{"id":1110,"date":"2013-03-16T14:02:02","date_gmt":"2013-03-16T13:02:02","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2013\/03\/16\/frente-a-morte-de-hugo-chavez\/"},"modified":"2013-03-16T14:02:02","modified_gmt":"2013-03-16T13:02:02","slug":"frente-a-morte-de-hugo-chavez","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2013\/03\/16\/frente-a-morte-de-hugo-chavez\/","title":{"rendered":"Frente \u00e0 morte de Hugo Ch\u00e1vez"},"content":{"rendered":"<p>Hugo Ch\u00e1vez morreu e o impacto pol\u00edtico \u00e9 mundial. N\u00e3o \u00e9 para menos, pois sem d\u00favida o ex-presidente venezuelano surgiu como um importante protagonista das \u00faltimas duas d\u00e9cadas da hist\u00f3ria pol\u00edtica dentro e fora da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o horas de muita dor e incerteza para milh\u00f5es de venezuelanos que confiavam politicamente em Ch\u00e1vez e consideravam-no um l\u00edder identificado com seus interesses e anseios de melhorar a sua qualidade de vida. Tamb\u00e9m s\u00e3o muitos os activistas sociais e militantes de esquerda que, honestamente, viam na figura de Ch\u00e1vez um dirigente genuinamente anti-imperialista e at\u00e9 socialista.<\/p>\n<p>A LIT-QI entende essa dor e consterna\u00e7\u00e3o, pois nenhum sentimento popular nos \u00e9 indiferente. Mas mesmo no meio dessa dor, \u00e9 necess\u00e1rio fazer uma reflex\u00e3o sobre o que significou o governo Ch\u00e1vez e os desafios actuais da classe trabalhadora e do povo venezuelanos.<\/p>\n<p><strong>O que foi o governo Ch\u00e1vez?<\/strong><\/p>\n<p>A morte de Ch\u00e1vez recoloca todo o debate sobre o car\u00e1ter de classe do seu governo e o regime pol\u00edtico instaurado na Venezuela, e sobre as suas verdadeiras rela\u00e7\u00f5es com o imperialismo. Este debate continua dividindo \u00e1guas na esquerda mundial e se faz mais necess\u00e1rio nos momentos em que existe incerteza sobre o rumo que tomar\u00e1 hoje um chavismo sem Ch\u00e1vez.<\/p>\n<p>A nossa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 que o governo de Hugo Ch\u00e1vez nunca foi socialista. O seu governo foi burgu\u00eas, isto \u00e9, a servi\u00e7o de manter e defender o sistema e o Estado capitalista na Venezuela.<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o quer dizer que o governo capitalista de Ch\u00e1vez foi igual ao de Carlos Andr\u00e9s P\u00e9rez e todos os anteriores que se deram no marco do regime do \u201cPonto Fixo\u201d (AD e COPEI). Estes foram governos capitalistas completa e abertamente submissos ao imperialismo, que ficaram extremamente desgastados depois de d\u00e9cadas de pilhagem e corrup\u00e7\u00e3o e foram questionados pelas massas venezuelanas, dando origem ao Caracazo. O in\u00edcio da popularidade de Ch\u00e1vez ocorreu neste processo e com o golpe que tentou contra P\u00e9rez.<\/p>\n<p>Por esta combina\u00e7\u00e3o de crise dos partidos burgueses tradicionais e ascenso oper\u00e1rio e popular, o projeto de Ch\u00e1vez e seu posterior governo assumiram um car\u00e1ter burgu\u00eas de tipo nacionalista. Da\u00ed a necessidade de toda a ret\u00f3rica \u201canti-imperialista\u201d e \u201csocialista\u201d. Por isso, seu governo teve que fazer algumas concess\u00f5es (principalmente medidas assistencialistas atrav\u00e9s das Miss\u00f5es), mas muito mais limitadas que outros governos nacionalistas burgueses em d\u00e9cadas passadas, como os de Per\u00f3n na Argentina, C\u00e1rdenas no M\u00e9xico ou Nasser no Egito. O que teve em comum com aqueles governos foi que, por seu car\u00e1cter de classe, lhe era imposs\u00edvel ir at\u00e9 o fim nos seus enfrentamentos com o imperialismo e, cedo ou tarde, acabava capitulando a ele.<\/p>\n<p>Neste marco, todo o discurso sobre o Socialismo do S\u00e9culo XXI e os ataques ret\u00f3ricos ao imperialismo norte-americano (sobretudo nos tempos de George Bush) nunca corresponderam \u00e0 sua pr\u00e1tica pol\u00edtica e estavam a servi\u00e7o de confundir e esconder a mesma submiss\u00e3o e entrega de sempre.<\/p>\n<p><strong>As rela\u00e7\u00f5es com o imperialismo<\/strong><\/p>\n<p>A realidade concreta mostra que nestes 14 anos de governo e regime chavistas, a Venezuela continua t\u00e3o dependente do imperialismo como antes.<\/p>\n<p>A d\u00edvida externa sempre foi paga por Ch\u00e1vez, de forma pontual, aos credores internacionais. Em termos totais, a d\u00edvida venezuelana atingiu recentemente a cifra recorde de 105 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, o equivalente a 30% do PIB do pa\u00eds.<\/p>\n<p>As nacionaliza\u00e7\u00f5es que Ch\u00e1vez incentivou, t\u00e3o difundidas por sua corrente latino-americana, sempre aconteceram de forma negociada e garantindo suculentas indemniza\u00e7\u00f5es aos sectores burgueses \u201cafectados\u201d. E reduziram-se, em muitos casos, \u00e0 mera compra de a\u00e7\u00f5es dessas empresas por parte do Estado, dando lugar ao surgimento de empresas mistas, que permitem \u00e0s multinacionais explorar recursos naturais e energ\u00e9ticos conjuntamente com o Estado. Por essa via, empresas imperialistas, como a Chevron e a Exxon-Mobil, n\u00e3o s\u00f3 controlam e se beneficiam com a produ\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera do pa\u00eds, mas tamb\u00e9m passaram a ser propriet\u00e1rias de aproximadamente 40% dela.<\/p>\n<p>No entanto, nos \u00faltimos anos, at\u00e9 o tom dos discursos foi baixando. A verdade \u00e9 que uma coisa foi Bush e outra \u00e9 Obama, inclusive na ret\u00f3rica chavista. Basta recordar suas declara\u00e7\u00f5es durante as \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es: \u201cSe eu fosse norte-americano, votaria em Obama. E eu acho que se Obama fosse de Barlovento ou de um bairro de Caracas, votaria em Ch\u00e1vez. Tenho certeza\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 verdade que na Venezuela h\u00e1 um \u201csocialismo do s\u00e9culo XXI\u201d?<\/strong><\/p>\n<p>A realidade social \u00e9 tamb\u00e9m contr\u00e1ria aos discursos oficiais. Como nunca foram adotadas medidas anticapitalistas de fundo nem se rompeu com o imperialismo, o povo venezuelano continua sofrendo os flagelos do desemprego, do desabastecimento, da alta infla\u00e7\u00e3o &#8211; que em 2012 chegou a 20% &#8211; e da extrema pobreza que, apesar de todas as medidas assistencialistas do governo, afeta 29,5% da popula\u00e7\u00e3o. Segundo dados oficiais de 2010, os 20% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o det\u00eam 45% da renda nacional, enquanto os 20% mais pobres recebem somente 6%.<\/p>\n<p>Falar de socialismo do s\u00e9culo XXI diante de tal realidade \u00e9 ajudar \u00e0 campanha mundial contra o socialismo feita pelo imperialismo desde a restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo na ex-URSS e nos estados do leste europeu.<\/p>\n<p>Como pode haver socialismo quando aumenta a taxa de explora\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria e a economia privada floresce \u00e0 custa da pobreza do povo e a burguesia concentra o grosso da riqueza nacional?<\/p>\n<p>Esta realidade \u00e9 ineg\u00e1vel e as t\u00e3o difundidas Miss\u00f5es n\u00e3o t\u00eam solucionado nem poder\u00e3o solucionar os problemas de fundo, pois n\u00e3o passam de medidas compensat\u00f3rias, propostas pelo Banco Mundial, baseadas numa redistribui\u00e7\u00e3o m\u00ednima da renda do petr\u00f3leo para aliviar a desesperante situa\u00e7\u00e3o dos sectores da popula\u00e7\u00e3o na extrema pobreza e conter, em alguma medida, poss\u00edveis inquieta\u00e7\u00f5es sociais e, ao mesmo tempo, criar uma clientela pol\u00edtica eleitoral favor\u00e1vel ao governo.<\/p>\n<p>O outro lado da moeda desta pol\u00edtica econ\u00f4mica \u00e9 o surgimento e o fortalecimento de novos sectores burgueses, completamente parasit\u00e1rios dos neg\u00f3cios estatais. Efetivamente, a partir das \u201cempresas mistas\u201d e da coopta\u00e7\u00e3o de numerosos dirigentes sindicais e sociais, uma nova burguesia se desenvolveu &#8211; conhecida como \u201cboliburguesia\u201d.<\/p>\n<p>Estes novos ricos, que acumularam fortunas a partir dos neg\u00f3cios do Estado, t\u00eam como um de seus principais expoentes o ex-militar e atual presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabelo, propriet\u00e1rio de 3 bancos e v\u00e1rias empresas que t\u00eam contratos com o Estado.<\/p>\n<p><strong>Um regime autorit\u00e1rio e antioper\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que se apoiava parcialmente no movimento oper\u00e1rio e de massas, Ch\u00e1vez sempre tentou control\u00e1-lo e amarr\u00e1-lo. Estimulou e fortaleceu uma burocracia sindical de caracter\u00edsticas g\u00e2ngsteres e completamente subordinada \u00e0 sua figura.<\/p>\n<p>Neste sentido, toda a propaganda oficial e os discursos sobre a \u201cdefesa da revolu\u00e7\u00e3o bolivariana\u201d e a \u201cconstru\u00e7\u00e3o do socialismo\u201d diante dos \u201cinimigos da p\u00e1tria\u201d, tamb\u00e9m estava (e est\u00e1) a servi\u00e7o de disciplinar o movimento oper\u00e1rio e popular. E isto imp\u00f4s a ideia de que, quem n\u00e3o est\u00e1 com Ch\u00e1vez est\u00e1 com a &#8220;contrarrevolu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Em 2006, Ch\u00e1vez deu um salto neste sentido, quando impulsionou a conforma\u00e7\u00e3o do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), com a inten\u00e7\u00e3o de colocar uma \u201ccamisa de for\u00e7a\u201d no movimento oper\u00e1rio e na esquerda venezuelana num \u201cpartido \u00fanico\u201d.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia deste regime, todos os setores (muitos deles oper\u00e1rios) que foram \u00e0 luta foram v\u00edtimas de repress\u00f5es brutais, assassinatos seletivos e persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou sindicais. Entre outros casos, podemos citar a repress\u00e3o \u00e0 Petrocasaem Carabobo, aos oper\u00e1rios da Sanit\u00e1rios Maracay, aos oper\u00e1rios da Mitsubishi e a v\u00e1rios povos origin\u00e1rios e setores camponeses que ocuparam terras de latifundi\u00e1rios, \u201cbolivarianos\u201d ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem excep\u00e7\u00f5es, estes setores que lutaram contra as medidas do governo foram acusados de \u201cdesestabilizadores\u201d ou \u201ccontrarrevolucion\u00e1rios\u201d, da mesma forma que todos aqueles que se recusaram a entrar ou diluir-se no PSUV.<\/p>\n<p><strong>O apoio de Ch\u00e1vez a regimes genocidas<\/strong><\/p>\n<p>Todos estes fatos seriam suficientes para demonstrar que na Venezuela n\u00e3o existe, nem existiu, um socialismo e sim um governo que garantiu fortunas a um setor da burguesia, pagou religiosamente a d\u00edvida externa e continuou entregando riquezas ao imperialismo e, para conter o povo, combinou assistencialismo sustentado pelos recursos provenientes de per\u00edodos de bons pre\u00e7os internacionais do petr\u00f3leo \u00e0, tamb\u00e9m, repress\u00e3o directa a setores oper\u00e1rios e populares que sa\u00edram a lutar.<\/p>\n<p>No entanto, ainda devemos citar dois factos que demonstram profundamente seu car\u00e1cter de classe. O primeiro, e que demonstra a submiss\u00e3o de Ch\u00e1vez aos interesses do imperialismo mundial, \u00e9 a vergonhosa colabora\u00e7\u00e3o com o governo reacion\u00e1rio de Juan Manuel Santos, sucessor do genocida \u00c1lvaro Uribe, lacaio dos EUA, entregando activistas ligados \u00e0s FARC (como foi o caso do jornalista Joaqu\u00edn P\u00e9rez Becerra e outros lutadores sociais) ao governo colombiano, inclusive violando as normas judiciais vigentes na Venezuela para esses casos, tudo devido a um pedido direto de Santos. Como catalogar de anti-imperialista quem colabora com o principal lacaio dos EUA na Am\u00e9rica do Sul com a entrega de lutadores aos c\u00e1rceres colombianos?<\/p>\n<p>Por outro lado, quando estoirou o processo revolucion\u00e1rio no M\u00e9dio Oriente e norte da \u00c1frica, o governo \u201csocialista\u201d de Ch\u00e1vez declarou apoio incondicional a sanguin\u00e1rios ditadores como Khadafi e al Assad nos momentos em que os povos l\u00edbio e s\u00edrio levantaram-se em armas contra esses regimes. E o fez apresentando-os como \u201clutadores anti-imperialistas\u201d, quando fazia muito tempo que n\u00e3o faziam outra coisa que n\u00e3o fosse prostrar-se diante do imperialismo. Isto causou uma grande confus\u00e3o nos activistas das revolu\u00e7\u00f5es de Norte da \u00c1frica e do M\u00e9dio Oriente, que devido ao peso de Ch\u00e1vez (e dos irm\u00e3os Castro em Cuba), identificam a \u201cesquerda\u201d como aliados das ditaduras assassinas que oprimem seus povos. Desta forma traiu essas revolu\u00e7\u00f5es populares e entregou, em bandeja de ouro, a luta pelas liberdades democr\u00e1ticas e pelos direitos humanos ao imperialismo. N\u00e3o \u00e9 por acaso que tanto Santos da Col\u00f4mbia quanto al Assad hoje lamentem a partida de Ch\u00e1vez e lhe rendam gratid\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>As perspectivas<\/strong><\/p>\n<p>A partir do desaparecimento f\u00edsico de Ch\u00e1vez, o poder foi assumido por Nicol\u00e1s Maduro, at\u00e9 ent\u00e3o vice-presidente e sucessor designado diretamente por Ch\u00e1vez quando vivo. Novas elei\u00e7\u00f5es foram convocadas para dentro de 30 dias e mesmo que o resultado n\u00e3o esteja garantido, a maioria das for\u00e7as pol\u00edticas opina que o mais prov\u00e1vel \u00e9 que aconte\u00e7a uma vit\u00f3ria eleitoral do chavismo e que Maduro seja eleito presidente.<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que, ganhe quem ganhar, o novo presidente ter\u00e1 que aplicar uma s\u00e9rie de planos de ajuste econ\u00f3mico, claramente impopulares, e sem a figura de Ch\u00e1vez para contrabalan\u00e7ar os confrontos de classe. E, para isso, o chavismo ter\u00e1 que intensificar as medidas totalit\u00e1rias para travar as lutas e protestos contra esses novos ataques econ\u00f3micos e sociais.<\/p>\n<p>A direita tradicional venezuelana, abertamente reacion\u00e1ria e com alta voca\u00e7\u00e3o golpista, v\u00ea a morte de Ch\u00e1vez como uma oportunidade para levantar a cabe\u00e7a e retomar o poder. Capriles e a velha burguesia venezuelana querem voltar ao poder para se beneficiar como agentes diretos do imperialismo, n\u00e3o representam sa\u00edda para o povo e os trabalhadores. Capriles significa outra variante pol\u00edtica capitalista pr\u00f3-imperialista que continuar\u00e1 explorando o povo trabalhador, como j\u00e1 o fazem nos governos que t\u00eam h\u00e1 muitos anos (Miranda, Zulia, Carabobo, etc.). O seu programa \u00e9 serem os melhores entreguistas do petr\u00f3leo venezuelano aos polvos internacionais e defensores dos grandes empres\u00e1rios nacionais e estrangeiros. Capriles \u00e9 mais disso e n\u00e3o oferece nada novo para os trabalhadores e o povo.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 necess\u00e1rio construir uma sa\u00edda oper\u00e1ria e socialista<\/strong><\/p>\n<p>Neste momento imp\u00f5e-se a necessidade de uma profunda reflex\u00e3o em todo o ativismo social e especialmente em toda a esquerda revolucion\u00e1ria e socialista, sobre o balan\u00e7o do significado do governo de Ch\u00e1vez.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um debate estrat\u00e9gico para todos aqueles que almejam uma verdadeira sa\u00edda oper\u00e1ria e socialista. A tarefa urgente \u00e9 construir um terceiro espa\u00e7o pol\u00edtico, com independ\u00eancia de classe e de oposi\u00e7\u00e3o, tanto ao chavismo como \u00e0 direita tradicional neoliberal. Para n\u00f3s, a \u00fanica sa\u00edda para solucionar definitivamente os problemas da classe trabalhadora e do povo venezuelano continua passando pela organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o independente de suas for\u00e7as.<\/p>\n<p>Precisamos de uma alternativa pol\u00edtica que levante a bandeira do governo oper\u00e1rio, campon\u00eas e popular, que exproprie a burguesia e o imperialismo, que nacionalize a sistema financeiro e o com\u00e9rcio exterior e que por essa via, inicie a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade sem classes. Ou seja, a constru\u00e7\u00e3o de uma verdadeira dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica socialista, revolucion\u00e1ria e internacionalista.<\/p>\n<p>Para isto, \u00e9 fundamental que a classe oper\u00e1ria venezuelana confie \u00fanica e exclusivamente em suas pr\u00f3prias for\u00e7as e se aproprie de seu destino. Este \u00e9 o \u00fanico caminho para um verdadeiro socialismo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Declara\u00e7\u00e3o da <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.litci.org\/pt\/\" rel=\"noopener\">Liga Internacional dos Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hugo Ch\u00e1vez morreu e o impacto pol\u00edtico \u00e9 mundial. 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