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Acidente na mina chilena: reality show ou tragédia anunciada?

Acidente na mina chilena: reality show ou tragédia anunciada?

Na primeira semana de Agosto, um acidente na mina São José, localizada perto da cidade de Copiapó, região de Atacama, Chile, deixou 33 trabalhadores mineiros presos e isolados dentro dos túneis da mina. Durante vários dias, não se soube se havia sobreviventes, mas depois conseguiu-se entrar em contacto com eles e saber que estavam bem, pois tinham alcançado um refúgio com oxigénio, água e alimentos.

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Maputo: a revolta da fome

Maputo: a revolta da fome

A revolta popular em Maputo continua. Ao ler este artigo, ouça o rapper Azagaia, no vídeo abaixo, e leia também o artigo deste link: http://rtp.pt/noticias/?t=Cantor-mocambicano-tornou-se-simbolo-da-revolta.rtp&article=372091&visual=3&layout=10&tm=7

No dia 1º de Setembro, já os sms tinham circulado para convocar a greve em Maputo contra os aumentos dos preços do pão, da água e da electricidade, um representante do governo lembrou Maria Antonieta. Em entrevista à Rádio Moçambique, no programa "Café da manhã", a ilustre personagem apelou aos ouvintes para, em substituição ao pão, comerem batata doce. Ignorância e prepotência caminham, como sabemos, muitas vezes de mãos dadas. Horas depois, a polícia e o exército do mesmo governo chefiado pela Frelimo disparavam sobre a multidão desarmada.

 

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Declaração sobre o voto favorável do Bloco de Esquerda ao empréstimo do governo português à Grécia

Declaração sobre o voto favorável do Bloco de Esquerda ao empréstimo do governo português à Grécia

1. No dia 7 de Maio último, o Parlamento português aprovou por maioria o empréstimo financeiro de Portugal à Grécia, na ordem dos 2064 mil milhões de euros. O empréstimo teve os votos favoráveis do PS, PSD, CDS e Bloco de Esquerda (BE) e os votos contra do PCP e Verdes.

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Solidariedade aos trabalhadores da UPS despedidos em Espanha

Solidariedade aos trabalhadores da UPS despedidos em Espanha

Multinacional americana que actua na área da logística despediu 18 trabalhadores do centro de Vallecas, em Madrid, com o objectivo de derrotar o movimento organizado e combativo que ali existe, o que facilitaria a extinção dos direitos laborais e a instalação da precariedade e dos baixos salários. Transcrevemos, a seguir, a carta do Comité de Empresa dos trabalhadores de UPS Vallecas a denunciar a empresa e a pedir a solidariedade dos trabalhadores e dos seus sindicatos e associações.

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Eleições no Brasil: PSTU é a única alternativa operária e socialista

Eleições no Brasil: PSTU é a única alternativa operária e socialista

No próximo mês de Outubro serão realizadas eleições gerais no Brasil. O processo eleitoral ocorre num momento de relativa tranquilidade para a burguesia brasileira e para o próprio governo Lula.

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A burca em questão

A burca em questão

O governo de Nicolas Sarkozy, que se orgulha de ser considerado um dos governos europeus que mais respeita as liberdades individuais, prossegue na sua cruzada contra os muçulmanos.

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VIH/SIDA - Os pobres, os ricos e as farmacêuticas

VIH/SIDA - Os pobres, os ricos e as farmacêuticas

No final de Julho realizou-se a XVIII Conferência da OMS sobre a SIDA. A conferência abriu em clima de euforia, um gel microbicida, de aplicação vaginal, que está em fase de teste em humanos previne a infecção pelo VIH em cerca de 54%. Esta suposta vitória da investigação contra o VIH guarda muitas faces obscuras que não nos dão motivos para nos sentirmos eufóricos.

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WikiLeaks reforça campanha pelo fim da guerra no Afeganistão

WikiLeaks reforça campanha pelo fim da guerra no Afeganistão

Dias antes da divulgação pela imprensa internacional, no fim de Julho, de 91.731 documentos secretos sobre a guerra no Afeganistão, a comprovar que as forças de ocupação da Nato estão a ser derrotadas no terreno e desmascaradas pelos seus próprios combatentes, o governo português anuncia a ampliação da sua presença militar neste país. A pedido do governo Obama, o governo PS/Sócrates decidiu aumentar de 160 para 253 o número de militares no Afeganistão. Já em Janeiro deste ano, o governo tinha anunciado o reforço das verbas previstas no Orçamento de Estado destinadas às missões militares portuguesas no estrangeiro. O completar do 9º ano da invasão do Afeganistão pelos Estados Unidos, no dia 7 de Outubro, e a contra-cimeira anti-Nato, marcada para os dias 15 a 21 de Novembro próximos, em Lisboa, são uma excelente oportunidade para reforçar a campanha pela retirada de Portugal da Nato e das tropas portuguesas no Afeganistão.

 

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Trabalhadores gregos apelam à unidade da luta

Trabalhadores gregos apelam à unidade da luta

Milhares de trabalhadores gregos, reunidos numa manifestação convocada pela Frente Militante de todos os Trabalhadores – PAME, durante a greve geral de 29 de Junho, aprovaram um apelo dirigido à classe trabalhadora, sindicatos e sindicalistas da Europa. Nesse apelo, eles manifestam-se solidários com a luta de todos os trabalhadores europeus contra os planos de austeridade aplicados pelos respectivos governos e apontam para a necessidade da coordenação dos esforços para que esta luta se torne mais forte. Reproduzimos este apelo:

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Impulsionemos o boicote a Israel! Rompamos o bloqueio de Gaza!

Impulsionemos o boicote a Israel! Rompamos o bloqueio de Gaza!

O ataque das forças armadas israelitas à frota internacional que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza desnudou uma vez mais o verdadeiro carácter do Estado de Israel. Pois o assassinato de pelo menos 9 activistas foi, em última instância, a continuidade da política genocida aplicada por Israel quotidianamente contra o povo palestiniano, em especial contra os habitantes da Faixa de Gaza.

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Luta de classes no Mundial da África do Sul

Luta de classes no Mundial da África do Sul

Enquanto o Cristiano Ronaldo e companhia jogam sendo obscenamente pagos, outros intervenientes no Campeonato do Mundo de Futebol que se disputa na África do Sul resolvem lutar por melhores condições de vida.

Assim, os stewards (foto), responsáveis pela segurança durante os jogos, iniciaram uma greve em protesto contra o facto de estarem a ser mal pagos (ao invés dos prometidos 1900 rands estariam a recebe 150 (cerca de 15 euros) por turnos de 12 horas!).

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Mundial de Futebol: Luta de classes nos estádios

Mundial de Futebol: Luta de classes nos estádios

Enquanto o Cristiano Ronaldo e companhia jogam sendo obscenamente pagos, outros intervenientes no Campeonato do Mundo de Futebol que se disputa na África do Sul resolvem lutar por melhores condições de trabalho. 

Já há um ano atrás, as greves da construção civil ameaçaram o levantamento dos novos estádios, meses antes do início do Mundial. O salário destes operários da construção que ergueram verdadeiros santuários do futebol era de 4,50 rands (cerca de 50 cêntimos) por hora, mas graças à sua luta conseguiram aumentos de 12%.

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Estivadores da Suécia e Noruega boicotam Israel

Estivadores da Suécia e Noruega boicotam IsraelDepois do ataque aos barcos humanitários "Palestina Freedom Flotilla" e respondendo ao apelo dos sindicatos palestinianos, os estivadores da Suécia e Noruega decidiram aderir à campanha BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) contra Israel. Na Suécia, os estivadores não descarregarão, ao longo de uma semana (por ser o máximo legal), nenhum contentor com produtos israelitas, muitos deles produzidos em colonatos ilegais. Já em Fevereiro, os estivadores de Durban, na África do Sul, recusaram-se a descarregar os contentores dum barco israelita, por considerarem Israel um estado que promove apartheid.

Björn Borg, líder do Sindicato de Estivadores da Suécia, visa repetir o protesto que o seu sindicato fez no passado contra o fascismo chileno e o apartheid sul-africano. Quando questionado sobre se esta acção poderá levar a despedimentos, Björn Borg afirmou que os estivadores estão a cumprir as leis internacionais de sanções a Israel e quem deveria impedir a chegada destas mercadorias seria a própria administração do porto de Estocolmo e Gotemburgo, da qual não espera grande colaboração. Influenciados pela grande coragem destes trabalhadores, no dia 7 de Junho, os sindicatos palestinianos lançaram um comunicado para que todos os estivadores do mundo participem nesta campanha.

Depois do cobarde assassinato de 9 activistas pelo exército israelita, que tencionavam quebrar o cerco à Faixa de Gaza, transportando consigo alimentos e medicamentos, a campanha BDS tomou um novo fôlego e agora ainda é mais pertinente participar nela. Sindicatos da Irlanda, Escócia, França, Austrália, Suécia, Noruega, África do Sul, entre outros, já aderiram ao boicote. Neste momento, é de destacar também um grupo de judeus solidários com a Palestina, que está a organizar um barco que vai tentar quebrar novamente o cerco à Faixa de Gaza.

Porque Israel continua a fazer da Faixa de Gaza um "inferno na terra", impedindo a entrada de bens básicos, como comida, vestuário e medicamentos; porque Israel não pára de construir o muro do Apartheid, a aumentar o número de colonatos e a oprimir todos os palestinianos, é necessária uma forte solidariedade internacional. Aderindo à campanha BDS, os sindicatos e os trabalhadores de todo o mundo estão a ter um papel fundamental na solidariedade ao povo palestiniano. Aqui em Portugal, é importante que os sindicatos integrem esta campanha de boicote a Israel e cortem qualquer tipo de relação com a "Histadrut", sindicato sionista-racista israelita, que explora e discrimina os trabalhadores árabes-palestinianos.

"Durante a luta contra o apartheid sul-africano, o mundo inspirou-se nas corajosas acções dos sindicatos de estivadores de todo o mundo, que se recusavam a descarregar contentores daquele país, contribuindo em grande parte para o fim do apartheid. Hoje, apelamos aos sindicatos de estivadores a fazerem o mesmo contra o apartheid e a ocupação israelita." (Comunicado dos sindicatos palestinianos, 7 de Junho de 2010)

Pedro Varela

Trabalhadores brasileiros fundam nova central, mas sector minoritário rompe com o congresso

Trabalhadores brasileiros fundam nova central, mas sector minoritário rompe com o congresso

Nos dias 5 e 6 de Junho, em Santos, cidade do Estado de São Paulo, Brasil, foi realizado o Congresso da Classe Trabalhadora, com cerca de 3 mil delegados e 4 mil participantes, a representar cerca de 3 milhões de trabalhadores.

 

 

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Para que o futebol seja do povo

Para que o futebol seja do povoAcaba de começar o Campeonato do Mundo de futebol na África do Sul. O torneio mais importante do desporto mais popular do mundo. Mas aquilo que poderia ser uma festa de diferentes povos é, em vez disso, um imenso veículo de alienação, com miúdos de 20 e tal anos que "valem" 96 milhões de euros, empresários e magnatas a trocarem entre si milhões que, como sempre, vêm de quem trabalha. Mas não é sempre assim nem tem que ser sempre assim.

O futebol não é só o "ópio do povo", podendo também ser "o suspiro do oprimido". Nas bancadas de Old Trafford, estádio do Manchester United, em vez do habitual vermelho, milhares usam orgulhosos cachecóis verde e amarelos, em honra ao equipamento original do clube que foi fundado em 1878 por trabalhadores ferroviários e em protesto contra a administração da família Glazer que dirige o clube. E nem as vitórias dos últimos anos abafam o protesto dos adeptos que, segundo os seus cânticos nas bancadas, querem o clube de volta.

Relvados vermelhos

E há vários exemplos de luta de classes nos relvados. Desde a heróica equipa do Dínamo de Kiev que, com o nome de FC Star, enfrentou em 1942 o Flakelf, uma equipa que representava a força aérea alemã em São Petersburgo para servir de exemplo da superioridade alemã. Foram previamente avisados que deveriam perder. No entanto, apesar de todas as ameaças, venceram 5-3 e, no último minuto, o avançado da equipa soviética, após fintar o guarda-redes alemão, resolve voltar ao meio campo em vez de marcar golo, para maior humilhação nazi. O árbitro, oficial das SS, acabou com o jogo imediatamente. Os jogadores foram torturados (um morreu sob tortura) e enviados para campos de concentração. A história acabou por entrar no imaginário de resistência ao fascismo e ainda hoje, no estádio do Dínamo de Kiev, há uma placa que comemora essa equipa.

Em 2006, a guerra civil na Costa do Marfim parou com o apuramento da sua selecção para o Mundial e, quando Diego Maradona derrubou a Inglaterra em 1986, foi como se a Argentina, durante 90 minutos, tivesse ganho a guerra nas Falkland.
Na África do Sul, a classe trabalhadora vai ver os seus ídolos a jogarem à bola. Com o mundo inteiro a ver, é uma oportunidade única para que se batalhe contra a pornográfica relação entre o dinheiro e o futebol e que, num mundo que vive em guerra e com milhões de explorados, se levantem as bandeiras da justiça e da paz. Para que a bola, um dia, esteja do lado do povo.

Manuel Neves

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