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WikiLeaks reforça campanha pelo fim da guerra no Afeganistão

WikiLeaks reforça campanha pelo fim da guerra no Afeganistão

Dias antes da divulgação pela imprensa internacional, no fim de Julho, de 91.731 documentos secretos sobre a guerra no Afeganistão, a comprovar que as forças de ocupação da Nato estão a ser derrotadas no terreno e desmascaradas pelos seus próprios combatentes, o governo português anuncia a ampliação da sua presença militar neste país. A pedido do governo Obama, o governo PS/Sócrates decidiu aumentar de 160 para 253 o número de militares no Afeganistão. Já em Janeiro deste ano, o governo tinha anunciado o reforço das verbas previstas no Orçamento de Estado destinadas às missões militares portuguesas no estrangeiro. O completar do 9º ano da invasão do Afeganistão pelos Estados Unidos, no dia 7 de Outubro, e a contra-cimeira anti-Nato, marcada para os dias 15 a 21 de Novembro próximos, em Lisboa, são uma excelente oportunidade para reforçar a campanha pela retirada de Portugal da Nato e das tropas portuguesas no Afeganistão.

 

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Trabalhadores gregos apelam à unidade da luta

Trabalhadores gregos apelam à unidade da luta

Milhares de trabalhadores gregos, reunidos numa manifestação convocada pela Frente Militante de todos os Trabalhadores – PAME, durante a greve geral de 29 de Junho, aprovaram um apelo dirigido à classe trabalhadora, sindicatos e sindicalistas da Europa. Nesse apelo, eles manifestam-se solidários com a luta de todos os trabalhadores europeus contra os planos de austeridade aplicados pelos respectivos governos e apontam para a necessidade da coordenação dos esforços para que esta luta se torne mais forte. Reproduzimos este apelo:

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Impulsionemos o boicote a Israel! Rompamos o bloqueio de Gaza!

Impulsionemos o boicote a Israel! Rompamos o bloqueio de Gaza!

O ataque das forças armadas israelitas à frota internacional que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza desnudou uma vez mais o verdadeiro carácter do Estado de Israel. Pois o assassinato de pelo menos 9 activistas foi, em última instância, a continuidade da política genocida aplicada por Israel quotidianamente contra o povo palestiniano, em especial contra os habitantes da Faixa de Gaza.

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Luta de classes no Mundial da África do Sul

Luta de classes no Mundial da África do Sul

Enquanto o Cristiano Ronaldo e companhia jogam sendo obscenamente pagos, outros intervenientes no Campeonato do Mundo de Futebol que se disputa na África do Sul resolvem lutar por melhores condições de vida.

Assim, os stewards (foto), responsáveis pela segurança durante os jogos, iniciaram uma greve em protesto contra o facto de estarem a ser mal pagos (ao invés dos prometidos 1900 rands estariam a recebe 150 (cerca de 15 euros) por turnos de 12 horas!).

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Mundial de Futebol: Luta de classes nos estádios

Mundial de Futebol: Luta de classes nos estádios

Enquanto o Cristiano Ronaldo e companhia jogam sendo obscenamente pagos, outros intervenientes no Campeonato do Mundo de Futebol que se disputa na África do Sul resolvem lutar por melhores condições de trabalho. 

Já há um ano atrás, as greves da construção civil ameaçaram o levantamento dos novos estádios, meses antes do início do Mundial. O salário destes operários da construção que ergueram verdadeiros santuários do futebol era de 4,50 rands (cerca de 50 cêntimos) por hora, mas graças à sua luta conseguiram aumentos de 12%.

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Estivadores da Suécia e Noruega boicotam Israel

Estivadores da Suécia e Noruega boicotam IsraelDepois do ataque aos barcos humanitários "Palestina Freedom Flotilla" e respondendo ao apelo dos sindicatos palestinianos, os estivadores da Suécia e Noruega decidiram aderir à campanha BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) contra Israel. Na Suécia, os estivadores não descarregarão, ao longo de uma semana (por ser o máximo legal), nenhum contentor com produtos israelitas, muitos deles produzidos em colonatos ilegais. Já em Fevereiro, os estivadores de Durban, na África do Sul, recusaram-se a descarregar os contentores dum barco israelita, por considerarem Israel um estado que promove apartheid.

Björn Borg, líder do Sindicato de Estivadores da Suécia, visa repetir o protesto que o seu sindicato fez no passado contra o fascismo chileno e o apartheid sul-africano. Quando questionado sobre se esta acção poderá levar a despedimentos, Björn Borg afirmou que os estivadores estão a cumprir as leis internacionais de sanções a Israel e quem deveria impedir a chegada destas mercadorias seria a própria administração do porto de Estocolmo e Gotemburgo, da qual não espera grande colaboração. Influenciados pela grande coragem destes trabalhadores, no dia 7 de Junho, os sindicatos palestinianos lançaram um comunicado para que todos os estivadores do mundo participem nesta campanha.

Depois do cobarde assassinato de 9 activistas pelo exército israelita, que tencionavam quebrar o cerco à Faixa de Gaza, transportando consigo alimentos e medicamentos, a campanha BDS tomou um novo fôlego e agora ainda é mais pertinente participar nela. Sindicatos da Irlanda, Escócia, França, Austrália, Suécia, Noruega, África do Sul, entre outros, já aderiram ao boicote. Neste momento, é de destacar também um grupo de judeus solidários com a Palestina, que está a organizar um barco que vai tentar quebrar novamente o cerco à Faixa de Gaza.

Porque Israel continua a fazer da Faixa de Gaza um "inferno na terra", impedindo a entrada de bens básicos, como comida, vestuário e medicamentos; porque Israel não pára de construir o muro do Apartheid, a aumentar o número de colonatos e a oprimir todos os palestinianos, é necessária uma forte solidariedade internacional. Aderindo à campanha BDS, os sindicatos e os trabalhadores de todo o mundo estão a ter um papel fundamental na solidariedade ao povo palestiniano. Aqui em Portugal, é importante que os sindicatos integrem esta campanha de boicote a Israel e cortem qualquer tipo de relação com a "Histadrut", sindicato sionista-racista israelita, que explora e discrimina os trabalhadores árabes-palestinianos.

"Durante a luta contra o apartheid sul-africano, o mundo inspirou-se nas corajosas acções dos sindicatos de estivadores de todo o mundo, que se recusavam a descarregar contentores daquele país, contribuindo em grande parte para o fim do apartheid. Hoje, apelamos aos sindicatos de estivadores a fazerem o mesmo contra o apartheid e a ocupação israelita." (Comunicado dos sindicatos palestinianos, 7 de Junho de 2010)

Pedro Varela

Trabalhadores brasileiros fundam nova central, mas sector minoritário rompe com o congresso

Trabalhadores brasileiros fundam nova central, mas sector minoritário rompe com o congresso

Nos dias 5 e 6 de Junho, em Santos, cidade do Estado de São Paulo, Brasil, foi realizado o Congresso da Classe Trabalhadora, com cerca de 3 mil delegados e 4 mil participantes, a representar cerca de 3 milhões de trabalhadores.

 

 

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Para que o futebol seja do povo

Para que o futebol seja do povoAcaba de começar o Campeonato do Mundo de futebol na África do Sul. O torneio mais importante do desporto mais popular do mundo. Mas aquilo que poderia ser uma festa de diferentes povos é, em vez disso, um imenso veículo de alienação, com miúdos de 20 e tal anos que "valem" 96 milhões de euros, empresários e magnatas a trocarem entre si milhões que, como sempre, vêm de quem trabalha. Mas não é sempre assim nem tem que ser sempre assim.

O futebol não é só o "ópio do povo", podendo também ser "o suspiro do oprimido". Nas bancadas de Old Trafford, estádio do Manchester United, em vez do habitual vermelho, milhares usam orgulhosos cachecóis verde e amarelos, em honra ao equipamento original do clube que foi fundado em 1878 por trabalhadores ferroviários e em protesto contra a administração da família Glazer que dirige o clube. E nem as vitórias dos últimos anos abafam o protesto dos adeptos que, segundo os seus cânticos nas bancadas, querem o clube de volta.

Relvados vermelhos

E há vários exemplos de luta de classes nos relvados. Desde a heróica equipa do Dínamo de Kiev que, com o nome de FC Star, enfrentou em 1942 o Flakelf, uma equipa que representava a força aérea alemã em São Petersburgo para servir de exemplo da superioridade alemã. Foram previamente avisados que deveriam perder. No entanto, apesar de todas as ameaças, venceram 5-3 e, no último minuto, o avançado da equipa soviética, após fintar o guarda-redes alemão, resolve voltar ao meio campo em vez de marcar golo, para maior humilhação nazi. O árbitro, oficial das SS, acabou com o jogo imediatamente. Os jogadores foram torturados (um morreu sob tortura) e enviados para campos de concentração. A história acabou por entrar no imaginário de resistência ao fascismo e ainda hoje, no estádio do Dínamo de Kiev, há uma placa que comemora essa equipa.

Em 2006, a guerra civil na Costa do Marfim parou com o apuramento da sua selecção para o Mundial e, quando Diego Maradona derrubou a Inglaterra em 1986, foi como se a Argentina, durante 90 minutos, tivesse ganho a guerra nas Falkland.
Na África do Sul, a classe trabalhadora vai ver os seus ídolos a jogarem à bola. Com o mundo inteiro a ver, é uma oportunidade única para que se batalhe contra a pornográfica relação entre o dinheiro e o futebol e que, num mundo que vive em guerra e com milhões de explorados, se levantem as bandeiras da justiça e da paz. Para que a bola, um dia, esteja do lado do povo.

Manuel Neves

Basta de impunidade para Israel

Basta de impunidade para Israel

Declaração da LIT sobre o ataque de Israel à frota de ajuda humanitária

O massacre realizado pelo exército israelita contra a frota que levava ajuda humanitária à faixa de Gaza mostra mais uma vez a verdadeira cara do Estado de Israel.

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Europa: uma nova fase da crise económica mundial

Europa: uma nova fase da crise económica mundialA Europa, e em particular a Grécia, é hoje o epicentro da situação política e económica internacional. E outros países, como Portugal, Espanha e Grã-Bretanha, estão no mesmo caminho. Esta situação mostra, por um lado, que a União Europeia (UE) e a chamada zona Euro (os 16 países que adoptam o Euro como moeda comum) são hoje o "elo mais débil" da corrente imperialista. Por outro, indica que possivelmente estamos a entrar num novo momento da crise económica mundial.
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Pirataria terrorista em águas internacionais – a barbaridade sionista não tem limites

Pirataria terrorista em águas internacionais – a barbaridade sionista não tem limites

Na madrugada de segunda-feira, dia 31 de Maio, um barco carregado de ajuda humanitária destinado a Gaza, foi violentamente abordado por um comando do exército israelita provocando um banho de sangue entre os passageiros. Os balanços ainda são provisórios mas apontam para algures entre 10 e 20 mortos e um número indeterminado de feridos.

O destino, a Faixa de Gaza, é um território que sofre desde há 3 anos com um bloqueio asfixiante que apenas permite a entrada a conta-gotas de uma reduzida quantidade de bens essenciais, bastante inferior às necessidades daquela população. A “flotilha da liberdade” em questão tinha como objectivo precisamente uma acção de solidariedade para produzir algum alívio à situação desesperada causada pelo bloqueio, carregando materiais como medicamentos, cimento ou cadeiras-de-rodas.

O governo israelita, no estilo cínico a que nos tem habituado, afirma que este ataque brutal levado a cabo pelas suas tropas de assalto se justificou por os barcos trazerem perigosos terroristas e estarem carregados de armas. O barco e a sua carga foram inspecionados por polícias turcos antes de partirem e das 700 pessoas que iam a bordo incluíam-se deputados dos parlamentos alemão e irlandês, um judeu sobrevivente do holocausto nazi, dezenas de jornalistas e centenas de activistas internacionais. Diz ainda, com a cara de pau de quem traz no currículo genocídio, apartheid e limpeza étnica, que os comandos dispararam porque foram atacados pelos passageiros do barco assim que se deu a abordagem. Primeiro ponto, a abordagem deu-se em águas internacionais, a 65 km da costa, o que consiste segundo todas as definições, num acto de pirataria. Logo, tal como numa casa assaltada não é surpresa os residentes tentarem repelir os assaltantes, também a resistência a esta abordagem não o é. Em segundo lugar, trata-se de um barco repleto de civis desarmados atacado por uma unidade de comandos armados de armas automáticas com capacidade de fogo real. E de facto, por muito que os passageiros do barco tenham ripostado, não há vítimas entre os militares israelitas.

Pelo mundo fora, manifestações populares expressaram o seu repúdio a mais este acto da barbárie sionista. Em Lisboa, largas dezenas de pessoas concentraram-se na segunda-feira à tarde em frente à embaixada israelita num protesto a que aderiram várias organizações incluindo o Bloco de Esquerda e o PCP.

É preciso, à semelhança do que aconteceu em Espanha, na Suécia e noutros países europeus, que se convoque o embaixador de Israel em Portugal para apresentar explicações sobre este acto de pirataria e homicídio. Tal como é necessário fortalecer a campanha para forçar a EPAL a quebrar o seu acordo com a Mekorot, empresa pública de águas israelita especializada no roubo de água nos territórios ocupados.

Os acontecimentos vêem provar uma vez mais que não pode haver business as usual com Israel, e que este estado tem que ser boicotado e isolado com toda a firmeza.

Pirataria israelita exige sanções internacionais

Pirataria israelita exige sanções internacionais

Reproduzimos, a seguir, nota do Comité de Solidariedade com a Palestina: “O ataque das Forças Armadas israelitas contra um barco da flotilha de solidariedade com Gaza originou um banho de sangue, com 16 mortos e 50 feridos confirmados até agora. O barco turco levava a bordo mantimentos e medicamentos, que constantemente são negados à população civil da Faixa de Gaza, submetida ao bloqueio israelita. O barco encontrava-se desarmado e claramente em águas internacionais. Foi assaltado, juntamente com mais cinco barcos da flotilha, por forças especiais israelitas.

Ao genocídio contra o povo de Gaza, Israel juntou agora um acto de pirataria sangrenta que faz parecer uma brincadeira de crianças as acções dos piratas somalis. A comunidade internacional que tem tolerado várias décadas de violações do Direito Internacional e a sistemática violação de todas as resoluções da ONU por parte de Israel estaria agora obrigada a tomar uma posição firme de sanções contra um Estado que a si próprio se coloca na posição de um Estado-pária.

O Estado português tem tido uma posição vacilante a este respeito, tendo condenado acertadamente os crimes de guerra israelitas contra a Faixa de Gaza por ocasião da votação do relatório Goldstone, mas acabando depois por aceitar a posição da UE, de admitir Israel como Estado-membro da OCDE. Perante um acto de pirataria sangrenta como este, é tempo de acabar com as vacilações. A diplomacia portuguesa deveria tomar uma posição clara.

Também a Câmara Municipal de Lisboa, que tem entre mãos desde há mais de um ano uma resolução aprovada pela Assembleia Municipal para geminar simbolicamente as cidades de Gaza e Lisboa, deveria decretar um boicote a todos os contactos, políticos, comerciais e culturais, com o Estado-pirata israelita. A CML deveria também chamar a EPAL a explicar-se sobre o acordo que assinou com a Mekorot, a empresa das águas israelita, especializada no roubo da água palestiniana e cúmplice no extermínio pela sede de todo o povo de Gaza.

 

Exigimos que o Ministério dos Negócios Estrangeiros, à semelhança do que a Espanha, a Suécia e outros governos europeus estão a fazer, convoque o embaixador de Israel em Portugal para apresentar explicações sobre este acto de pirataria e a sua consequente chacina.”

 

Várias organizações, entre as quais o Comité de Solidariedade com a Palestina, convocam uma concentração para hoje, às 17h30, frente à embaixada de Israel.

Solidariedade com a classe operária e o povo grego!

Solidariedade com a classe operária e o povo grego!No dia 5 de maio a classe trabalhadora e o povo grego voltaram a paralisar completamente o país contra o brutal plano de ajuste da União Européia e do FMI, aplicado pelo governo “socialista” do Pasok. Era a quarta greve geral desde que, em dezembro passado, se desencadeou a crise da dívida grega. Marchas multitudinárias tomaram conta de Atenas e todas as cidades gregas. Dezenas de milhares de manifestantes cercaram e atacaram o parlamento grego, a grande instituição da democracia burguesa, convertido em câmara de preservação dos ditames das grandes potências da União Européia. Os choques com a polícia foram generalizados. Uma nova convocatória da greve geral está em marcha para o dia 20 de maio.

“Querem que voltemos a ser pobres”
O plano de ajuste é draconiano: cortes do emprego público; redução de 25% do salário dos funcionários públicos; redução das pensões em 20%; aumento da idade de aposentadoria; grandes cortes nos serviços públicos; graves retrocessos nos direitos trabalhistas, como a abolição dos convênios coletivos e a liberalização e barateamento das demissões; fortíssima alta de impostos (o IVA sobe de 19 para 23% e a gasolina, o álcool e o tabaco 10%, enquanto se reduzem os impostos aos empresários); privatizações de tudo o que se possa privatizar.

Os trabalhadores gregos têm definido com precisão o objetivo do plano: “querem nos converter em pobres”, “devolver-nos aos anos 50”. É um plano para sangrar selvagemente o povo grego para que os banqueiros alemães, franceses e gregos e outros abutres financeiros sigam enriquecendo com o grande negócio da dívida pública. Para isso, converteram a Grécia em um protetorado econômico sem soberania nacional.

A UE à beira do abismo
A crise grega e seu efeito de “contágio” tem sido o detonador de uma crise geral que tem colocado a Zona do Euro e a UE à beira do abismo e ameaça com uma nova crise financeira mundial, porém mais devastadora que a que se desencadeou após a quebra do Leman Brothers em 2008. Em uma tentativa desesperada de salvamento, a UE aprovou um megaplano europeu de “resgate”, dotado de 750 bilhões de euros, destinado a empréstimos de emergência aos países do Euro em risco de moratória. O FMI (onde os EUA tem voz predominante) vai pagar um terço desses empréstimos. Foi acordado também que o Banco Central Europeu compre dívida pública e privada dos países em perigo e mantenha todas as facilidades de crédito aos bancos. Ao mesmo tempo, os governos da Alemanha e França impuseram um estrito sistema de controle que, ao estilo da Grécia, transforma os países “periféricos” em verdadeiros protetorados econômicos.

A chave do plano de salvamento da UE não é outra que impor um retrocesso histórico à classe trabalhadora europeia. Por isso foram estabelecidos condições drásticas para pertencer à Eurozona e à EU e medidas draconianas para receber os fundos de “resgate”, segundo o modelo grego. Indigna escutar que são empréstimos para “ajudar a Grécia”, quando o povo trabalhador grego não vai ver um só euro dessa “ajuda” mas, pelo contrário, apenas sanções e sofrimentos.

Grécia prenuncia os planos de ajuste para toda a Europa, começando pelos países mais débeis como Portugal, o estado espanhol, Irlanda ou Itália. Os governos espanhol e português já anunciaram um drástico pacote de endurecimento de seus planos de choque. Esses planos estão fadados, além disso, a aprofundar o retrocesso econômico e acabará gerando mais déficit público e mais dívida... até que o país, sangrado e exausto, não possa pagar e se veja obrigado a declarar a suspensão dos pagamentos.

Fora UE! Por uma Europa dos trabalhadores e dos povos”
Grécia deixou em evidência que não há saída dentro da UE nem no marco do respeito às bases do capitalismo. A UE se mostrou como expressão escancarada de toda a Europa do Capital e como um aborto anti-democrática irreformável. A profundidade da crise grega, a catástrofe que representa ao povo grego, só pode ser enfrentada ao se declarar o não reconhecimento da dívida pública, rompendo com o Euro e com a UE e tomando medidas drásticas e urgentes para reorganizar a economia a serviço da grande maioria: expropriando os bancos, nacionalizando as empresas estratégicas, repartindo o trabalho, estabelecendo o monopólio do comércio exterior e buscando a solidariedade de classe dos trabalhadores europeus, na luta comum por uma Europa dos trabalhadores e dos povos, por um Estados Unidos da Europa.

“Somos todos trabalhadores gregos”
O conflito grego é a primeira grande prova da força entre o capital financeiro e a classe trabalhadora europeia, que tem tido a sorte de que esta primeira grande prova se desenvolve na Grécia, o país com a classe trabalhadora mais combativa do continente e onde a burocracia sindical se encontra com mais dificuldades para controlar um movimento operário cuja base tem um importante peso da esquerda classista e combativa.

Os trabalhadores gregos são um exemplo magnífico de combatividade e coragem para toda a classe operária europeia. Eles apontam o caminho a seguir e merecem, como parte mais avançada que são, a mais ampla solidariedade de classe. Todos temos que responder ao chamado dos trabalhadores gregos: “Povos da Europa, levantem-se”. A luta da Grécia é nossa, de todos. Apoiar Grécia e unir forças contra os planos de ajuste é a grande tarefa dos trabalhadores.

Organizar a resistência unificada na Europa
Diferentes organizações sindicais europeias firmaram um manifesto intitulado “Somos todos trabalhadores gregos”, em que afirmam: “Para salvar seu sistema capitalista, os empresários e os acionistas se organizaram internacionalmente: o movimento sindical deve atuar atravessando fronteiras para impor outro sistema diferente (...) Esperamos avançar na instauração de uma rede sindical alternativa na Europa, aberta a todas as forças que queiram lutar contra o capitalismo e o liberalismo. Desenvolvamos e coordenemos as lutas sociais e construamos a resistência comum em toda a Europa! Frente a crise a greve geral é necessária! Nós a queremos construir!”

Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional
Maio de 2010

Apontamentos da Grécia: Greve Geral de 20 de Maio

Apontamentos da Grécia: Greve Geral de 20 de Maio

1. A primeira questão que fica claro para quem chega de longe a Atenas neste dia 20 de Maio é que de facto houve uma verdadeira greve geral. Os transportes totalmente parados, não circularam nem um metro e nem um autocarro. Há até quem diga que terá sido um erro este sector da classe trabalhadora parar totalmente. Com efeito, na última greve geral, a 5 de Maio, estes transportes funcionaram durante algumas horas para poderem, essencialmente, transportar manifestantes para o centro da cidade onde ocorreria a respectiva manifestação de massas que sempre acompanha o decretar de cada greve geral na Grécia. Assim, disseram alguns, o facto de esta manifestação de hoje ter contado com muito menos gente nas ruas se deveu, em parte, a este factor: não haver transporte para o centro de Atenas. Evidentemente que não terá sido a razão principal porque se passou de 350.000 manifestantes em 5 de Maio para cerca de 85.000 de hoje, haverá certamente outras explicações. De qualquer forma parecia ser consensual no activismo e na media que a manifestação era bem menor que a da última greve geral, mas a amplitude “por baixo”, de paralisação efectiva de serviços, fábricas, portos, universidades, escolas, transportes etc., era bem mais significativa. Suspeita-se que poderá haver algum cansaço ao fim de várias greves gerais e de inúmeras manifestações de massas para tão só uns 4 a 5 meses e, essencialmente, porque estas manifestações parecem não ter um objectivo fundamental a defender, ou uma lei concreta a revogar, são (talvez) mais a expressão de raiva anti-sistema capitalista (e as últimas medidas de austeridade) que coloca tanta gente nos protestos e nas ruas.

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Apontamentos desde a Grécia (II)

Apontamentos desde a Grécia (II)Hoje vou falar um pouco sobre o que fez rebentar a ira dos trabalhadores gregos bem como sobre outros elementos interessantes que estão presentes na actual situação política grega. O governo do suposto “partido socialista” (Pasok) resolveu, para atacar aquilo a que chamam de crise, cortar nos salários dos trabalhadores, primeiro de todos os funcionários públicos e pensionistas e já se fala que o farão para os trabalhadores do sector privado. Os cortes são na ordem, em muitos dos casos, de cerca de 30% do salário e por mês. A particularidade da realidade grega é que devido às (más) negociações das burocracias sindicais com o poder ao longo dos últimos anos, um funcionário público tinha um (relativo) baixo salário, na ordem de uns 800 euros mas que era compensado com vários extras (de acordo com o facto de se têm filhos a cargo, se dominam outras línguas, etc) com o que poderiam fazer crescer o salário para quase o dobro. Os cortes, calcula-se que em muitos casos podem atingir cerca de 300 euros por mês ou um pouco mais, o que equivale a uma renda de casa, por exemplo.
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