{"id":1149,"date":"2013-04-23T20:10:16","date_gmt":"2013-04-23T19:10:16","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2013\/04\/23\/construir-alternativa\/"},"modified":"2013-04-23T20:10:16","modified_gmt":"2013-04-23T19:10:16","slug":"construir-alternativa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2013\/04\/23\/construir-alternativa\/","title":{"rendered":"Construir alternativa"},"content":{"rendered":"<p><br style=\"clear: both;\" \/>De crise em crise, as pol\u00edticas da UE e dos seus governos lacaios,  como \u00e9 o caso de Passos Coelho\/Portas, continuam a querer destruir  o emprego e os direitos sociais para transformar Portugal e parte da  Europa em zona de trabalho pr\u00f3ximo da escravatura, com sal\u00e1rios  miser\u00e1veis, sem cuidados de sa\u00fade p\u00fablica, sem ensino p\u00fablico, sem  seguran\u00e7a social e com esmolas em vez de pens\u00f5es de reforma.      <!--more-->  <\/p>\n<p>A acompanhar a crise econ\u00f3mica est\u00e1 a crise do regime pol\u00edtico e  dos governos que imp\u00f5em a \u201causteridade\u201d para o povo enquanto os  poderes pol\u00edtico e econ\u00f3mico continuam a encher-se de lucros, a  viver no luxo e a distribuir privil\u00e9gios e benesses a todos os seus  pares.<\/p>\n<p>A degrada\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e social que afeta os trabalhadores e o povo est\u00e1 a sufocar o pa\u00eds. Mais de um milh\u00e3o de desempregados, tr\u00eas milh\u00f5es de pobres, sal\u00e1rios e pens\u00f5es cortados, meses  de sal\u00e1rios e subs\u00eddios roubados, senten\u00e7as de morte para doentes e  idosos privados do SNS devido aos cortes no or\u00e7amento, regi\u00f5es do  interior abandonadas e milhares de pequenas empresas a encerrar s\u00e3o  a atual realidade do Portugal submetido \u00e0 pol\u00edtica da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>O povo e os trabalhadores j\u00e1 contestam de forma generalizada a  atual pol\u00edtica. As imensas manifesta\u00e7\u00f5es de 15 de setembro 2012 e  agora de 2 de mar\u00e7o, a par de milhares de outras que perseguem  todos os membros do governo, mostram que desespero e revolta  crescem.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o apodrece porque n\u00e3o existe uma real alternativa de corte  com esta pol\u00edtica, com este regime e com a Uni\u00e3o Europeia e o euro.  Os que t\u00eam governado o pa\u00eds h\u00e1 37 anos, PSD\/CDS e PS, aceitam os  ditames da troika e sempre aplicaram as pol\u00edticas do capital. No  campo da oposi\u00e7\u00e3o parlamentar contr\u00e1ria \u00e0 troika, o PCP tem a sua  oposi\u00e7\u00e3o condicionada como apoiante e benefici\u00e1rio do regime, principalmente via poder aut\u00e1rquico e aparelho sindical (olha os fundos  sociais europeus&#8230;), e o BE, como disse em entrevista a deputada Ana  Drago, o apoio ao \u201cprojeto europeu\u201d coloca-o entre os defensores  do euro e na busca de uma solu\u00e7\u00e3o governativa com o PS, acrescentamos n\u00f3s \u201ccuste o que custar\u201d.<\/p>\n<p>Uma sa\u00edda para a crise que resolva os problemas dos trabalhadores  e do povo s\u00f3 poder\u00e1 concretizar-se com um programa de medidas  realmente alternativas.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 d\u00edvida, n\u00e3o basta renegociar prazos e juros, como t\u00eam  dito o PCP e o BE e aos quais hoje j\u00e1 se juntam PS e mesmo sectores do PSD e CDS\/PP. A primeira medida face \u00e0 divida \u00e9 suspender o seu pagamento e a seguir efetuar uma auditoria para ver quem a  fez e quem a deve pagar (se \u00e9 o povo atrav\u00e9s dos impostos ou se s\u00e3o  os grupos capitalistas e banqueiros que dela beneficiam).<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 troika e UE \u00e9 preciso cortar com a sua pol\u00edtica de austeridade e implementar um plano econ\u00f3mico alternativo. Utilizar as  verbas que se destinavam ao pagamento da d\u00edvida para um plano de  investimento p\u00fablico para criar emprego nos servi\u00e7os p\u00fablicos e na  ind\u00fastria, reverter as privatiza\u00e7\u00f5es para recuperar as riquezas, renacionalizando os bens p\u00fablicos nos setores da energia (EDP e GALP),  banc\u00e1rio (come\u00e7ar pelos bancos intervencionados, BCP,BPI,  BANIF) e transportes e comunica\u00e7\u00f5es (PT e ANA).<\/p>\n<p>O Movimento Alternativa Socialista &#8211; MAS procura ser parte da  constru\u00e7\u00e3o dessa alternativa e tem sido nesse sentido a nossa interven\u00e7\u00e3o nos movimentos sociais, no campo laboral e na juventude. \u00c9 por isso que o poder nos quer silenciar, e foi essa a raz\u00e3o da recusa  do Tribunal Constitucional impedindo a nossa legaliza\u00e7\u00e3o como partido pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Conscientes da necessidade de constru\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a pol\u00edtica  que \u201ccorra por fora\u201d e n\u00e3o se submeta ao regime iremos prosseguir e  intensificar a nossa ac\u00e7\u00e3o, com o objectivo imediato de conseguir a  legaliza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para podermos disputar, tamb\u00e9m no terreno  eleitoral, a constru\u00e7\u00e3o dessa solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que apresente uma sa\u00edda  favor\u00e1vel aos interesses do povo e dos trabalhadores.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>Editorial Jornal Ruptura n\u00ba129, Maio 2013<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De crise em crise, as pol\u00edticas da UE e dos seus governos lacaios, como \u00e9 o caso de Passos Coelho\/Portas, continuam a querer destruir o emprego e os direitos sociais para transformar Portugal e parte da Europa em zona de trabalho pr\u00f3ximo da escravatura, com sal\u00e1rios miser\u00e1veis, sem cuidados de sa\u00fade p\u00fablica, sem ensino p\u00fablico, sem seguran\u00e7a social e com esmolas em vez de pens\u00f5es de reforma.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1148,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1149","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/editorialabril_450.jpg?fit=450%2C350","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1149"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1149\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1148"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}