correr do ensino ainda mais alguns milhares de professores, continuando assim a sua ofensiva contra a escola p\u00fablica e o ensino de qualidade.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Depois de, em Junho passado, a luta e greve \u00e0s avalia\u00e7\u00f5es terem impedido a concretiza\u00e7\u00e3o dos planos de Gaspar\/Passos\/Crato para despedir milhares de professores, o governo aplica agora a chamada \u201cprova de acesso\u201d \u00e0 carreira para assim introduzir mais um mecanismo para concretizar o que a troika continua a querer: abrir mais espa\u00e7o ao neg\u00f3cio do ensino privado.<\/p>\n<p>Mais uma vez os professores se indignaram e sa\u00edram \u00e0 luta, e tamb\u00e9m mais uma vez o fizeram com a\u00e7\u00f5es de rua e auto-organiza\u00e7\u00e3o por fora dos sindicatos. A convoca\u00e7\u00e3o de concentra\u00e7\u00f5es em Lisboa, Coimbra, Braga, Santar\u00e9m e \u00c9vora, dinamizadas por grupos de professores contratados, deu o pontap\u00e9 de sa\u00edda para a luta. As propostas de professores contratados para formar comiss\u00f5es de dinamiza\u00e7\u00e3o da luta e destas se coordenarem nacionalmente (Lisboa, Coimbra e Braga e que agora chegam a 17 cidades) deram continuidade \u00e0 luta e \u00e0 sua radicaliza\u00e7\u00e3o. Os sindicatos da FNE\/UGT e da FENPROF\/CGTP tiveram de entrar em cena.<\/p>\n<p>A FNE convocou concentra\u00e7\u00f5es em Lisboa e no Porto, nas quais os professores contratados, contra a vontade dos dirigentes sindicais, tomaram a palavra e o comando e transformaram-nas em manifesta\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas, dirigindo-se ao minist\u00e9rio da educa\u00e7\u00e3o em Lisboa e \u00e0 Avenida dos Aliados, no caso do Porto. Foram estas demonstra\u00e7\u00f5es de radicaliza\u00e7\u00e3o e for\u00e7a mobilizadora da luta, particularmente no caso da manifesta\u00e7\u00e3o de s\u00e1bado, dia 30 de Novembro, no Porto que mostraram ao governo e \u00e0 burocracia sindical o caminho que a luta estava a tomar, dirigida pela base e procurando organiza\u00e7\u00e3o por fora dos sindicatos tradicionais, dos sindicatos da concerta\u00e7\u00e3o ou do faz de conta.<\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o dos professores contratados no Porto foi exemplo de como uma a\u00e7\u00e3o mais firme e combativa junta e une. Os 500 professores que escutavam os dirigentes sindicais exigiram a palavra e mais a\u00e7\u00f5es. Apesar da recusa dos dirigentes sindicais, os professores tomaram a palavra e a a\u00e7\u00e3o e seguiram em manifesta\u00e7\u00e3o para o centro da cidade. De imediato se juntaram mais algumas centenas e professores que at\u00e9 esse momento s\u00f3 observavam o \u201ccom\u00edcio sindical\u201d. Foi esta for\u00e7a da base que multiplicou o n\u00famero de professores manifestantes, enchendo as ruas e atrapalhando o tr\u00e2nsito. O governo viu este \u201csinal de alarme\u201d e rapidamente concretizou um acordo com os sindicatos da FNE, lan\u00e7ando a divis\u00e3o ente os professores contratados e procurando desmobilizar a luta.<\/p>\n<p>Perante a luta o governo cedeu ao diminuir para mais de metade o universo dos professores que teriam de prestar \u201cprovas\u201d, de 45.000 passa a 13.500. Os professores come\u00e7aram a ganhar, tiveram uma meia-vit\u00f3ria apesar da trai\u00e7\u00e3o dos sindicatos da FNE que tudo fazem para impedir que a mobiliza\u00e7\u00e3o continue e que a vit\u00f3ria seja total. O atual movimento sindical, com dire\u00e7\u00f5es prisioneiras das estrat\u00e9gias \u201cconstitucionais\u201d ou dos partidos do arco governativo n\u00e3o levam os professores \u00e0 vit\u00f3ria, pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mais uma vez se torna claro a necessidade de fortalecer a constru\u00e7\u00e3o de dire\u00e7\u00f5es que respondam \u00e0s necessidades de vit\u00f3ria nas lutas, que respeitem o sentir da base e que implementem a democracia na luta. \u00c9 neste sentido que caminharam as comiss\u00f5es de luta dos professores contratados, um exemplo a repetir e consolidar para que futuramente venham a ter a for\u00e7a necess\u00e1ria para superar a inefic\u00e1cia das dire\u00e7\u00f5es sindicais da FENPROF, e  impedir o nefasto papel de trai\u00e7\u00e3o da burocracia sindical, no caso dos professores hoje capitaneada pela FNE\/UGT.<\/p>\n<p>O MAS  apoia o caminho da mobiliza\u00e7\u00e3o, da democracia nas lutas, da organiza\u00e7\u00e3o das comiss\u00f5es formadas pela base trabalhadora em luta, pois \u00e9 este o caminho para as lutas vencerem.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em><strong>Editorial do Jornal Ruptura n\u00ba133, Dezembro 2013<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os professores, particularmente os contratados, voltaram \u00e0 luta. 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