{"id":1101,"date":"2013-03-07T01:16:36","date_gmt":"2013-03-07T00:16:36","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2013\/03\/07\/homens-e-mulheres-trabalhadoras-unidos-contra-o-capitalismo-e-o-machismo\/"},"modified":"2013-03-07T01:16:36","modified_gmt":"2013-03-07T00:16:36","slug":"homens-e-mulheres-trabalhadoras-unidos-contra-o-capitalismo-e-o-machismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2013\/03\/07\/homens-e-mulheres-trabalhadoras-unidos-contra-o-capitalismo-e-o-machismo\/","title":{"rendered":"Homens e mulheres trabalhadoras unidos contra o capitalismo e o machismo"},"content":{"rendered":"<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.litci.org\/pt\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3459;declaracao-do-8-de-marco--homens-e-mulheres-trabalhadoras-unidos-contra-o-capitalismo-e-o-machismo&amp;catid=727;suplemento-correio-internacional&amp;Itemid=39\" rel=\"noopener\"><strong><em>Dia internacional da mulher, 8 de Mar\u00e7o<br \/><\/em><\/strong><\/a><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.litci.org\/pt\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3459;declaracao-do-8-de-marco--homens-e-mulheres-trabalhadoras-unidos-contra-o-capitalismo-e-o-machismo&amp;catid=727;suplemento-correio-internacional&amp;Itemid=39\" rel=\"noopener\"><strong><em>Declara\u00e7\u00e3o da Liga Internacional dos Trabalhadores<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Na frente da guerra civil na S\u00edria, nas mobiliza\u00e7\u00f5es da Pra\u00e7a Tahir, nas greves e nas marchas da Europa, no indignado levante contra as viola\u00e7\u00f5es na \u00cdndia: l\u00e1 est\u00e3o milhares de mulheres trabalhadoras. Rompendo a fronteira da opress\u00e3o, rompendo o divorcio cotidianamente estimulado entre a mulher e a pol\u00edtica e mostrando que as mulheres tem seu lugar nas revolu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com ou sem v\u00e9u as mulheres \u00e1rabes est\u00e3o nas ruas sendo parte ativa das revolu\u00e7\u00f5es do norte da \u00c1frica e do Oriente M\u00e9dio. Na Europa n\u00e3o \u00e9 diferente: na greve geral de 14 de novembro, nas lutas contra os despejos, na radicalizada greve dos mineiros das Ast\u00farias, nos movimentos da juventude desempregada e no movimento estudantil as mulheres cerram fileiras com os homens na resist\u00eancia aos planos de ajuste.<\/p>\n<p>Na \u00cdndia as ruas foram tomadas por protestos contra a viol\u00eancia \u00e0s mulheres. Uma jovem de 23 anos foi vitima de um crime brutal, quando voltava de um passeio um amigo em Nova Deli, ela foi estuprada e agredida dentro de um \u00f4nibus e depois lan\u00e7ada do veiculo em movimento. No dia 29 de dezembro, 13 dias depois do estupro a menina n\u00e3o resistiu aos ferimentos e morreu num hospital em Cingapura.<\/p>\n<p>O crime chocou o pa\u00eds porque n\u00e3o foi um fato isolado, foi a gota d\u2019agua de uma situa\u00e7\u00e3o insuport\u00e1vel: sete entre os dez crimes que mais crescem na \u00cdndia t\u00eam as mulheres como v\u00edtimas; e o estupro encabe\u00e7a a lista. Um estudo conclu\u00eddo em 2010 revela que 80% das mulheres j\u00e1 passaram por ass\u00e9dio verbal em Nova Deli e um ter\u00e7o das mulheres j\u00e1 foram abusadas fisicamente. (Fonte dos dados: mat\u00e9ria do The New York Times 08\/04\/2011)<\/p>\n<p>A novidade foi que, desta vez, influenciadas por este contexto de resist\u00eancia homens e mulheres foram para as ruas e retiraram da \u201cesfera privada\u201d um problema social que atinge milhares de mulheres no mundo. As mobiliza\u00e7\u00f5es tomaram um car\u00e1ter pol\u00edtico questionando as respostas insuficientes do governo e da pol\u00edcia. <\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, contrariando as press\u00f5es conservadoras da Igreja, as mulheres do Uruguai conquistaram, fruto da sua mobiliza\u00e7\u00e3o, a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto, que apesar de ter limita\u00e7\u00f5es \u00e9 um grande avan\u00e7o e deve servir de exemplo para todo continente.<\/p>\n<p><strong>Na linha de frente dos ataques<\/strong><\/p>\n<p>Contrariando a forte propaganda ideol\u00f3gica de que o machismo acabou os dados mostram que a opress\u00e3o das mulheres continua. Um relat\u00f3rio da ONU revela que 70% das pessoas que vivem em situa\u00e7\u00e3o de pobreza s\u00e3o mulheres. Relat\u00f3rio Armadilha de G\u00eanero: Mulheres, Viol\u00eancia e Pobreza \u2013 2010)<\/p>\n<p>Em tempos de crise esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda pior. A crise econ\u00f4mica mundial deixou 13 milh\u00f5es de mulheres sem emprego segundo um relat\u00f3rio da OIT. (Tend\u00eancias Mundiais de Emprego entre as Mulheres \u2013 OIT &#8211; 2013) Na Europa as mulheres s\u00e3o alvo preferencial dos ataques dos governos. Elas s\u00e3o maioria nos postos de trabalho do servi\u00e7o p\u00fablico, que est\u00e3o entre os mais atacados pelos planos de austeridade, para se ter uma ideia 85% das mulheres trabalham na \u00e1rea de sa\u00fade ou educa\u00e7\u00e3o. (Tend\u00eancias Mundiais de Emprego entre as Mulheres \u2013 OIT &#8211; 2013) Nos \u00faltimos dois anos (2011 e 2012) a educa\u00e7\u00e3o sofreu um corte de 2300 milh\u00f5es de euros no Or\u00e7amento Europeu.<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as salarias cresceram com a crise. H\u00e1 duas vezes mais mulheres recebendo sal\u00e1rio m\u00ednimo do que homens. Em Portugal a desigualdade salarial entre homens e mulheres aumentou 4,4% entre 2007 e 2010. (Pela Inclus\u00e3o de uma perspectiva de g\u00eanero na auditoria cidad\u00e3 \u00e0 divida p\u00fablica. Estudo publicado em Janeiro de 2013 pela Campanha Feminista Anti Austerit\u00e1ria)<\/p>\n<p>A dupla jornada feminina tamb\u00e9m se expressa nos dados. Um estudo de 2011 da OCDE mostra que as mulheres gastam em m\u00e9dia 4 horas di\u00e1rias a mais que os homens nas tarefas dom\u00e9sticas. Isso revela tamb\u00e9m que s\u00e3o as mulheres as que mais sobrem com os cortes dos direitos sociais e dos servi\u00e7os p\u00fablicos, j\u00e1 que s\u00e3o elas as \u201crespons\u00e1veis\u201d pelo cuidado com a casa e com a sa\u00fade da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>As pol\u00edticas de apoio \u00e0 gravidez e a maternidade e o direito ao aborto est\u00e3o sendo fortemente atacados. O que \u00e9 particularmente muito grave num contexto social em que a vida \u00e9 muito mais dif\u00edcil para as mulheres, em especial as m\u00e3es. Para as mulheres solteiras e com filhos o risco de pobreza \u00e9 de 34%, enquanto que entre pais solteiros \u00e9 praticamente nulo. (Risco de Pobreza \u00e9 a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o cujo rendimento se encontra abaixo da linha de pobreza). (Pela Inclus\u00e3o de uma perspectiva de g\u00eanero na auditoria cidad\u00e3 \u00e0 divida p\u00fablica. Estudo publicado em Janeiro de 2013 pela Campanha Feminista Anti Austerit\u00e1ria)<\/p>\n<p>Junto com isso h\u00e1 uma ofensiva ideol\u00f3gica de setores conservadores defendendo como sa\u00edda para a crise e o desemprego a volta das mulheres ao lar. &nbsp;<\/p>\n<p>Tudo isso se explica porque o capitalismo precisa ir a um novo padr\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o mundial e desmantelar por completo com as conquistas sociais da classe trabalhadora europeia para que se abra a possibilidade de supera\u00e7\u00e3o da crise econ\u00f4mica.<br \/> <strong><br \/>Viol\u00eancia dom\u00e9stica e sexual<\/strong><\/p>\n<p>As consequ\u00eancias desse sistema desigual e injusto n\u00e3o atingem as mulheres somente no plano econ\u00f4mico. H\u00e1 uma profunda degenera\u00e7\u00e3o moral da sociedade, o dinheiro vale mais do que as pessoas, a vida vale muito pouco e as mulheres s\u00e3o mais uma mercadoria no mercado.<\/p>\n<p>\u00c9 no contexto de um sistema que estimula cotidianamente que as mulheres sejam vistas como propriedade dos homens que a viol\u00eancia dom\u00e9stica e os crimes sexuais como ass\u00e9dio, o estupro e o tr\u00e1fico de mulheres tem atingido \u00edndices alarmantes.&nbsp; Segundo a ONU um bilh\u00e3o de mulheres s\u00e3o maltratadas ou violentadas ao longo da vida.<\/p>\n<p>As mulheres jovens s\u00e3o as maiores vitimas dos crimes sexuais. O tr\u00e1fico de mulheres \u00e9 uma forma b\u00e1rbara de viol\u00eancia no qual jovens s\u00e3o submetidas a escravid\u00e3o sexual contra sua vontade. Para a burguesia \u00e9 um lucrativo neg\u00f3cio, estima-se que o tr\u00e1fico humano movimento cerda de 32 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. (Dados da OIT)<\/p>\n<p>Tudo isso acontece com a neglig\u00eancia e muitas vezes o apoio dos governos capitalistas. O caso de Carolina Garzon, jovem militante da LIT desaparecida \u00e9 um s\u00edmbolo do que acontece com milhares de mulheres pelo mundo. Nossa companheira colombiana desapareceu no Equador em 28 de abril do ano passado. Quase um ano depois, a pol\u00edcia Equatoriana quer concluir as investiga\u00e7\u00f5es apoiando-se numa suposi\u00e7\u00e3o sem provas de que a menina teria ca\u00eddo acidentalmente num rio e morrido afogada. Junto com Carolina, outras milhares de mulheres no mundo est\u00e3o desaparecidas, vitimadas pela barb\u00e1rie do capitalismo.<br \/> <strong><br \/>Qual \u00e9 a sa\u00edda?<\/strong><\/p>\n<p>A burguesia, consciente do papel que cumpre o machismo na sociedade capitalista estimula esta ideologia reacion\u00e1ria que divide a classe trabalhadora e estimula a submiss\u00e3o e a subservi\u00eancia das mulheres.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo setores burgueses tentam disputar a dire\u00e7\u00e3o das lutas das mulheres. Dando uma cara nova \u00e0s velhas respostas reformistas organiza\u00e7\u00f5es como a Marcha Mundial de Mulheres propagandeiam pelo mundo a chamada \u201cteoria do empoderamento\u201d.<\/p>\n<p>Segundo esta teoria a chegada de mulheres ao poder, a exemplo de Angela Merkel, Cristina Kirchiner e Dilma Roussef \u00e9 a sa\u00edda para os problemas das mulheres. \u00c9 a velha proposta de irmandade das mulheres, ou seja unidas, as mulheres em luta contra os homens poder\u00e3o livrar-se do julgo do patriarcado.<\/p>\n<p>Entretanto as mulheres trabalhadoras dos pa\u00edses governados por mulheres seguem na pobreza. Mais do que isso, muitas dessas presidentas est\u00e3o \u00e0 frente da implementa\u00e7\u00e3o dos planos de austeridade.<br \/> <strong><br \/>Homens e mulheres da classe trabalhadora unidos contra o capitalismo e o machismo<\/strong><\/p>\n<p>Cada luta das trabalhadoras pelo mais b\u00e1sico direito \u00e9 importante e deve ser permanente, j\u00e1 que nenhuma conquista \u00e9 definitiva nesse sistema. Num momento de crise internacional, isso se intensifica ainda mais. A superexplora\u00e7\u00e3o recai com for\u00e7a sobre os setores oprimidos, entre eles, as mulheres. N\u00e3o todas, pois h\u00e1 entre elas uma divis\u00e3o: as que atacam e as que s\u00e3o atacadas.<\/p>\n<p>As mulheres burguesas ou as que assumem altos postos de governo, apesar de sofrerem com a opress\u00e3o, n\u00e3o est\u00e3o sob as mesmas condi\u00e7\u00f5es das trabalhadoras. Elas n\u00e3o sofrem a explora\u00e7\u00e3o, pelo contr\u00e1rio, ajudam a que as trabalhadoras sigam sendo exploradas. <\/p>\n<p>As mulheres que est\u00e3o \u00e0 frente e tem tido participa\u00e7\u00e3o ativa nas mobiliza\u00e7\u00f5es que seguem em curso, tanto na Europa como nos pa\u00edses do oriente m\u00e9dio e norte da \u00c1frica, s\u00e3o as trabalhadoras.<\/p>\n<p>As trabalhadoras podem se unir momentaneamente por algum interesse democr\u00e1tico, como o aborto, por exemplo, com as mulheres burguesas. Mas os acordos logo ser\u00e3o desfeitos quando esbarrar nos limites do capital.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que a unidade estrat\u00e9gica das mulheres trabalhadoras \u00e9 com a classe trabalhadora, \u00fanica capaz de derrotar capitalismo e promover uma sociedade socialista, que abrir\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es para se realizar a plena igualdade.<\/p>\n<p>Os homens trabalhadores que praticam atos de machismo e defendem essa ideologia acabam consciente ou inconscientemente defendendo os patr\u00f5es. Quando um trabalhador deixa de praticar atos machistas, e assume as bandeiras contra a opress\u00e3o, enfraquece o objetivo do patr\u00e3o, de dividir para superexplorar.<\/p>\n<p>A cada direito retirado das mulheres, o capitalismo avan\u00e7a na retirada de direitos de toda a classe. O machismo s\u00f3 favorece \u00e0 burguesia. Por isso as organiza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores devem assumir as demandas das mulheres, do contr\u00e1rio as mulheres ficar\u00e3o a merc\u00ea das alternativas frente-populistas que conduziram suas lutas para a derrota. &nbsp;<\/p>\n<p>Neste 8 de mar\u00e7o, a LIT-CI faz um chamado a todas as mulheres trabalhadoras para se organizarem e lutarem junto com os homens da classe trabalhadora por todos os seus direitos e pela destrui\u00e7\u00e3o do capitalismo e a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista, a \u00fanica que pode acabar definitivamente com a opress\u00e3o, garantindo uma rela\u00e7\u00e3o verdadeiramente igualit\u00e1ria entre homens e mulheres.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia internacional da mulher, 8 de Mar\u00e7o Declara\u00e7\u00e3o da Liga Internacional dos Trabalhadores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1100,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[68],"tags":[],"class_list":["post-1101","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mulher"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/dia_internacional_mujer_litci80313.jpg?fit=240%2C174","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1101","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1101"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1101\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1100"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}